sexta-feira, 20 de maio de 2011

20 Maio - 35 dias de Obras

Mais uma semana se passou. A casa continua esventrada e agora também sem janelas nem chaminé. A parte eléctrica está concluída. Verificou-se esta semana que as telhas estavam em muitíssimo mau estado pelo que vão ter de ser todas substituídas. Esta semana, e uma vez que o assunto esgotos estava arrumado, o meu pai resolveu implicar com a varanda. A nossa ideia inicial era fechar aquela varanda e fazer um prolongamento da sala mas devido a custos essencialmente, tirámos logo isso da ideia. O meu pai quer porque quer que se faça o prolongamento da sala (ainda não percebeu que somos nós a fazer as obras e somos nós que vamos viver para lá), então todos os dias telefona a dizer, oh Rita, aquilo não custa nada fazer, é só tirar as janelas de um lado e pôr no outro, nem precisas de colocar estores, pões uns vidros duplos bons como os que tens na casa onde estás agora em Belém, fazes o chão noutra altura e pões cimento nos buracos da tijoleira do muro na varanda e bla bla bla. Todos os dias, a mesma lenga lenga. Não tenho tido coragem de dizer que já fizeram toda a instalação eléctrica, inclusive para os estores eléctricos e ja taparam os buracos, por isso esse assunto está arrumado de vez. É um facto que gostava de ter a sala alargada mas caramba, não se pode ter tudo e já percebi que nem tudo corre como desejamos por isso 5.000 euros fazem-nos muita falta.

Estamos agora extremamente preocupados com outra coisa. Parece que vamos ter de sair da casa de Belém até ao final do mês. Não sabemos para onde vamos. Não sabemos mesmo!!! A casa está totalmente inabitável neste momento.O JP ameaça que vai para a Figueira pois não tem alternativa mas... e eu? Eu vou para onde? E vou ficar sem ver os meus filhos a semana toda? Não pode ser. Não quero. 2ª ou 3ª feira vamos ter uma reunião de urgência com os responsáveis da obra. É imprescidivel que dêem prioridade aos quartos e casa de banho do andar de baixo. Lixe-se o isolamento. É no exterior, pode se fazer depois. Lixe-se a cozinha, vamos almoçar e jantar fora durante uns dias. Mas os quartos e uma casa de banho têm de ficar prontos no máximo até ao aniversário dos miúdos que é dia 6. Ficam com 2 semanas de trabalho. Impossível? Vai ter que ser possível. Trabalhem ao fim de semana também ora essa. Precisam de dinheiro? Nós precisamos de um tecto! O dinheiro há-de vir caramba, precisam do quê? Que nós falemos com os fornecedores? Nós falamos!!! Bolas pahhh que atrasos de vida. E o raio do banco continua na maior, na vidinha dele. Temos um pedido de adiantamento feito há 2 semanas e nem uma resposta. Não são eles que vão ficar sem tecto... é um facto!

domingo, 15 de maio de 2011

15 de Maio - 30 dias de obras

 Faz hoje 1 mês que começaram as obras. Devia estar 50% terminada. Ahahahahahahah só para rir realmente. Eu sabia. Alguma vez as coisas connosco correm como deviam ser? NUNCA! Ora bem, por esta data tenho a casa completamente destruída. Só tenho paredes e telhado (por enquanto). Tenho as paredes esventradas e o chão voltou a ser areia. Tenho o tecto da sala todo partido, não tenho cozinha nem casas de banho, apenas o sitio delas. Começaram as confusões. Como a construção é antiga, não fazíamos ideia como era a estrutura e só quando se começou a partir é que começámos a perceber os problemas que daí advinham. Ora bem. Temos uma trave no tecto que atravessa a casa de uma ponta a outra e é essa trave que está praticamente a sustentar todo o 1º andar. Devido a uma mesa de snooker que tínhamos no 1º andar, essa trave precisa de ser reforçada e precisamos de colocar outra trave para sustentar a primeira. Precisamos de colocar um pilar na cozinha que não estava previsto e tivemos de mudar o local das escadas porque se ficasse onde pensávamos inicialmente, por causa dessa trave, ficávamos com um buraco no meio da sala. Tornou-se imprescindivel acabarmos com a lareira para colocarmos as escadas nesse canto. Os esgotos foi outra dor de cabeça. O meu pai resolveu armar-se em engenheiro e passou tempos a chatear-nos a cabeça em como deviam ser os esgotos. Expliquei-lhe que tínhamos uma pessoa cuja especialidade era esgotos e águas e que confiávamos plenamente na capacidade dela para resolver. O meu pai continuava a insistir que tínhamos de mudar as caixas de esgotos para fora de casa e acabei por ter de o pôr no lugar. Admito que o meu pai tem as suas razões para ser tão insistente porque ele não é engenheiro mas é uma pessoa muito bem informada, mas caramba, também temos de confiar nas pessoas que tiram cursos e especialidades ou não? Espero bem que esta parte fique bem feita pois se ficamos com uma poia entalada nos canos de esgotos, não vai ser nada bonito ter de rebentar com o chão de madeira maravilhoso que vamos colocar na cozinha. Nada bonito mesmo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

6 de Maio - 13 dias de Obras

1ª Vistoria - Curiosamente quem foi lá vistoriar as obras foi o mesmo que nos foi avaliar a casa. Tirou umas fotos do que estava feito, levou uma ensaboadela do JP no sentido de avaliar as obras efectuadas no maior valor possivel. Disse que não podia mentir e que o valor que o JP estava a pedir (50%) era impossivel de dar. 3 dias depois soubemos que avaliou as obras em 11%, ou seja 11.000 euros. UAU... assim nem Agosto temos a casa pronta, fantástico. Estamos mesmo felizes :(.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

2 de Maio

Finalmente, mais de 2 meses depois de iniciarmos o processo no BES, tivemos a tão esperada escritura de hipoteca. Estavamos a ver que nunca mais. As obras começaram há 15 dias mas estão atrasadas que só visto. A ideia era ter a obra pronta em 2 meses. Uma total remodelação. Uma missão praticamente impossivel na minha opinião. No entanto, a empresa de construção a qual adjudicámos a proposta garantiu-nos, que iriam ter várias equipas a trabalhar ao mesmo tempo e tal. Esqueceram-se de referir que isto só seria possivel se lhes dessemos metade do valor da obra no inicio do projecto. Um pequeno pormenor que invalidou o cumprimento do prazo. O belo do banco só dá dinheiro aos bochechos e consoante a obra avança. O que quer dizer que a obra vai avançar de 10 em 10 mil euros... parece muito.... não. Para a obra que é, é 1/10 do valor total. Nesse mesmo dia avançamos com o pedido de vistoria para nos libertarem a primeira tranche.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

29 Abril - Mudanças

Hoje foi o dia das mudanças. Escolhemos um óptimo dia para nos mudarmos, ah pois foi. Que melhor dia, se não o dia do maior temporal dos últimos 10 anos?

Uma amiga a C conseguiu convencer os pais a emprestar-nos a casa dela que está a venda por 1 mês. Sim, porque eu disse que era só por um mês e estava mesmo a sério. O JP quase me convenceu que no final de Maio já estaríamos de certeza na nossa casa. A casa é em Belém, mesmo ao pé do meu trabalho, o que me dá um jeitaço. É pequenina, apenas com 2 quartos e sala e não tem maquina de roupa nem loiça mas a malta arranja-se. Dormimos todos no mesmo quarto e ficamos com o outro quarto para eles brincarem e para o JP trabalhar. Entretanto a escola já era e hoje, dia da mãe na escola, foi também o ultimo dia deles naquela escola. Lágrimas à parte, a despedida correu muito bem. 

Depois de uma manhã inteira a carregar a camioneta das mudanças e após algumas viagens de ida e volta com o meu carro atulhado até ao tecto, pelas 16 horas, conseguimos finalmente colocar tudo lá dentro. Mesmo à justa pois já não cabia nem mais uma mosca. Decidimos que parte das coisas iriam para um armazém e outra parte para a casa de Belém. Na hora que a camioneta saiu, caiu a maior chuvada dos últimos anos. Fiquei encharcadinha até à medula. Quando chegámos a Belém, parecia um desafio do Biggest Looser. Subir e descer as escadas até ao 1º andar carregada de malas, caixotes e etc não foi pêra doce. Finalmente perto das 20 horas, descarregámos tudo. Tínhamos ainda deixado algumas coisas na nossa casa, quadros, livros, baldes, esfregona, aspirador e resolvemos que iríamos lá depois de jantar. Fomos jantar a casa dos meus sogros, onde tínhamos deixados os miúdos no dia desta aventura e onde tinha caído o maior "nevão" de sempre, pleno centro de Benfica. Estradas cortadas, gelo até a cintura em alguns locais. Um filme de terror.

Após o jantar voltámos à nossa casa para ir buscar mais tralhas mas a aventura estava longe de ter terminado. O JP ao colocar algumas coisas no lixo, mandou para o lixo as minhas chaves do carro. Estão a ver aquelas ilhas ecológicas? Pois, foi exactamente para aí que foram parar as minhas chaves. Quando o JP chega a casa e me diz, quase branco o que tinha acontecido o meu mundo parecia ter desabado em cima de mim. Era o que mais faltava acontecer depois deste dia. Chorei desalmadamente sentada no chão do corredor vazio enquanto o JP voltava para junto do lixo para ver se conseguia tirar as chaves. Valeu a ajuda preciosíssima de 2 vizinhos que viram o que se passava. Um deles foi buscar uma cana de pesca e conseguiu, com a ajuda de uma lanterna "pescar" as minhas chaves. 

Reestabelecidos do susto e do choque, voltámos para casa dos meus sogros, não sem antes termos apanhado outra chuvada inacreditável em cima de nós.  E assim correu o pior dia de sempre desde há muito tempo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

15 de Abril - Dia 1

Hoje começaram oficialmente as obras. Apesar de ainda não termos feito a escritura, o meu sogro deu-nos algum dinheiro para começarmos as obras. Isto porque os meninos do BES (devido a uma enorme incompetencia de uma senhora que lá está) nos disseram só agora que tinhamos de avançar com as obras antes de nos darem a 1ª tranche. Por acaso o meu sogro safou-nos porque se não estavamos literalmente lixados.

No fim de semana fomos lá ver o que já tinham feito. Para nosso total espanto, tinham apenas colocado meia duzia de andaimes no chão e um bidão. Estamos feitos. Foi um mau começo. Temos 2 meses para fazer as obras e no fim do mês não temos para onde ir.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Quem espera... desespera

Esperar tem sido o meu lema, faz 1 mês, quase 5 semanas inteirinhas... Há praticamente 5 semanas pedi um empréstimo para fazer obras na minha casa da Aroeira que será supostamente a nossa nova casa de familia, uma vez que conseguimos finalmente vender a nossa casa. A venda da nossa casa foi dificil. Depois de muito negociar lá fizemos um contrato promessa compra e venda que irá ser efectivado daqui a 3 anos. Até lá, os compradores vão dar-nos um sinal mensal em contrapartida de poderem usar a casa desde 1 de Maio. Até aqui tudo bem. Tudo bem, uma ova. É que para podermos ir para a Aroeira precisamos mesmo de fazer obras... e umas grandes obras. Demos um prazo de 2 meses para a conclusao da obra, pedimos orçamentos e aventuramo-nos no banco com o contrato compra e venda na mao. Se eu achava que o contrato ia ajudar imenso na concessão do empréstimo, não podia estar mais enganada. Para o banco, daqui a 3 anos os compradores podem desistir da compra... esqueceram-se que também pode cair um raio na cabeça deles e irem desta para melhor. Com os e se... e se... e se... o empréstimo veio para trás umas 3 vezes, tive de pôr fiadores, mais fiadores, e mais o raio que o parta para ter a aprovação comercial. Quase 4 semanas depois veio a desejada aprovação.... Ahhhhhhhhhhhhhh espera... agora falta a avaliaçao da casa. Temos de chamar o avaliador... é amanhã. Não afinal é depois de amanhã... ah espera é que afinal conta 2 dias só a partir do 2º dia em que inseriram os dados... ainda pode ser depois de depois de depois de amanhã. 5 dias depois é feita a avaliação. O avaliador diz, ainda hoje insiro os dados no banco. Fixe pensamos nós... uma ova... passa um dia, dois dias, ao terceiro dia vem finalmente a resposta...a avaliação correu bem mas o banco acha que o valor das obras em causa é X em vez de Y... Excusado será dizer que X muito menor que Y. Que fazer? Uma reclamação ora pois. Reclamação feita, em modo de implorando por favor concendam o Y porque se não não conseguimos fazer as obras, e esperamos... novamente. Mais um dia, outro. É hoje, ao final do dia, afinal ainda não é hoje, pode ser que seja amanhã. E estamos nisto há 5 semanas. Já tenho calos nos ouvidos e a minha gerente de conta já deve ter medo de atender o telefone... ainda estou eu a dizer o Bom dia, já ela me diz... Bom dia Rita como está... não tenho ainda nada para si.

E não nos resta outra vida se não esperar... pode ser que seja amanhã.