sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fashion Night Out

Ontem a minha amiga Helena desafiou-nos a ir à Vogue Fashion Night Out. Não que eu seja muito dada a modas e a eventos deste género, por isso na altura do convite nem disse imediatamente que sim. Gosto de ir quando tenho dinheiro para comprar coisas, mas quando estou de corda ao pescoço sinto-me mal só a ver e sem poder comprar. Assim, quando chegou o dia e ela me voltou a perguntar se queria ir, hesitei e perguntei por um descargo de consciência se o JP gostaria de ir. Por incrivel que pareça, ele apesar de homem, é mais vaidoso e fashion do que eu e achou imensa piada ao conceito. E lá fomos nós. Deixámos os miudos a jantar com os avós e estacionamos nos restauradores as 19 horas em ponto, hora em que começava o evento e as ruas se começavam a encher de gente. As lojas, essas estavam animadissimas, com passadeiras vermelhas à frente, meninas todas jeitosas a porta a oferecer uma flute de champagne ou a convidar amavelmente as pessoas a entrar nas lojas. Todas as lojas passavam musica de discoteca, algumas com DJs bem conhecidos. Havia quem oferecesse vodka, cerveja, champagne, tudo o que podem imaginar. A malta essa estava sofrega. As 20 horas já não se conseguia por um pé nos armazéns do Chiado que abarrotava de gente com luzes de neon coloridas e uma batida que mais parecia a de uma discoteca da moda. 

Como estavamos cheios de fome, entrámos na Eric Kayser, uma padaria toda XPTO que obviamente não tinha aderido ao evento e por isso mesmo onde havia meses para estar. Não fiquei fã desta padaria que se diz tradicional. Os bolos e o aspecto são de fazer crescer água na boca, mas o preço e depois o sabor deixam muito a desejar. Começamos a subir o Chiado, bebemos um café nespresso grátis, e já à vinda ainda conseguimos fazer uma comprinha nos saldos da Benetton e numa loja de crianças que desconhecia, a Du Pareil...au Même

Lisboa estava ao rubro. Talvez para esquecer a crise, esquecer as palavras do Passos Coelho que à mesma hora informava o país que as medidas de austeridade anunciadas na sexta feira eram para avançar.

Quando fomos embora, pelas 21:15 pois no dia seguinte era dia de escola dos miudos, o Chiado estava literalmente à pinha. Tivesse eu outra idade e outra disponibilidade e se calhar tinha-me ficado também por ali, como aquela malta, a deliciarem-se com as bebidas free e musica electronica até às tantas. Sim, porque duvido que aquela malta que lá estava, estivesse lá efectivamente para comprar o que quer que fosse. Gosto destes eventos. Pelo menos dão vida à cidade. Os estrangeiros que lá passavam estavam boquiabertos com tanta animação. Na volta acham que é sempre assim... Muito giro, a repetir talvez no proximo ano.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Calma e paz de espirito precisa-se...

Desde que tive o meu problema hemorragico sinto que mudei em alguns aspectos da forma como ver a vida. Senti-me tão mal naquele dia que quase me esvai em sangue. Além de ter começado por cuidar melhor da minha pele, tenho procurado algo que me faça sentir bem não só fisicamente mas com todos os que me rodeiam. Comecei a tomar vitaminas para aumentar a minha vitalidade mas havia alguma coisa que me faltava. Um dia, num dos grupos do facebook que frequento, o mãe de gémeos, falava-se de afastar maus olhados e de purificação da casa através do incenso. Nunca tinha usado incenso na vida e alguns confesso que me fazem dores de cabeça como quando entramos naquelas lojas que estão sempre a queimar incenso. Mas fiquei curiosa. Sempre gostei de ter a casa com cheiros que me fizessem sentir bem e que acalmassem o meu estado de espirito e tenho imensas velas pela casa embora nem sempre acenda as velas, as vezes porque sinceramente até me esqueço que as tenho. Mas o ritual de acender incenso de que falavam, o objectivo do incenso, foram coisas que me fizeram pensar que talvez fosse isso que afinal procurava. Um dia, andava as compras no Jumbo e passei pelo sitio das velas e incensos. E nunca pensei que houvesse tanta variedade. Completamente leiga no assunto, comprei um porta incenso e peguei em algumas caixas de incenso. Não percebendo absolutamente nada do assunto, acabei por levar uma que me pareceu que aconselhavam a usar por volta da 21 horas e outra que falava em frutos do amor (maracujá). Nessa noite acendi o das 21 horas. Depois dos miudos dormirem, antes de me sentar na sala para começar a ver a novela, esquanto o JP terminava uns trabalhos no PC. Gostei do cheiro, era suave e relaxante mas não me convenceu. Talvez não fosse isso exactamente que eu estava a precisar. No dia seguinte experimentei o do frutos do amor. Esse confesso que foi uma desilusão pois além de não te quase cheiro nenhum, não provocou sentimento nenhum em mim. Eu sei o que procurava mas como não me informei antes, percebi depois que o meu ritual estava completamente errado. Esta amiga entretanto lá me esclareceu acerca do ritual de queimar incenso e deu-me algumas dicas, junto com uma lista de tipos de cheiros e o proposito dos mesmos. Era mesmo isto que eu queria e para não me esquecer daqui para a frente resolvi colocar aqui e partilhar com quem desejar.

ABSINTO - Como estimulante geral, no cansaço físico e mental.
ACÁCIA - Restabelece o equilíbrio no ambiente familiar.
ALECRIM - Protege em
viagens, combate a traição, afasta energias negativas. Purificador do ambiente.
ALFAZEMA - Favorece as relações, limpa o ambiente e transmite paz.
ALMÌSCAR - Favorece as relações amorosas. Afrodisíaco, sensualidade e atração.
AMOR PERFEITO - Purificador do ambiente, auxilia nos estudos, amor e comunicação.
ANIS - Desperta os sentimentos do amor. Equilibra as forças.
ARRUDA - Anula os maus fluidos, favorece a reconciliação.
BÁLSAMO - Acalma e equilibra o ambiente.
BENJOIM - Êxito, memória e saúde. Espiritualidade.
CAMOMILA - Calmante, purificador do ambiente, favorece nos estudos.
CANELA - Bom para atrair a sorte e a prosperidade. Bens materiais. Calmante.
CÂNFORA - Bom para limpar ambientes carregados. Afasta invejas, mau olhado , desenvolve a mente e é um forte protector contra toda a espécie de feitiçaria.
CEDRO - Purificador do ambiente, desperta as forçaas. Abre a mente.
COCO - Transmite bem estar e equilíbrio.
CRAVO - Afrodisíaco, excitante, atrai o amor. Combate o negativismo.
ERVA DOCE - Calmante.
EUCALIPTO - Purificador do ambiente.
FLOR DO CAMPO - Equilíbrio emocional.
FLOR DE LARANJEIRA - Tranquilidade. Saúde e longa vida.
JASMIM - Afrodisíaco, atrai paixão, amor e dinheiro.
LAVANDA - Harmonia, entendimento familiar e equilibra o ambiente.
LÍRIO - Harmonia, paz e equilíbrio.
LÓTUS - Para ajudar outras pessoas, paz e equilíbrio.
MAÇÃ - Política, diplomacia, combate a corrupção.
MAÇÃ ROSADA - Tranquilizante.
MADEIRA - Afasta os inimigos, transmite liberdade, energias positivas e amor.
MADEIRA ORIENTAL - Sensualidade e sedução.
MEL - Paz e amor.
MIRRA - Ofertas a Deus, purificador do ambiente, espiritualidade, desenvolve a mente, paciência, transmite segurança e força.
MUSK - cria um ambiente de grande sensualidade.
NOZ MOSCADA - Amor, amizade e fraternidade. Reduz a ansiedade.
OPIUM - Auxilia nos estudos, espiritualidade, energias positivas e ambiente de paz.
ORQUÍDEA - Afrodisíaco e sensual.
PAPOILA - Psíquico.
PATCHOULI - Protector do corpo e da mente. Desperta a alegria e clarividência, sensualidade e sedução. Contra magia e quebra feitíços.
ROSA - Purificador do ambiente, auxilia nos estudos, espiritualidade, amor, contra acidentes, favorece nos negócios, intuição e optimismo.
ROSA BRANCA - Purificador de sentimentos, tranquilizante.
SÂNDALO - Equilíbrio mental, calmante, purificador do ambiente, magnetismo, protege da maldade.
VERBENA - Pacificador do ambiente, afasta os maus espíritos. Protege no lar e no trabalho.
VIOLETA - Auto confiança, afrodisíaco. Purificação e humildade.


Dicas de Utilização:

Para o amor: Almíscar, Jasmim, Rosa, Lótus, Sândalo, canela e Cravo.
Desenvolvimento espiritual: Mirra, Rosa e Violeta.
Sistema nervoso: Alecrim, Alfazema e Jas
mim. Terapia de limpeza: Arruda, Cânfora, Alecrim e Eucalipto
Desenvolvimento intelectual: Alfazema, Lótus, Jasmim e Rosa.
Restaurador de energias: Canela, Eucalipto e Cravo.


Antes de acender o incenso procurar concentrar e meditar sobre o que pretendemos obter como graça. Todo este ritual deve ser feito num ambiente de respeito e "fé".
O incenso tem a função de levar os teus pedidos ao astral superior, então deves acender o incenso de acordo com o teu pedido.


E cá está, uma excelente lição da Marta para uma leiga como eu. Era mesmo isto que eu precisava e vou fazer isso mesmo.  Ahh... e da proxima vez que comprar incenso que seja numa loja de especialidade. Já imaginava... dahhhh

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Fã do Boticário me confesso


Pois é... a idade não perdoa e definitivamente este ano comecei a senti-lo verdadeiramente na pele. O meu rosto começa agora a denunciar traços e formas que revelam sem sombra de duvidas que caminho a passos largos para os 40. Lembro-me de que a minha mãe manteve uma pele jovem até muito tarde sem grande esforço e ainda hoje tem uma pele sedosa como a seda, apesar dos 70 e alguns anos. Já eu infelizmente não saí a ela. Talvez pelo estilo de vida que levo, pelas preocupações, noites mal dormidas, stress, enfim. Não digo que a minha mãe não o tivesse mas ela propria admite que ter 2 filhos de uma só vez é bem diferente do que ter 2 com 6 anos de diferença como eu e o meu irmão. O certo é que nós somos os nossos maiores criticos e eu notava que a minha pele ja não tinha aquele toque acetinado de outros tempos. Os meus olhos que outrora tinham um brilho caracteristico estavam baços e comecei a ter olheiras coisa que até agora nem sabia o que era. A minha pele do corpo estava seca e sem brilho e o cheiro do meu corpo já me cansava. Nunca fui adepta de cremes, perfumes ou maquilhagem. Até há bem pouco tempo a unica coisa indispensável era a minha base por motivos estéticos das manchas do vitiligo. Mas chega. fartei-me de ter pena de mim propria e de olhar para o espelho com ar de asco. Antes das férias e depois de uma hemorragia nasal gigantesca que me deixou com uma anemia brutal e me deitou ainda mais para baixo, decidi que estava na hora de fazer alguma coisa. O corpo pode não estar a corresponder aos meus desejos mas pelo menos ao espelho tenho de disfarçar. E comecei a minha procura no mercado de cremes, perfumes e make ups. Comecei pela make up, um dia que passava na Claire's e tinham umas sombras de olhos em promoção. Tinha de começar por algum lado e resolvi começar por ali. Andei a estudar sobre como pintar olhos, tipos de olhos, etc e arrisquei. Depois percebi que faltava o lapis de olhos, essencial obviamente. Fui ao Perfumes e Companhia e comprei um lapis da Bourjois, o mais molinho que me pareceu para que se tornasse mais facil fazer o risco. Faltava-me um bom creme e perfume. O perfume era o meu drama. Tenho um problema que é os perfumes não aderirem à minha pele e chateia-me gastar uma pipa de massa num perfume e só lhe sentir o cheiro durante os 10 minutos seguintes ao colocar. Até que um dia, a minha vida se tranasformou quando entrei numa loja do Boticário. Confesso que um bocado a medo pois não gosto muito de ser interpelada pelas lojistas quando estou a cuscar as lojas e no Boticário, assim que colocamos um pé na loja vem logo uma brasileira simpatiquissima perguntar se precisamos de ajuda e dar sugestões. Desta vez, resolvi aceitar a ajuda da menina e comecei por lhe pedir um creme hidratante. Tinha de ser mesmo bom pois tinha uma pele da treta expliquei eu. A menina então simpaticamente apresentou-me o Lilly Essence.


Fiquei imediatamente apaixonada pelo creme. Com um delicioso e agradável perrfume, uma textura consistente mas de muitissimo facil absorção e facilima de espalhar no corpo. A minha pele em menos de uma semana ficou outra. Macia, suave, com um brilho natural e cheirinho bom.

Antes de ir de ferias voltei a passar no Boticário, desta vez para comprar o perfume. Queria comprar o Lilly Essence mas estava esgotado e uma outra menina muito simpatica convidou-me a experimentar o Choc que era um perfume de edição limitada com cheiro a chocolate. Garantiu-me que o perfume ficava na pele e convenceu-me. Ainda me convenceu a levar também um outro creme hidratante para variar na Native Spa com ameixa.

O Choc é realmente delicioso. Nada caro comparativamente com os perfumes tradicionais de 100 ml. OK. Continuo a dizer que a minha pele absorve todos os perfumes e este não é excepção mas ainda assim consegue ficar lá um pouco mais do que os 10 minutos tradicionais. E o Native Spa, bem. Não é o lilly essence. Eu diria que o Native Spa é um creme hidratante para usar diariamente numa altura em que a pele não esteja muito sofrida, ou seja. Não aconselho se tiverem a pele muito seca e não puderem renovar a aplicação ao longo do dia. Agora, por exemplo nos dias que vamos à ginastica em que colocamos o creme de manhã, depois a hora de almoço tomamos banho e voltamos a por creme e ao fim do dia idem. É o ideal. É o chamado creme hidratante para bater. Quanto mais não seja ficamos com um cheirinho optimo, depois a colmatar com o perfume.

Não ainda perfeitamente contente com o meu estado, esta semana voltei a fazer nova visita ao Boticário. As olheiras não me largavam e estava a começar a enjoar um pouco o Choc. Apesar de ser bom, como é um perfume muito adocicado há tendencia para enjoarmos um pouco. Nova menina simpatica a atender-me. Peguei primeiro no perfume que queria. o Crystal Essence, primo do Lilly, pois entre os dois foi unanime lá em casa que era o que cheirava melhor. 
 


De seguida a famosa pergunta "Não há mais nada que você queira querida?" (ler isto com sotaque brasileiro). E como já estava com esta fisgada lá lhe perguntei do corretor de olheiras. Mostrou-me logo um e ainda me demonstrou na minha pele como ficava. Bom. As olheiras estão lá, mas confesso que me rendi ao corretor pois ficaram muito mais disfarçadas. 
E é tão facil de por.

E não fiquei por aqui. Também me queixei que a minha base não andava a fixar na cara e que a meio da tarde ja tinha metade da cara sem base e precisava de um fixador de maquilhagem. E eis que a menina me apresenta algo que sinceramente revolucionou o meu modo de ver a maquilhagem. Um creme chamado Prime. Para colocar depois do hidrantante e antes da base. Segundo ela, cria uma pelicula do genero daquela que muitos de nos em miudos com a cola UHU costumavamos por na pele e depois retirarmos uma pelicula fininha. Na altura não me pareceu muito convincente mas foi o suficiente para eu querer experimentar. Assim como assim, a minha base não andava a durar nada. 







Bem. Que loucura. Nem quis acreditar quando experimentei hoje. Revolucionou todo o meu rosto. Depois de ter colocado o prime e depois a base, o meu rosto nem parecia o meu. Uniforme, liso, sem vestigios de base, como se o meu rosto não necessitasse de cremes para ser perfeito. Fiquei absolutamente boquiaberta. Espectacular. E pronto. Agora tenho mais umas coisinhas debaixo de olho mas tenho de me conter pois, mesmo não sendo dos produtos mais caros, tudo junto dá cabo de qualquer bolsa.




Eu sabia que ia dar M****

Pois é... o tal antibiotico que o sr doutor espécie de pediatra receitou, fã dos genéricos não serviu de nada. E ao fim de 8 dias de antibótico o meu D continuava a queixar-se de dores no ouvido. Voltámos ao médico, desta vez a um privado e voilá. Genéricos NEM PENSAR. Eu sabia... Eu sabia. Só não percebo porque raio sou eu uma atadinha tal que quando fico assim tão chocada dá-me para não abrir a boca. O coitadinho do Diogo lá teve de voltar a tomar outro antibiotico, desta vez o famoso Clamoxyl pois continuava com uma otite daquelas e 15 dias sem poder dar os seus grandes mergulhos na piscina. Vá lá que tenho de admitir que o D se comportou como um homem. Sem birras, nem dramas por não poder ir à piscina nem quando toda a gente à volta dele e principalmente o mano, lhe fazem inveja a dar mergulhos. Grande D. Mereces tudo meu filho. És lindo.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Rico serviço de saude que temos

Depois de uma semana de trabalho que pouco ou nada me apeteceu fazer embora tivesse quilos ou melhor, toneladas de coisas para fazer e que portanto limitei-me a organizar o espaço para que quando volte em força não haja desculpas, eis que me debruço na minha ultima semana de férias. Dito assim até parece que o mundo vai acabar amanhã. Não acaba não, mas só de pensar que depois férias só daqui a um ano, dá.me uma coisinha má. Juro que até já ando a pensar se não deviamos casar entretanto para ter mais uns diazinhos extra de férias... mas depois acordo.

Tinha andado a estranhar que estas férias até estavam a correr muito bem em termos de saude para mim e para os pequenotes. O unico que teve uma incursão ao hospital acabou por ser o meu maridinho que nunca adoece mas estas férias foi brindado com uma valente otite.

Ora, estava eu a estranhar, quando a meio desta semana o meu Diogo aparece a dizer que lhe doi o ouvido. Ora as nossas antenas ficaram alerta porque o facto dele se queixar já era no minimo estranho. Ainda pensámos se não seria tanga por ver o pai a dar mergulhos com umas bolas nas orelhas mas ao tocar-lhe sem ele reparar ao levarmos um valente AI, percebemos que não era tanga nenhuma. Resolvo então estrear-me no centro de saude da Charneca da Caparica pois não me estava a apetecer largar 65 euros só para o pediatra olhar para dentro dos ouvidos. Chegada lá, tento perceber o funcionamento daquilo. Havia umas senhas que eram colocadas à disposição por volta das 14 horas por ordem de chegada das pessoas, pessoas essas que podiam chegar, tanto 3 horas antes como em cima da hora. Isto queria dizer supostamente que quanto mais cedo chegassemos maior probabilidade teriamos de ser logo atendidos. Isto pensava eu na minha ilustre ignorancia. Cheguei lá as 13 horas e já tinha 3 pessoas a frente. Como o pai não quis ir lá levar o Diogo, arrisquei perder o lugar para o ir buscar e continuar lá comigo (mas isso dava outra história que não vem para aqui chamada :)). As 14 horas fomos fazer a inscrição e mandaram-nos para a sala de pediatria, sala essa que estava a abarrotar de gente e bebés recém nascidos doentes e sem ser doentes á espera de consulta. Fiquei logo de coração apertado e a dizer ao Diogo. Por favor tira as mãos da boca e não toques em nada se não ainda chegas com uma otite e sais com uma doença pior. Não é por nada e não quero estar a dizer que sou fina ou deixo de ser, mas havia lá pessoas de aspecto muito, muito duvidoso. O Dioguinho mesmo assim, portou-se lindamente apesar de já estar farto dali estar. Valeu ter levado o telemovel para ele jogar uns joguinhos se não, não sei como seria. Finalmente pelas 16 horas, depois da carrada de gente se ter ido embora, começaram a chamar as urgencias. Entrámos na sala, onde um suposto pediatra com uma idade já entradota, nos atende. Comecei a dizer que o Diogo tinha acordado a queixar-se de dores no ouvido (e aponto para o ouvido esquerdo). Diz o Diogo naquele tom de voz particular que todas as crianças de 5 anos têm. É O DIREITO!!! O pediatra sem mais nem porquê, vira-se para o Diogo no mesmo tom de voz dele e diz. "FALE MAIS BAIXO QUE NÃO É PRECISO GRITAR." Depois vira-se para mim e continua: "Hoje em dias as crianças estão umas mal educadas". O Diogo ficou boquiaberto a olhar para o médico e eu igual. Tão chocada que só consegui esboçar um... "Diogo tens de falar mais baixinho", pois estava tão incrédula com a situação que não sabia se havia de reclamar com o médico se reduzir-me à minha insignificancia. Mas não ficou por aqui. Depois de lhe ver os ouvidos (sem observar rigorosamente mais nada), temos o seguinte diálogo:
Dr: O Diogo tem uma otite e vai ter que tomar antibiotico.  Vou passar o genérico pode ser?
Eu: Olhe, se não se importa, passe-me o original pois eu já tive uma má experiencia com um genérico e aconselharam-me a não comprar antibioticos sem ser os originais."
Dr: Quem é que lhe disse isso?
Eu: A minha médica e de facto já me aconteceu tomar um genérico que não me fez nada
Dr. :Pois, mas isso é mentira. Fique a saber que eu já visitei uma fabrica onde são feitos os antibioticos e a máquina era mesma. Depois de sairem da maquina é que iam cada um para a sua farmaceutica
Eu: Ai ? Pois. Eu não estive em fabrica nenhuma mas convenhamos que é estranho uns custarem 1 euro e outros 10. E de facto já me aconteceu uma vez um genérico não me fazer nada.
Dr. : Mas agora você também é doutora? Você não esteve lá mas eu estive e vi como se faz. É tudo a mesma coisa.

Nessa altura percebi que nem valia a pena rematar. Passou a receita (do genérico) e ao sair perguntou (nem sei bem porquê)
Dr.: Tem irmãos o Diogo?
Eu: Sim. Um irmão gémeo.
Dr. Ai sim? São iguais?
Eu: (sem grande pachorra para dissertações sobre serem iguais ou não) Sim. São iguais.
Dr. Mesmo iguais?
Eu: Sim. Mesmo iguais. Adeus e com licença.

Quer dizer, depois de uma consulta surreal que mais merecia era uma reclamação formal, ainda queria dissertar sobre gémeos, não? Santa paciencia... Que rica experiencia no centro de saude. Valeu que não paguei nada mas agora estou para saber se este genérico pelo menos faz o efeito que deve fazer.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O meu/nosso cão

Apresento-vos o nosso mais recente membro da familia. Um 4 patas, chamado Toby (lê.se Toubi em ingles que é mais fino).  Este pitéuzinho veio para nossa casa tinha 2 meses. Era um autentico boneco de peluche que alias podem confirmar pelo boneco de peluche ao lado dele. Lindo de morrer. Filho de mãe branca e pai preto.  O nosso Toby é um amor de cão. Cachorro como todos, passa os dias a tentar dar cabo do unico bem que colocámos na casinha dele, um sofá do IKEA que imaginei que pudesse ser a sua caminha quando fosse maior. Digo imaginei porque tenho agora a sensação que o dito cujo sofá não durará até à puberdade, quanto mais à fase adulta dele.

Os meus filhotes adoram o Toby. Já tivemos os nossos problemitas sim, alguns dos quais deu-me mesmo para pensar se teria sido boa ideia ter um cão. Mas, vamos lá ver de que foi a ideia?

Há  uns meses atrás, o meu adorado amorzinho disse-me... ai gostava tanto de ter um cão. Gosto tanto dos labradores. Vamos arranjar um. Eu,  que já tive um labrador preto chamado Zorba que era o cumulo da desobediencia que fugia cada vez que o largava apesar de ser um amor de cão, pus-lhe juizo na cabeça com um valente e redondo não. Pus-me à pesquisa de todas as revistas em que falavam sobre o trabalho que dá ter um cão, bem como artigos de revista e rapidamente mudou de ideias e concordou que era melhor não nos metermos nessa carga de trabalhos. Mas... alguma coisa acordou o bicho dos animais que estava adormecido cá dentro de mim e desde esse dia que pensei, pensei, pensei e se... tivessemos mesmo um cãozito, onde ficaria, como seria, etc. Um belo dia, olhei para o nosso anexo em frente de casa, completamente inaproveitado (tinha-o pensado para estudio fotográfico para o meu projecto doces olhares que tive de interromper por razões pessoais) e click. Olha aqui a casinha do nosso cão!!!

E nesse dia, como quem não quer a coisa comecei a pesquisar labradores e outras raças que também gosto muito. Apaixonei-me por uns Irish setters mas achámos grandes demais, depois por outros mais pequenos, mas o JP não ia a bola com cães pequenos até que decidi que seria então um labrador. Surpreendi o JP qd um dia lhe perguntei. Olha lá, ainda queres ter um cão? Olhou para mim com ar assustado, tipo... bolas, depois de tudo o que me disseste e me fizeste ler sobre o trabalho de ter um cão agora queres-te meter nisso? Mas não teve coragem de me dizer nada disso e disse que sim. E eu respondi-lhe com ar de entendida. Então está bem, vou tratar disso... queres um labrador, vou à procura de um mas tem de ser ou branco ou castanho. O JP anuiu e deixou-me à vomtade. Eis se não quando, um dia, deparo-me com um anuncio de uma ninhada de labradores com LOP mesmo ao pé de nós, todos pretinhos, filhos de mãe branca e pai preto. Olhei para o pai preto e jesus.... parecia que estava a ver o Zorba ali, o meu caozinho maluco. Corri a ligar para saber se ainda tinham machos ao que me responderam que sim, tinham um ainda. Anunciei então que iamos ver o cachorrinho nessa mesma semana aos restantes membros da familia. Quando disse que era preto, mais uma vez recebi o olhar de entao-tu-nao-querias-preto-e-agora-vais-ver-um-labrador-preto mas os a boca limitou-se a dizer ai vamos? E fomos. Excusado será dizer que me apaixonei completamente pelo cachorrinho, o mais pequenino da ninhada, muito fofinho e simpático. Ainda tinha só 1 mes e pouco, por isso tivemos de esperar pacientemente que tivesse idade para o trazermos. Acabámos por traze-lo uns dias antes dos miudos fazerem 5 anos.

E pronto. Agora com 4 meses e meio, meio sofá comido, mais de 10 bolas de futebol furadas, o nosso Toby está crescido e já faz quase sempre cocó e xixi na rua. Devo ser a unica pessoa que limpa cocós na rua e ainda assim, as pessoas quando o vêm fazer cocó por vezes não propriamente nos melhores sitios, olham com um olhar de deixa-ver-se-o-coco fica. Mas depois faço-os engolir em seco ao sacar dos dodots ou saquinhos plasticos e é a minha vez de fazer o olhar de tomara-vocês-serem-tão-educados-quanto-eu.

Mas nem tudo são rosas mais uma vez. O nosso Toby que mais parece um aspirador de comida e todo o tipo de saliencias que estiverem no chão, já foi parar ao hospital com uma gastroentrite e como se não bastasse, agora foi diagnosticado um polipo na pata, ou seja... mais uma cirurgia e mais guito para a rua. Bolas... e eu gosto muito do meu Toby e de animais mas caramba... doi-me o coraçao, de cada vez que vou ao vet para uma coisa destas e largo lá quase um salário minimo. 


Férias

E sempre que as Férias estão a acabar e se avizinha novamente um longo e árduo ano de trabalho eu me pergunto. Cadê o Euro Milhões??? Estava-se tão bem de férias...

E depois olho para o meu maridinho, empresário, que faz 1 ano montou um negócio por conta própria e passou a ter tempo para ele, para os filhos, para a casa, para tudo e mais um par de botas porque o negócio dele não tem horário, tanto pode trabalhar de manhã, como à tarde ou depois de jantar e vem-me aquela coisa feia a subir por mim a cima chamada inveja....Está bem que nem tudo são rosas. Para qq sitio que vai, vai carregado de Tablet e portátil atrás... até para a praia, a Tablet o acompanha... mas e então? Qual é o problema... Invejosa... sou uma invejosa assumida.

Penso, penso penso para ver se cai uma luz em cima de mim e tenho assim a modos que uma ideia mirabolante que me dê dinheiro e tempo... mas está dificil... Acho que me vou ter de contentar com os 25 dias uteis (sim ainda tenho e vou ter) de férias e dar-me por muito feliz pelo meu empregozito das 9:30 as 18h. oh lá se vou...