segunda-feira, 19 de maio de 2014

A homeopatia e eu - O inicio #1

Há algum tempo que andava para escrever aqui sobre este assunto. Já tinha falado dele lá naquele blog experimental do "Era uma vez..." mas aqui ainda não tinha tido oportunidade de falar dele e acho que chegou a altura de o fazer. Porquê? Porque acho uma mais valia... porque acho importante conhecerem e saberem que existe este tipo de medicina, este tipo de alternativa.

O ano de 2012 foi um ano lixado em termos de saúde para mim. Um ano como há muito tempo não tinha. Para quem não sabe, sou asmática desde os 4 anos além de ser alérgica a 200% a ácaros. Todo o ano eu andava de lencinho no nariz, com o nariz sempre a pingar. Todas as noites tinha de tomar anti alérgico e colocar carradas de neo sinefrina contra todas as recomendações médicas. Era isso, ou andar entupida o tempo todo. Tenho uma amiga que brincava comigo e dizia que eu devia era emigrar para o Brasil pois no Brasil nunca tinha nada. E era verdade... era o que me apetecia... Isso ou um nariz novo como eu contrapunha. O ano de 2012 culminou em Dezembro numa crise de sinusite com infecção respiratória que me levou a tomar antibiótico durante 3 semanas inteiras. Estava fartinha... fartinha.

Em meados de Janeiro 2013, quando tive novamente uma crise, teriam passado uns 15 dias desde a ultima toma de antibiótico, desesperei. Foi quando deu uma reportagem na televisão sobre homeopatia e seus benefícios e entrevistaram um colega meu, pai de duas meninas, uma delas que durante anos teve problemas respiratórios e que desde que era tratada através da homeopatia, tinha melhorado substancialmente. Eu nunca tinha ouvido falar deste tipo de medicina, confesso, mas como conhecia bem este meu colega, acabei por me meter com ele e perguntar-lhe que raio era isto de homeopatia. 

Ele explicou-me mais ou menos o que era e como funcionava e vi que os olhos brilhavam de felicidade ao reconhecer os benefícios da homeopatia nas suas filhas. Deu-me o contacto do homeopata que as tratava, que apesar de ser especialista em crianças, também tratava adultos e praticamente insistiu para que o contactasse.

Estava tão farta de medicamentos que o fiz imediatamente. Sem grande esperança que desse resultado em mim, pois durante 38 anos nunca nenhuma mezinha dava resultado, e mesmo os medicamentos tradicionais, por vezes eram lixados e demoravam o dobro do tempo a fazer efeito, quando davam. Mas eu já estava por tudo. Queria mesmo deixar de tomar merdas de químicos que sentia que me faziam cada vez pior. Andava triste, cansada, com as minhas defesas completamente em baixo. Já era eu que apanhava os vírus na rua e trazia para casa e consequentemente os meus filhos adoeciam. Costuma ser o contrário, mas não. Lá em casa era eu que os apanhava e transmitia aos miúdos. Tinha de colocar um travão.

E lá fui eu ao Dr. Nuno Oliveira . Demorei a ter consulta e cheguei lá em plena crise respiratória com uma tosse cavernosa há mais de 1 mês.

Contei toda a minha história desde criança até à fase adulta ao Dr. Nuno que ouvia pacientemente e anotava tudo no seu computador. Quis saber tudo sobre mim. Tudo mesmo. Não só doenças mas também como andava a minha vida, profissional e pessoal. Tudo era importante segundo ele, para fazer o quadro homeopático.

Foi estranho falar com uma pessoa que não conhecia de lado nenhum sobre assuntos que eu achava que não tinham nada a ver com a minha saúde, mas ele dizia que era importante saber. Foi como se falasse com um psicologo no fundo também. O que ele me disse, também eu já sabia. Claro que a vida que levava e todo o stress envolvente tinha influencia na minha imunidade. Eu sabia isso. Toda a gente no fundo sabe isso, mas é diferente quando outra pessoa nos diz a mesma coisa.

Ficou deveras impressionado com o meu quadro de saude e disse que o que eu tinha normalmente era o que as crianças tinham. Como se o meu corpo não tivesse conseguido criar as defesas necessárias quando era criança. E que tudo obviamente tinha sido agravado pelo excesso de medicamentos que tomava, muitas vezes provavelmente sem ser tão necessário.

E disse que me ia tratar. E eu quis acreditar que sim. Afinal, que tinha eu a perder? Arrisquei. Será que se pode dizer que foi um risco o que fiz? Hoje tenho a certeza que não. O que fiz, foi o que devia ter feito há mais tempo se conhecesse este tipo de medicina ou se tivesse tido a oportunidade de conhecer um homeopata como o Dr. Nuno há mais tempo.

Cumpri à risca o que o Dr. Nuno me receitou, as famosas bolinhas (que os incrédulos desta medicina dizem ser feitas de água com açucar).  Ele disse-me para o ir informando da evolução sempre e assim fiz. E, consoante os resultados que ia tendo, ele ia adaptando o tratamento. E eu sentia qualquer coisa diferente. Não era psicológico. Não pensem que isto é tipo magia. Mas sentia mudanças naquilo que ia sentindo. Não foi algo que tomei e que imediatamente me senti melhor ou me curei tipo milagre. Ia sentindo a tosse diferente, ia tendo sintomas diferentes. Escrevi-lhe uma vez num email que o que sentia era qualquer coisa como:

Imaginamos o meu corpo numa batalha em que existem globulos brancos (os bons) e os virus ou bacterias. Os meus globulos brancos andavam adormecidos, habituados que estavam a, cada vez que o meu corpo tinha um problema, de imediato levava com um antibiótico ou outro medicamento que substituia o trabalho que devia ser deles. Se havia os quimicos, não precisamos de trabalhar, pensariam os glóbulos brancos. Quando comecei com a homeopatia, a homeopatia deu como que uma injeção aos glóbulos brancos, obrigando-as a trabalhar e a fazer aquilo que deviam fazer no meu corpo que era combater a doença. No fundo a homeopatia dotou os meus globulos brancos da capacidade de combater o mal que estava no meu corpo. Se o meu corpo fosse um desenho animado seria isto assim. Era isso que eu sentia que estava a acontecer no meu corpo. Estranho não é?

Estranho ou não, umas 2 semanas após ter começado o tratamento homeopático, senti-me a reagir e a melhorar de dia para dia. Até que fiquei bem... mesmo bem. 

Foi o tempo diriam uns... Será? Foi mesmo? Eu não era pessoa de ir ao médico aos primeiros sintomas de uma doença qualquer, pelo contrário. Era pessoa de deixar arrastar até chegar a uma fase que já nem me aguentava em pé. Nessa altura ia ao médico e lá está, segundo eles, tinha deixado avançar de tal maneira que já não me livrava do antibiótico. Por isso o tempo, para mim... não era o motivo, porque o tempo antigamente só me fazia deixar avançar cada vez mais a doença.

Foi a primeira experiência que tive com a homeopatia e que me deixou cheia de esperança que talvez (só talvez) tivesse encontrado algo que me fizesse ter uma vida melhor.

E esta einh?

Tive mais experiências e vou conta-las todas aqui. Mas não pode ser tudo no mesmo post se não os meus leitores chateiam-se. Eu conto... a seu tempo.


Não é facil...

A vida não é fácil. Nem sempre as coisas nos correm de feição e por vezes temos de tomar algumas atitudes que não são as que consideramos as ideais para nós, para que num futuro mais próximo as coisas comecem a melhorar. 

A semana passada fizemos contrato de aluguer da nossa querida casinha. Não era o que eu queria, não nos satisfaz completamente, mas é o possível. O necessário. O que tem de ser feito, pois não podemos aguentar mais com o encargo de 2 casas e a venda não se conseguiu concretizar.

Parecem-me ser boas pessoas, apesar do parecer às vezes não querer dizer nada. As pessoas que nos tinham "comprado" a casa há 2 anos também pareciam ser boas pessoas e depois... deu no que deu. Por isso, não consigo (ainda) estar radiante de felicidade. 

Espero que corra tudo bem com estes agora. Vai ser a primeira vez que nos vamos meter num aluguer. Espero mesmo que corra tudo bem e que nós proprietários e inquilinos possamos viver na paz do Senhor por muito tempo.

Daqui a uns meses vamos voltar às negociações com a banca para ver se ficamos com uma prestação mais leve e que nos permita levar os anos de aluguer com alguma tranquilidade. 

E espero que aos poucos, a nossa vida volte a ter um pouco de normalidade a nível financeiro.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Olhem sempre para o lado positivo da vida

Por vezes, sem eu dar por isso acabo por fazer de psicóloga das minhas amigas e amigos. Quem sabe ser psicóloga não é a minha verdadeira vocação? Sem desprimor por aqueles que estudaram psicologia e são verdadeiros psicólogos, acho realmente que tenho algum jeito para isto, quanto mais não seja porque me considero uma boa ouvinte. Ajuda o facto de ter alguma experiência de vida e ser completamente open minded. Eu própria não tenho vergonha nenhuma de dizer que já recorri a verdadeiros psicólogos em determinadas alturas da minha vida e francamente ajudaram-me imenso. E sempre que acho que os meus amigos precisam de recorrer a um verdadeiro psicólogo não tenho problema nenhum em recomendar.

Há uns dias uma amiga minha que está a ultrapassar uma depressão pós parto ligou-me tristíssima pois achava que a vida dela não era como desejava e estava triste por isso. Esperava muito mais da vida agora que era mãe. Não ajudava o facto de estar desempregada e morar num sitio um pouco isolado. Eu ouvi-a com atenção e carinho. Alguma tristeza também porque a conheço há bastante tempo e sei que se ela diz que se sente assim, é porque se sente mesmo, mesmo mal. Mas, como amiga que sou dela, o meu papel nisto é não só ouvi-la mas acima de tudo levantar-lhe a cabeça. Mostrar-lhe de todas as formas que consigo que a vida é bela e que só depende de nós sermos felizes.

E eu acredito mesmo nisto? Cada vez mais... Todos nós temos os nossos altos e baixos, dias melhores e dias piores. Numa relação amorosa ninguém é perfeito, o homem tem o seu feitio e nós temos o nosso e por mais que as duas personalidades se conjuguem, levante a mão quem NUNCA, mas NUNCA achou que a relação podia ser melhor. Porque há sempre, sempre... qualquer coisa que podia ser melhor. Nós somos uns seres por natureza insatisfeitos e perfeccionistas. Minimizarmos os defeitos e as insatisfações é um trabalho que tem de ser feito por nós todos os dias! Cada vez mais, pois a vida não é fácil e está realmente cada vez mais complicada. Todos os dias temos de pesar na balança as coisas positivas que temos e as coisas negativas que aconteceram. E temos de dar ponderações a tudo. Não é porque nos parece que tudo na vida nos corre mal que temos de ser infelizes ou estar insatisfeitos. Temos de olhar sempre para o lado bom da vida e encontrar aquilo que nos faz felizes e dar uma ponderação de 200% a esse pormenor que nos faz felizes.

"O meu marido está sempre a viajar e raramente consegue estar comigo?" É chato mas eu gosto dele. Ele gosta de mim e os momentos em que está verdadeiramente comigo valem ouro. Agarrem-se a isso.

"O pai dos meus filhos está ausente, não participa nas tarefas de casa, não brinca, não passeia comigo?" Mas gosta dos filhos certamente. Aproveitem vocês para brincar, rir, passear com os vossos filhos. Arranjem amigas, passeiem no jardim e aproveitem cada sorriso que o(s) vosso(s) filho(s) vos dão por estarem lado a lado com eles. Divirtam-se com os vossos filhos e ignorem o resto. É dificil? Não. Não é... aquele sorriso vale tudo, acreditem.

"Não consigo arranjar emprego, não tenho dinheiro para nada. " Isto é dificil é verdade. Mas... pensem no que gostariam de fazer e reinventem-se. Vão à luta e acima de tudo nunca percam a esperança de que amanhã, o dia pode ser melhor.

"Não gosto do que faço. Estou farta de aturar gente parva." Mas têm emprego! Que nos dias que correm é um luxo. Agarrem-se ao que está fora de portas, aguardem pelas 18 horas, apreciem o sol (quando há) da hora de almoço para respirarem ar puro (quando não há sol não faz mal... respirem fundo). Abracem os vossos companheiros e os vossos filhos quando chegarem a casa, apreciem os fins de semana, os vossos verdadeiros amigos. E olhem para a vossa conta bancária. Ok. Aqui podem se enervar novamente. Mas pensem que podia ser pior... bem pior... 

A única coisa que não tem concerto, é a morte. Mesmo na saúde que é das coisas mais complicadas de ser resolverem, nunca podemos matar a esperança de um dia melhor. Nem que seja porque neste preciso momento, estamos vivos!

Always look on the bright side of life.




Some things in life are bad
They can really make you sad
Other things just make you swear and curse
When you're chewing on life's gristle
Don't grumble, give a whistle
And this'll help things turn out for the best...
And...
...always look on the bright side
of life...
(Whistle)
Always look on the light side
of life...
(Whistle)
If life seems jolly rotten
There's something you've forgotten
And that's to laugh and smile and dance and sing
When you're feeling in the dumps
Don't be silly chumps
Just purse your lips and whistle
- that's the thing.
And...always look on the bright
side of life...
(Whistle)
Come on.
Always look on the right side
of life...
(Whistle)
For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain
with a bow
Forget about your sin - give the
audience a grin
Enjoy it - it's your last chance
anyhow.
So always look on the bright side
of death...
(Whistle)
a-Just before you draw your terminal breath...
(Whistle)
Life's a piece of shit, when you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true
You'll see its all a show, keep 'em laughin as you go
Just remember that the last laugh is on you
And...
Always look on the bright side
of life...
(Whistle)
Always look on the right side
of life...
C'mon Brian, cheer up
Always look on the bright side
of life...
Always look on the bright side
of life...
Worse things happen at sea you know.
I mean - what have you got to lose?
You know, you come from nothing
- you're going back to nothing.
What have you lost? Nothing.
Always look on the right side
(I mean) of life...
what have you got to lose?
You know, you come from nothing
- you're going back to nothing.
What have you lost?
Always (Nothing.) look on the right side of life...
Nothing will come from nothing ya know what they say?
Cheer up ya old bugga c'mon give us a grin!
There ya go, see!
Always look on the right side of life...
(Cheer up ya old bugga c'mon give us a grin! At same time)
There ya go, see!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Das amizades

Ohhh faz tempo que não falava aqui de amizades, daquelas antigas, antigas... das que ficaram, das que foram, das que partiram mas voltaram, das que apenas se ausentaram.

Hoje recebi um email que me deixou com um sorriso tonto por nada de especial. Uma grande amiga minha dos meus tempos de adolescência, a T , vai fazer 40 anos e gostaria de nos convidar para a sua festa de anos.

Assim de repente, o convite não tem nada de mais mas... quem já se tiver dado ao trabalho de ler os meus posts sobre a amizade, sabe o que eu penso sobre este tema.

A T fez parte da minha adolescência. Fez parte de um grupo de amigos e amigas dos 17 aos 25/26 anos. Foi com este grupo de amigos que eu comecei a sair à noite, que eu arranjei o meu 1º namorado e depois marido, que eu apanhei as primeiras bebedeiras, que eu fiz as primeiras viagens, que eu cantei, ri, chorei, dancei. Por mais anos que passem e por mais que a vida nos separe, foi uma época importante da minha vida e que nunca esquecerei. 

Deste grupo constituído por vários casais, só um dos casais ainda se mantém (que me lembre). Todos nós acabámos por crescer e seguir rumos diferentes. Continuámos a falar de vez em quando e a encontrarmo-nos mais raramente. É natural. Cada um de nós foi constituindo a sua própria família e nem todos na mesma altura. 

Como já disse aqui, a amizade para uma mulher não é como nos homens. A amizade das mulheres tem fases. Há umas que vão, outras que ficam, outras que crescem, outras que vão e voltam consoante a maré.

A T é uma dessas que vão e voltam consoante a maré. É alguém que nunca vou esquecer e que fez parte da minha vida e do que sou. Nunca mais, provavelmente, vamos voltar a ser as amigas de antigamente... infelizmente, mas a vida é mesmo assim. Mas, não é por a vida nos ter afastado que ela deixou de ser minha amiga. É uma amiga distante, sim... é uma amiga ausente... mas é uma amiga que está sempre no meu coração.

O facto dela me querer na festa dela dos 40 anos, significa que também eu estou no coração dela. E isto vale muito. 


terça-feira, 25 de março de 2014

Uma luta para a vida... peso... peso... peso...

Estou a caminhar a passos largos para os 40 anos. Quando menos esperar, eis que eles cá cantam. bem sei que é só no final do ano mas há coisas que não podemos deixar para o ultimo mês... há coisas então que, ou começamos bem cedo a trabalhar para elas, ou então... esqueçam... e o peso é uma delas. E eu todos os anos ando nesta batalha, porque ora emagreço, ora engordo... e eu sei porquê. Porque adoro comer e adoro tudo o que é disparate: bolos, gelados, chocolates, batatas fritas, you name it. E se tem alturas em que eu, sabendo que estou a cometer um enorme disparate me estou perfeitamente a lixar para isso e deixo-me estar, há alturas em que eu caio na real e penso... deixa mas é de ser estupida e lontra, se não daqui a nada não tens uma unica peça de roupa que te sirva. 

Porque isto da dieta é tudo muito bonito mas se a malta não tem cuidados diários, tá basicamente lixada e anda a vida toda num iô iô permanente. E eu não sou uma tipa que consegue abdicar eternamente dos pecados gulosos. Não sou PONTO. Sou uma tipa que abdica desses pecados quando já está naquela fase do deixatedemerdassenaojanaocabesnaroupa. Não devia ser assim não. Mas sou, que fazer? GOSTO de comer...

Portanto e como isto é uma luta praticamente anual e todos os anos eu tenho de fazer assim uma coisa que a modos que mais rigorosa (não radical), decidi que além de partilhar com vocês o meu blog do Barrigas Zero criado há uns anos com a minha amiga M (que acho que conseguiu emagrecer e manter, uma vitória, não é M?), resolvi criar também uma pagina no facebook com o nome do blog: https://www.facebook.com/barrigaszero .E porquê? Porque basicamente eu preciso de duas coisas: Emagrecer E uma alimentação mais saudável, que consiga fortalecer o meu sistema imunitário. Então, como eu gosto de investigar estas coisas e tenho muita curiosidade (cada vez mais) em saber quais os alimentos que são mais benéficos para a nossa saude, além de que sou cada vez mais adepta das medicinas não convencionais como a homeopatia, achei que seria interessante partilhar aquilo que vou conhecendo e praticando com os meus amigos e todos os curiosos, tal como eu.

Se não servir para mais nada, serve pelo menos para o meu próprio conhecimento o que já é muitíssimo bom.

E assim, pode ser até que depois de chegar ao meu peso certo, com todas estas dicas e conhecimentos eu consiga mantê-lo... mesmo sabendo que vou com certeza continuar a pecar de vez em quando. Espero que gostem da pagina e a partilhem.

terça-feira, 11 de março de 2014

Grande noite de Xutos

No sábado à noite foi dia de concerto dos 35 anos de Xutos e Pontapés. Eu e a C quando soubemos do concerto, combinámos de imediato ir pois tanto eu como a C e o N somos grandes fãs.

Já vi Xutos várias vezes ao vivo e lembro-me que um dos melhores concertos que fui foi o dos 25 anos de carreira. Infelizmente já não me lembro porquê, mas falhei o dos 30 anos, sendo assim não queria perder este de modo nenhum.

O JP por incrivel que pareça não apreciava Xutos mas mesmo assim não quis deixar de nos acompanhar. 

Começámos por um belo jantar de Sushi, coisa que já não dispensamos quando nos juntamos os 4. Desta vez, como o concerto era no Parque das Nações, resolvemos experimentar um novo que tinha aberto em frente ao Casino Lisboa, o KOKO. Fomos um bocado à sorte pois não conhecíamos nem tínhamos ouvido falar, além de que tínhamos as expectativas lá no alto pois estamos habituados a ir, aquele que consideramos o melhor sushi de Portugal, o Sushic Mood.

Quando entrámos, adorámos o ambiente. bem decorado, descontraído e ao mesmo tempo muito familiar e acolhedor. Vimos a lista e adorámos o preço pois estávamos com receio que fosse estupidamente caro. Fomos pedindo e foram sugerindo coisas... todas muito, muito boas com muita qualidade. Apenas um defeito. A carta de vinhos não prestava para nada. Um ponto a melhorar. Ficámos ainda mais surpreendidos com a conta final pois para aquilo que comemos, julgámos que fosse muito mais caro. A amabilidade dos empregados também foi um ponto a favor, sempre preocupados a perguntarem se estávamos a gostar ou se precisávamos de mais alguma coisa. Em resumo, ficou o nosso sitio de eleição para quando nos deslocarmos para a zona do Parque das Nações. Recomendo mesmo.

Quanto ao concerto que dizer? FABULOSO! Os Xutos deram espetáculo. Surpreenderam com o palco, com os efeitos de luzes e fogo. Cantaram todas as musicas conhecidas, intercalaram com o novo album, de modo que não houve tempos mortos ou menos emotivos. O JP não gostou. Comparava-os constantemente com os U2. E eu disse-lhe... compará-los com os U2 já de si é muito bom. Quer dizer que são comparáveis. :) Claro que não é possível comparar as duas bandas. Os Xutos são uma banda portuguesa, que canta SÓ musica portuguesa. São um icon da musica portuguesa. Os Xutos incluem 3 gerações num concerto... avós, pais e filhos. 35 anos de carreira é uma coisa gigantesca, alcançável por muito poucas bandas., ainda para mais com um publico tão especifico e exclusivo como o português.  Há que dar valor ao mérito deles. Não quero dizer que toda a gente tem de gostar de Xutos. Não. Claro que não. Mas não há um português que não conheça uma única musica deles, mesmo não gostando e isso meus amigos. Isso é uma coisa que não é atingível por muitos. Parabéns Xutos e aguardo pelo concerto dos 40 anos de carreira, desta vez com os meus filhos que por essa altura terão 11 anos e vão de certeza conhecer algumas das musicas mais famosas. Os Xutos ainda estão para as curvas! Foi uma noite SUPER na companhia dos nossos amigos C e N.



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

40 anos da minha amiga Cláudia

No dia 23 de Fevereiro a minha amiga Claudia fez 40 anos. Conheci a Claudia há 13 anos quando mudei para o emprego que tenho atualmente. A Claudia era na altura a única pessoa que tinha a minha idade e apesar da empatia não ter sido imediata, quando nos começámos a conhecer melhor verificámos que apesar de sermos muito, muito diferentes havia qualquer coisa na nossa relação que nos aproximava. Quando demos por nós, eramos as melhores amigas e companheiras. A Claudia era uma miuda bem disposta, que conhecia meio mundo literalmente, super extrovertida, vaidosa e muito orgulhosa de quem era. Eu era uma miúda mais low profile, estava no meu canto e os meus conhecimentos do mundo eram, comparados com os dela muito limitados. No entanto completávamo-nos uma à outra, pois eu era muito expontânea, gostava do risco e de arriscar e não pensava muito no amanhã, enquanto ela, apesar de tudo era muito mais ponderada que eu. No fundo abríamos ambas as portas uma a outra. Estávamos as duas sozinhas, não tinhamos filhos, ganhavamos relativamente bem, sem namorados na costa daí que o mundo era nosso. Faziamos o que entendiamos sem dar satisfações a ninguém. E o que nos divertimos!!!

A Claudia ajudou-me numa fase complicada da minha vida depois de uma relação falhada. Juntas passámos no Brasil em Porto Seguro os meus 29 anos porque meti na cabeça que não os queria passar em Portugal. Divertimo-nos imenso nessas férias. Foi um aniversário espetacular que nunca, mas nunca esquecerei.

Depois, a vida encarregou-se de nos separar fisicamente pois ela saiu da empresa e eu fiquei. E embora tivéssemos tido, como qualquer mulher que se preze os nossos altos e baixos na nossa relação, conseguimos sempre passar por cima e continuar a nossa amizade que espero sinceramente que se mantenha por muitos e longos anos.

Sei que a Claudia também cresceu muito comigo e mudou muito, tal como eu. De modos diferentes, não fossemos nós tão diferentes. Engraçado que ela ficou mais parecida com aquilo que eu era naquela altura, enquanto eu, talvez por ter sido mãe entretanto, fiquei mais ponderada. Julgo que hoje em dia somos as duas muito mais parecidas uma com a outra do que eramos há 13 anos atrás. A Claudia faz parte da minha vida e daquilo que sou hoje. Não sei se ela tem a mesma opinião sobre mim, mas calculo que sim e por isso digo-o sem pudores: Adoro-te miuda!

Relativamente à festa dos 40 anos... tenho tentado arranjar uma palavra que definisse a festa e resumidamente a palavra é: SURPREENDENTE.

Nunca, jamais em tempo algum, imaginaria uma festa destas organizada pela Claudia nos seus 40 anos. Porquê? Por todas as razões que descrevi acima. A Claudia nos seus 40 anos levou os amigos a levantarem-se cedo a um domingo de manhã para uma manhã de birdwatching no EVOA.  Se me dissessem que esta ia ser a festa dos 40 anos da Claudia eu ria-me e dizia que estavam a sonhar porque não tinha nada a ver com ela.

Enganei-me redondamente. Depois do choque inicial e no decorrer da visita comecei a olhar para a Claudia e a tentar perceber o que teria levado a Claudia a fazer a sua festa num espaço daqueles. Percebi. Estava ali um grupo de amigos e amigas a passear no meio da natureza com um dia absolutamente fantástico. Á nossa volta, além de nós só se ouviam e viam passarinhos. Tudo à nossa volta transbordava de pureza, de calma. Apesar de francamente birdwatching não ser a minha cena, sorri. Sorri de uma felicidade pura, de uma felicidade que vinha de cá dentro e que só quem a conhece bem como eu conheço e os amigos dela que estavam ali como eu a conhecem, conseguiram sentir. É isto que para ela são os 40 anos, depois de 40 anos muito bem vividos. E eu só tenho a agradecer por ela me ter na vida dela e me ter proporcionado esta calma no aniversário dela.


















Se eu faria a mesma coisa no meu aniversário? Não. Birdwatching não é mesmo a minha cena e estou convencida que os meus amigos se os convidasse para uma coisa destas eram capazes de me chamar maluca. A minha cena nos 40 vai ser bem diferente. Ainda não sei bem como, mas... ando com algumas ideias. Ir para o Brasil era bom e certamente inesquecível mas tinha de ganhar o euro milhões para levar as pessoas que foram importantes para mim ao longo destes 40 anos, por isso vai ter que ficar para uma próxima. Vamos ver.

Para já... parabéns Claudia pela coragem de fazeres uma festa destas, pela ideia que tiveste e por seres tu.