quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Maratona Fitness

Este fim de semana fiz algo que posso dizer não fazia há quase 10 anos! É verdade... 10 anos. Quando eu era moçoila, solteirinha (div) e boa rapariga, era menina para estar horas no ginásio todos os dias... sim. sim... TODOS os dias... chegava a fazer 3 horas de aulas umas atrás das outras. Na verdade, entre estar no ginásio a malhar ou ir para casa sozinha a ver TV e a encher-me de porcarias, escolhi a primeira opção. E acho que fiz muito bem. Também estava sempre em todas as fitness partys realizadas no ginásio que frequentava e até outros eventos que se iam realizando noutros locais. Era giro, encontrava sempre imensa gente conhecida e divertia-me imenso. No fundo era uma óptima maneira de passar o tempo. E uma maneira bem saudável.

Entretanto conheci o JP e naturalmente o tempo de ginásio foi diminuindo. Afinal havia melhores coisas para fazer sem ser malhar todos os dias e a toda a hora. Até que... deixei pura e simplesmente de frequentar o ginásio e engravidei. Foram uns 3 anos sem colocar um pé num ginásio. Depois de ter os meus filhotes, e gorda que nem uma baleia, achei que estava na hora de voltar ao gym. Devagarinho, bem ponderado, com horários muito limitados, inscrevi-me num vivafit ao pé de minha casa. Não era exatamente o meu conceito preferido. Sempre odiei máquinas e só fazia máquinas quando era mesmo extremamente necessário. Andei lá uns 6 meses até que quando voltei ao trabalho desisti. E lá voltei a estar parada mais uns 3 anos. 

Há 2 anos atrás recebi um folheto no meu trabalho com a indicação de um vivafit ao pé de mim. Torci um bocadinho o nariz ao conceito novamente mas a necessidade de fazer exercicio acabou por falar mais alto. Isto, porque apesar de tudo eu sentia mesmo muita necessidade de fazer exercicio pois andava a cansar-me muito rápido e precisava de algo que me ajudasse a descontrair (além de me ajudar a emagrecer).

Falei com uma colega minha que achei capaz de se juntar a mim nesta viagem e assim foi. Inscrevi-me. Desde então tenho tido altos e baixos. Alturas em que não me apetece nada ginasticar e outras que ando louca.  Este ano, o ginásio passou a ter um maior leque de oferta de aulas sem ser apenas máquinas, máquinas, máquinas o que para mim foi ouro sobre azul. Aos poucos foi despertando em mim a vontade de ir mais ao ginásio. O tempo continua a não ser muito pois, se tiver de fazer opções, os meus pequenotes e grandalhão são as minhas prioridades, mas consegui ir, passados quase 10 anos, a uma Fitness Party.  Foi um relembrar dos velhos tempos e da loucura destas festas onde se dança e se pula a um ritmo inimaginável junto com quase 200 pessoas, novas, velhas, gordas, magras. 

Foi espetacular. ADOREI! E só tive pena de não ter conseguido convencer ninguém a vir comigo a esta loucura (saudável). Foram quase 3 horas sempre a dançar em que comecei mais timidamente mas que ao fim de uns minutos fechei os olhos e entreguei-me por completo à loucura.

Foi diferente das outras. Claro que sim. Sou mais velha, mais contida... e na verdade estava sozinha sem ninguém que conhecesse (só conhecia de vista uma meia duzia de pessoas). Foi controlada pois olhava constantemente para o relógio porque tinha combinado voltar para casa as 17 horas e pouco, para junto dos meus filhotes. 

Mas... Foi muito, MUITO GIRO e fiquei cheia de vontade de repetir.

Agora, proponho um desafio... vejam se me encontram na foto! Uma dica... Não estou à frente! :)))


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Saudades...

Quando era mais nova fartava-me de viajar. Fartar não é bem a palavra pois uma pessoa nunca se farta de viajar, de conhecer novos países, novas culturas, novas pessoas. É tão bom alargar mais o nosso conhecimento sobre o mundo que nos rodeia. Eu adoro, confesso. É uma das coisas que eu faria com certeza se me saísse o euro milhões... a volta ao mundo tranquilamente, conhecendo cada recanto. Antigamente, no tempo AF (antes dos filhos), todos os anos eu fazia pelo menos uma viagem longa. Na loucura fazia 2 ou 3. Não conheci muita coisa ainda assim. Estive em Inglaterra (Londres), Espanha (Madrid, Barcelona, Sul de Espanha e Ibiza), Cuba, Republica Dominicana, Brasil (Porto Seguro, Salvador da Bahia, Tibau do Sul e Pipa), Marrocos, Egipto, Holanda (Amesterdão), Cabo Verde (Ilha do Sal). Algumas viagens foram autenticas viagens de sonho. Aliás, todas elas eu diria que foram viagens de uma vida porque todas sem excepção tiveram um significado muito grande para mim. DF (Depois dos filhos) destas viagens todas só uma foi dessa altura - Barcelona. Portanto eu diria que estes últimos 6 anos, apesar de terem sido anos riquíssimos em termos pessoais pois o crescimento dos nossos filhos ocupa-nos por inteiro a cabeça e a alma, foram miseráveis em termos de conhecimento mundano. 

E eu tenho muitas saudades de voltar a conhecer mundo. E tenho uma secreta esperança que não faltará muito para voltar a faze-lo. Neste momento, o nosso maior impedimento são os €€€ que não abundam e que nos faz prioritizar as nossas necessidades. Mas sou uma pessoa positiva e de fé, por isso tenho a certeza que um dia não muito longinquo voltaremos a ter na nossa lista de afazeres uma ou outra viagem. Há tanto sitio que adoraria conhecer... tantos sitios... outros até onde gostaria de voltar. Com filhos também porque não e outras simplesmente para namorar. Há espaço para tudo na nossa vida. Viagens em familia, a 2, com amigos e amigas. 

Felizmente, nestas viagens que fiz posso dizer que foram viagens que me preencheram imenso. Onde tive amizade, alegria, divertimento, amor, descanso. Todas elas valeram bem a pena e voltaria a faze-las exatamente da mesma maneira.

Ainda sou nova. Há quem diga que é aos 40 que a vida começa. :) Eu não diria começa mas sim... recomeça. Uma vida bem preenchida e muito feliz.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

E já lá vai mais uma passagem de ano

Como o ano passado foi a primeira vez que passámos num Hotel e tínhamos adorado, este ano quisemos repetir a dose, desta vez com os nossos novos amigos e companheiros de escola dos miudos. Tínhamos a fasquia alta porque o ano passado na Herdade de Cadouços tinha sido muito, muito giro, mas este ano como a Herdade infelizmente foi uma das afetadas pela crise e após não sei quantos anos de existência, colocaram a herdade à venda, tivemos de encontrar outro local que nos parecesse tão bom ou melhor que a do ano passado.

Após muita procura, escolhemos para passar o ano, num dos clientes da Twins, o Santarém Hotel. O menu parecia ser bastante apetecível. tinha animação para as crianças, dormida e brunch de ano novo. O preço também era agradável. Marcámos.

Fomos no dia 31 depois de almoço e estava um tempo miserável. Chegámos lá perto das 17 horas e os nossos amigos perto das 18 horas. Bebemos um chocolate quente para aquecermos, fizemos o reconhecimento do Hotel e às 19 horas fomos vestir-nos a preceito. O jantar não era de gala mas sendo um evento que normalmente todos gostamos de nos vestir bem, ia toda a gente muito bonita e bem arranjada. Havia vários grupos de pessoas, uns mais velhos, outros mais novos. Ficámos numa mesa para 8 todos juntos num canto da sala. Os miudos acabaram por não usufruir do Kids Club pois estupidamente ficava no r/c enquanto o jantar decorria num salão no -1, ou seja não usufruiram de animação rigorosamente nenhuma. Não que eles estivessem muito chateados pois estavam com os seus melhores amigos e por isso também não ligaram nenhuma mas estou certa que se a animação dos miudos fosse na sala do reveillon ou mais perto da nossa e houvesse mais interação, que eles ainda teriam gostado mais. Continuo sem perceber muito bem esta separação dos miudos e dos adultos num evento destes. Havia imensos miudos na sala do reveillon que também não quiseram ir ao Kids Club. Foi uma grande estupidez fazerem isto desta maneira e infelizmente já percebi que é moda... não consigo entender por mais que tente.

A musica era uma bosta. Só tocaram piroseiras. Musicas de bailarico mas daquelas do pior que há mesmo. Já de madrugada, depois de uma conversa com o diretor do Hotel onde mostrámos o nosso desagrado pela musica, estavamos nós para ir embora, quando começam finalmente a tocar Xutos. Foi ver a malta jovem toda a animar e a levantar-se para ir cantar e dançar. Custava muito terem intercalado com musica mais dançavel para os jovens? Enfim.... 

Divertimo-nos na mesma claro está pois o nosso espirito era divertirmo-nos a valer desse por onde desse mas... que podiamos ter-nos divertido ainda mais... isso sim.

E assim se passou de 2013 para 2014. Com muitos votos de saude e... quero vender a minha casa rapido, quero vender a minha casa rapido, quero vender a minha casa rapido x 12 passas engolidas rapidamente.

Bem vindo 2014 e que seja um ano muito bom.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Tempo de balanço

E não é que, a brincar a brincar, já lá vai 2013 e 2014 já está à espreita?

Este ano passou a correr e tenho para mim que o próximo ano vai ser igual. Por nenhuma razão em particular mas por vezes tenho a sensação de já estar a viver em 2014. Estranho não é? Talvez por querer tanto, mas tanto chegar lá, como se isso implicasse uma melhoria significativa da nossa vida. Talvez seja isso, por já estar tão farta deste ano em que sentimos na pele o significado da crise apesar de continuarmos ambos a ter trabalho. É estranho? Não. Não é estranho pois nós sabemos bem o que falamos e cada um sente a crise à sua maneira não é verdade?

Há uns tempos o JP disse uma frase que a vou repetir por ser a mais pura verdade. Este ano foi o melhor ano dos nossos filhos e foi o ano mais difícil pelo qual já passámos.

Por este motivo, apesar de não deixar 2013 com saudades, também não posso dizer que foi mau. Os meus filhos estão no 1º ano, andam felicíssimos e é como se descobrissem um admirável mundo novo, o das letras e números. Também foi o ano em que foram brindados com menos doenças.

Já eu em termos de saude tive 2 amigdalites que me deixaram completamente K.O. Foi o ano em que descobri a homeopatia e me tornei fã. Foi um ano de reorganização de trabalho, que acho que correu francamente melhor que 2012. Foi um ano de crescimento da Twins, empresa do JP. No entanto, foi também o ano de um verdadeiro balde de água fria em Setembro, o ano em que nos entregaram a nossa antiga casa, que julgávamos estar vendida há 2 anos sem estarmos nada a espera. Ficámos de repente com 2 empréstimos volumosos para pagar sem sabermos bem como.

Foi um ano em que tivemos de nos reorganizar financeiramente em casa, que tivemos de abdicar de algumas coisas mas o mais importante é que continuamos juntos, com saúde e com a esperança que tudo se resolva pelo melhor, rapidamente.

Os meus projetos pessoais andaram meio estagnados pois se no meu trabalho me consegui reorganizar foi também à custa de alguns projetos pessoais nomeadamente, a Associação Gémeos e Mais e o livro. Foi tudo uma questão de prioridades pois apercebi-me que não vale a pena estar a tentar fazer tudo e fazer tudo aos trambolhões. Fica o trabalho mal feito e ninguém agradece. Por isso, mais vale fazer pouco mas faze-lo bem.

O próximo ano também não se avizinha grande coisa em termos de projetos pessoais. O meu maior projeto pessoal é conseguir ser feliz junto da minha família. Essa é a verdade e não vale a pena fingir que não é assim. E é mesmo o mais fácil de se conseguir quando se tem uma família linda como a minha.

As minhas resoluções para 2014 passam todas por esse grande projeto que é ser feliz:

- Cuidar de mim pois como diria o anuncio se eu não gostar de mim, quem gostará. Isto implica ter mais cuidado com a minha alimentação, emagrecer o raio dos 6 Kgs que tenho a mais e já agora depois de conseguir, tentar manter até ao final de 2014. Não vale emagrecer e depois deixar-me engordar como foi este ano.

- Festejar em grande a minha entrada nos "entas" e já que não vai ser possível a abdomenoplastia, que eu faça uma mega party em que esteja linda e maravilhosa, junto dos meus grandes amigos e família.

O resto dos meus desejos passam por conseguir vender a minha casa, de preferência o mais rápido possível para que possamos libertar-nos desse encargo e voltarmos a sonhar com alguma coisa mais material. Porque é muito bom haver amor e saúde, mas se não conseguirmos vender a casa em 2014, vai ser difícil concretizar o projeto "ser feliz" na sua plenitude.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

39 anos já cá cantam

E eis que 39 anos já cantam. A brincar, a brincar falta apenas 1 ano para aquilo que dizem ser um novo patamar da nossa vida, a entrada nos "entas" e de onde nunca mais se vai sair.

É verdade que temos desejos e expectativas que tendencialmente dizemos que gostaríamos de fazer até aos 40. Eu não sou excepção e tenho (tinha) os meus desejos. Alguns deles sempre soube que eram apenas sonhos, outros tinha uma secreta esperança de os concretizar.

Há uma expressão muito conhecida que diz que uma pessoa tem de fazer 3 coisas antes de morrer: escrever um livro (done); plantar uma árvore (done); ter um filho (tive dois). Há quem diga que é o fim de um ciclo fazer estas 3 coisas e eu terminei este ciclo em grande antes dos 40 anos!

Claro que por mim não ficava aqui... gostava de ter conhecido mais mundo antes dos 40, gostava de ser dona do meu tempo até aos 40, gostava de fazer uma abdomenoplastia até aos 40.

Tenho absoluta consciencia que não vai acontecer nenhuma das 3 coisas até aos 40. São sonhos e não passam disso, a não ser que me saia o euro-milhões entretanto.

No entanto, estes 39 anos de vida também me deram uma certeza absoluta. Que sou imensamente feliz e que tenho tudo o que podia desejar ter. Se as coisas as vezes são dificeis, se às vezes nos apetece mandar tudo ao ar, se às vezes nos apetece dar um murro na mesa e o grito do ipiranga. Sim. Sem duvida!!!! Mas a verdade é que se 39 anos foram assim, posso entrar nos "enta" com a certeza que vou entrar em grande, pois não há melhor que isto!

Venham eles!!!!

Resta dizer que passei um dia maravilhoso. Almocinho no Sushic com o meu maridão que terminou com um miminho delicioso (da foto) oferecido pelo Sushic e jantarinho apenas com a familia no Coreto em Carnide!
M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Uma tertulia a fazer lembrar os bons velhos tempos

Na quarta feira fui a um jantar com os meus antigos colegas e companheiros de estudo do meu ultimo ano da universidade. Nunca falei disto mas a dada altura a meio do meu curso comecei a detestar tudo. Detestava a turma, detestava o curso, aquilo tudo não me dizia nada e perguntava-me um milhão de vezes que raio estava a fazer ali. Meti-me na AIESEC Lisboa ISEG com a minha única amiga dessa época que ainda hoje se mantém, que tal como eu estava cansada de tudo aquilo, para ver se ganhava algum interesse. Fui relações empresarias da AIESEC Lisboa ISEG e assim consegui passar mais um ano naquele local rodeada de gente que não me interessava nada, uma cambada de interesseiros, arrogantes e invejosos. A AIESEC era o meu escape, onde conseguia respirar. No 3º ano, quando acabou o meu mandato como Relações Empresariais, optei por começar a trabalhar em part-time. Comecei a dedicar menos tempo à Associação apesar de continuar a ser lá que tinha a minha lufada de ar fresco. Mas trabalhar, mesmo em part-time, estudar e ainda estar na Associação não era fácil e no 4º ano tomei uma decisão, talvez a melhor decisão que tomei até hoje na minha vida. Mudar-me para o turno da noite. Assim, podia trabalhar durante o dia e estudava à noite. Era um risco pois não sabia bem onde é que me ia meter e tive imensa gente a desaconselhar-me, nomeadamente os meus pais que acharam que assim, nunca conseguiria terminar o curso. 

Ora pois... enganaram-se redondamente. Apanhei uma turma espetacular, uma turma que eu já tinha perdido a esperança de encontrar na universidade. Eram na sua maioria mais velhos que eu, todos trabalhavam e tinham umas vidas particularmente complicadas, alguns já com família constituída e tudo. Mas acima de tudo eram pessoas extraordinárias, que olhavam para os colegas do lado com espírito de entre ajuda, de uma maneira que eu em 3 anos anteriores nunca tinha conhecido. Nunca me vou esquecer de um dia que tive de faltar por alguma razão que não me lembro e no dia seguinte sem eu ter pedido nada, houve alguém que veio ter comigo e me deu as fotocopias dos apontamentos tirados no dia em que eu tinha faltado. Isto para mim, não existia e agradeci de coração. As noites eram passadas em amena cavaqueira e mesmo as próprias aulas, talvez por serem com pessoas com alguma experiência de vida, ganharam mais interesse pois sentia que de alguma forma se adaptavam à realidade do dia a dia. Tínhamos todos várias cadeiras em atraso. Só eu tinha 8 cadeiras em atraso, divididas por 2 semestres, uma loucura que dava a quantia de 8 cadeiras no total em cada semestre, que eu teria de fazer para acabar o curso. Combinávamos entre nós, uma vez que havia sobreposição de aulas, quem é que ia as atrasadas e às do ano e depois trocávamos apontamentos. Apesar de toda a turma ser espetacular, havia um grupo de pessoas que costumava ir estudar para a estação de serviço na A5 em Oeiras que carinhosamente chamávamos de IBIS por ter o Hotel ao lado. Era uma private joke entre nós. Cada vez que dizíamos que íamos estudar para o IBIS as pessoas arregalavam os olhos de tal maneira que só nos dava vontade de rir. E deixávamos as pessoas a pensar se seria verdade o que era um gozo total. Também combinávamos fins de semana e noitadas em casa uns dos outros. Muita paciência tinha a minha mãezinha quando apareciam lá em casa uns 6 cotas (agora já somos todos cotas, mas na altura eles eram mais), e ficávamos a estudar na salinha horas e horas a fio. Graças a eles e a estas sessões de estudo intensas conseguimos todos passar a Estatistica II, o calcanhar de Aquiles do ISEG que toda a gente deixava para trás. Tive 14 valores! Foi uma felicidade tremenda para todos. Graças a este grupo maravilhoso, o meu 4º e ultimo ano de curso foi o ano em que consegui tirar melhores notas além de ter conseguido o magnifico feito de fazer TODAS as cadeiras que tinha para fazer. Foi sem duvida o meu melhor ano de curso em termos de notas e em termos de gratificação pessoal.

E na 4ª feira, como um dos nossos colegas que reside na Suiça, veio a Portugal em trabalho lá estivemos, em amena tertulia, a conversar como se não tivessem passado 16 anos desde que acabámos o curso. Levei o JP comigo para que ele conhecesse estas pessoas que tanta importância tiveram na minha vida naquele momento . São meus amigos? Sim. São amigos para a vida. Só podem ser, pessoas tão extraordinárias como eles. Foi também parte deste grupo que teve num outro momento muito importante para mim, o lançamento do meu livro. Eles estiveram lá para mais uma vez, me darem todo o seu apoio. Podemos estar anos sem nos falarmos e sem estarmos juntos, podemos estar separados por milhares de Kms, mas tenho a certeza que posso contar com estas pessoas para sempre. Obrigado por fazerem parte da minha vida.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Há cada maluco por aí... :)

Na passada terça feira aconteceu-me uma situação muito caricata. Vinda da ginástica, estaciono o carro em 2ª fila à espera que uma colega minha fosse ao supermercado buscar almoço. Fico lá sentada no carro, janela aberta a ouvir uma musiquinha quando entretanto um senhor com os seus 70 e tal anos que tinha acabado de estacionar num lugar livre à minha frente se dirige a mim. Toca-me no vidro para eu baixar um pouco mais e eu achando que não teria mal nenhum pergunto o que se passa.  Dá-se então o seguinte diálogo, um dos mais hilariantes porque já passei nos ultimos tempos: 
Ele: Ahhh desculpe...não vi que estava aqui! Queria estacionar?
Eu: Não. não... estou só a espera de uma colega não se preocupe.
Ele: É que eu não queria nada passar-lhe a frente se soubesse que estava primeiro
Eu: Não se preocupe
Ele:(inclina-se para trás, olha-me de alto a baixo) Desculpe-me dizer isto mas você é tão parecida com uma grande amiga minha!
Eu: Pois...
Ele: Esta minha amiga é de Santarém
Eu: Pois... eu não
Ele: E também é mais velha que vcs... Deve ter uns 34 anos
Eu (desatei-me a rir à gargalhada): Obrigadinho. já ganhei o dia...
Ele: Não me diga que tem mais de 34. Eu nããããão acredito! (Com uma expressão que se não era gay bem podia andar lá perto)
Eu: Pois digo digo... já vou a caminho dos 39 - disse-lhe eu mantendo o dedo no botão do vidro não fosse entretanto o velhote passar-se. Nunca fiando.
Ele: Nããão posso! E põe a mão na boca de espanto!
Eu: Pois é... - respondi eu a olhar para o lado a ver se a minha colega vinha rápido.
Ele: É que não parece nada... deve ser genético talvez... a sua mãe também devia parecer nova durante muitos anos. Talvez seja a sua tez que é branca mas nao é copo de leite é mais leite com uma pinga de café e a sua estatura é de uma falsa magra
Eu (WTF???): Uma falsa magra?  Pois... gordinha LOLOL (já morta de riso e só a pensar... Rosario vem depressa que eu já me estou a passar)
Ele (mudando de assunto pois deve ter percebido que não gostei muito do falsa magra): Mas vai fazer os 39 este ano?
Eu: Sim. Em Dezembro.
Ele (mais uma vez a por a mão na boca de espanto): Ahhhhh a serio? Não posso... Antes do dia 21 de Dezembro não? É que só poooode ser sagitario...
Eu: Sim. dia 9
Ele: Que giiiiiiiro!!!! soltando um gritinho
(às tantas chega a minha colega e eu aproveito a deixa para dizer que tenho de ir)
Ele: Diz ele... que giro dia 9 tenho mais duas amigas que fazem anos a 8 e a 12 e agora uma que faz a 9.
Eu (?????): Pois... Tenho de me ir embora
Ele: Ohhh! Que pena não poder conhece-la melhor... foi um encontro muito..... efêmero. Foi um prazer conhece-la. Tenha um bom dia!
Eu: Bom dia para si... e arranco a rir a gargalhada mais a minha colega que apanhou a conversa a meio e estava incrédula com a situação

E esta einh? Só visto mesmo... há cada maluco!