sexta-feira, 18 de julho de 2014

O virar de uma página

A vida é feita de mudanças e de vez em quando, quando menos esperamos levamos um imenso balde de água fria por cima da cabeça. Foi assim esta semana. Costuma-se dizer que há males que vêm por bem e eu quero acreditar que sim. Se calhar estava mesmo na altura de encerrar este capitulo... pois... se calhar.

Passo a explicar. Quando os meus filhos nasceram, fiquei tão entusiasmada com o facto de vir a ser mãe de gémeos que me meti em tudo e mais alguma coisa que dissesse respeito a gémeos. Escrevi o livro (a melhor coisa que tirei desta trapalhada toda). Criei um site, na altura com o objectivo de divulgar o meu livro mas que, depressa percebi que não serviria apenas para a sua divulgação. Era também um espaço em que tentava dar algumas indicações às novas famílias de gémeos, algo que eu senti imensa falta quando descobri que ia ser mãe de dois ao mesmo tempo. Mas, na verdade o meu tempo disponivel era pouco para gerir o site da maneira como eu gostava e associei-me a outra mãe de gémeos com a qual parecia ter criado algumas afinidades. Refizemos o site e cheias de expectativas ela chegou mesmo a registar uma marca. Gémeos e Mais. O site passou a portal e passou a ser uma referencia no nosso país como o unico Portal em português que falava exclusivamente de gémeos. Eu tratava da parte dos conteudos, já que adoro escrever e ela com o imenso jeito que tinha para o design, tratava da estrutura. E a coisa estava a correr bem até. Tão bem que não contentes com o portal, resolvemos criar uma associação, a Associação Gémeos e Mais. Estávamos entusiasmadissimas com isso pois a verdade é que sentíamos mesmo a falta de uma associação do género. Mas as coisas nem sempre correm como queremos e para as coisas correrem bem é necessário estarmos rodeadas das pessoas certas que partilhem o mesmo entusiasmo que nós, coisa que não aconteceu. Todas nós tinhamos / temos os nossos trabalhos que não queriamos descurar e o facto foi que, era preciso mais do que aquilo que podiamos dar. E as coisas foram-se deteriorando... começou o jogo do empurra, começou a desilusão, até que a Associação teve os dias contados e foi o primeiro projecto a dar para o torto. Fica o portal pensei eu... Afinal, toda a nossa historia começou por aqui. E seria assim, até que... mais uma vez a desilusão bateu-me à porta. E eu vi-me encostada entre a espada e a parede. Se por um lado, considerava o portal como meu pois o primeiro portal era meu, por outro a marca registada não era minha e cada vez me identificava menos com o rumo que o portal estava a tomar. Não vou explicar aqui o que aconteceu pois é do foro privado mas vou dizer que me afectou diretamente, de tal forma que não conseguia viver em consciência se não largasse a administração do portal gémeos e mais e tudo o que ele envolvia. 

Foi uma enorme tristeza para mim ter de abandonar este projeto que tanto trabalho e tanto entusiasmo me deu. Continuo a achar que o portal foi uma das melhores ideias que tive pois faz imensa falta. Não faço ideia qual vai ser o futuro dele. Apensas sei que não estou incluída nesse futuro. E assim encerrei uma grande pagina na minha vida que foi o projeto Gémeos. Fiz o melhor que sabia e podia. Consegui no meio da caminhada, ajudar muitas mães e tenho a certeza que o livro ainda vai ajudar muitas mais. Não considero que tenha sido um falhanço da minha parte. Acho que, como muitas coisas na nossa vida, existe um principio, um meio e um fim. E da minha parte, tenho consciência tranquila e sinto que cumpri o meu dever. Resta-me desejar boa sorte a quem ficar com o Portal. Quem sabe o futuro me leva novamente de volta a esse caminho.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A minha maquilhagem... a minha pele

Um dia, no ginásio que costumava frequentar, uma amiga com a qual eu costumava beber café antes da aula reparou que eu tinha vitiligo. Muito simpaticamente perguntou-me se aquilo que eu tinha era mesmo vitiligo. Disse-lhe que sim. Perguntou-me se já tinha feito tratamentos para o vitiligo. Disse-lhe que não. Que não havia. Que os unicos tratamentos que havia para o vitiligo eram feitos em Cuba, com placenta humana, os unicos tratamentos que davam resultados reais. Ela diz-me que não. Que em Portugal ela tinha conhecimento de uma clinica que fazia tratamentos ao Vitiligo. Por sinal a mesma clinica de dermatologia que lhe estava a tratar de um problema de acne. Estranhei... mas ela deu-me o contacto para eu ligar para a clinica e experimentar. Nunca tinha ouvido falar de tratamentos. Verdade seja dita que nunca mais sequer tinha pensado no assunto. Além de me ter falado na clinica, trouxe-me umas amostras de uma maquilhagem que ela usava na zona do peito para disfarçar o acne. Era uma maquilhagem da dermablend que estava a ser lançada naquele ano. Uma super maquilhagem especialmente concebida para disfarçar problemas de pele como Vitiligo, rosácea, queimaduras, etc. Havia vários tons e ela andava com varias amostras. Deu-me uma palete inteira para eu experimentar em mim. Meu Deus... que diferença! Eu, que andava com maquilhagens carissimas e que para fazerem o efeito pretendido me davam uma trabalheira imensa, fiquei completamente rendida à Dermablend da Vichy.

Esta era a antiga. A MINHA BASE!


Era uma maquilhagem compacta, que se aplicava com uma pequena espátula primeiro na mão e que depois com o dedo, espalhavamos pela cara. Rematávamos com um pó fixador de maquilhagem e pincel. A maquilhagem tinha SPF20 e era à prova de água. Numa palavra. FANTASTICA. Eu diria que esta maquilhagem era a descoberta da pólvora para as pessoas com Vitiligo e apetecia-me gritar aos 4 ventos que ela existia. Nunca me vou esquecer desta amiga, apesar de há muitos anos não a ver.

Depois de conhecer a Dermablend abriu-se um novo mundo para mim. Um mundo em que me dava realmente prazer em me maquilhar. E isso, para quem se maquilhava por obrigação era inexplicável.

Infelizmente, a Vichy deve ter achado que o mercado não era tão grande assim que lhe permitisse manter a maquilhagem compacta e um dia, alguns anos depois do lançamento, descontinuou a linha. Voltou com uma base fluida, também bastante boa mas quem conheceu a compacta percebe que não tem nada a ver. Com esta maquilhagem, a dermablend conseguiu talvez abranger um maior numero de clientes, pois como é mais fluida, adapta-se melhor a todo o tipo de pele e para todo o tipo de maquilhagem. Para pessoas como eu, com Vitiligo... não havia melhor que a outra. Continuo a ser fã da Dermablend, pela facilidade de cobrir as manchas e pela cor mas se de repente, resolvessem relançar a base compacta, eu era das primeiras da fila.

Esta é a actual. Cor - 35 SAND

Que tal a Vichy retomar as bases compactas da Dermablend? Tenho a certeza que ia fazer felizes muitas pessoas. A mim ia fazer de certeza!

E agora em pesquisas descobri que as minhas preces ao longo destes anos sem a minha dermablend compacta foram ouvidas... e parece... parece... que ELA VAI VOLTAR!!!

Eu já tinha visto este video mas pensei que era antigo. Afinal não... é mesmo recente! VIVA!!! Esperar para ver e continuar a rezar. :)

Vejam aqui!  https://www.youtube.com/user/DermablendPro/CamoConfessions


Vitiligo???

Um dia, tinha eu 18 aninhos, acabada de sair da praia, entro no carro, quando o meu namorado de então olha para mim com ar de espanto e diz-me... RITA, tens a cara toda manchada! Virei o espelho do carro para mim e vejo então uma enorme mancha branca e redonda no queixo. Não fazia ideia o que podia ser nem me lembro o que pensei na altura. Acho que esperei que passasse e que fosse apenas uma reação do sol. O dia passou, tomei banho, coloquei os cremes e a mancha continuava grande e assanhada no meu queixo. A minha mãe assustou-se. Naquela altura, disse-me ela depois, achava que eu podia ter uma doença tipo lupus. Olhava para as minhas faces pois do que ela tinha lido, o lupus dava também uma rosetas tipo borboletas na cara. Mas não. Não devia ser lupus. Que raio era aquela enorme mancha então? Era Verão, pleno Agosto e foi uma dificuldade para arranjar um dermatologista que desse consultas de urgência. Com bastante dificuldade, arranjámos um. Eu ia descontraida pois achava que aquilo não devia passar de um virus qualquer da praia, pois naquela altura até havia muita gente com uma coisa parecida com aquela que costumava afectar as costas. 

Foi com uma enorme surpresa, que o dermatologista logo que me observou, me dá o diagnóstico. VITILIGO. O que é isso? Perguntei eu. O Vitiligo é uma doença de despigmentação da pele. E eu: Mas vai ficar assim para sempre? E ele: "Isso se não aumentar. A tendência é para a despigmentação ir alastrando pelo corpo todo. Há pessoas que têm mais de metade do corpo despigmentado. E não há cura!" Naquela altura caiu-me tudo ao chão. Lembrei-me de imediato de uma miuda girissima que tinha sido colega de escola da preparatória mas de outra turma e que tinha precisamente mais de metade do corpo despigmentado, e que por isso era alvo de alguma chacota por parte de colegas desagradáveis. E a miúda que era gira, gira... Eu não era assim tão gira. Toda manchada... como é que ia ser? O que é que ia ser de mim? O meu namorado ia deixar de gostar de mim e todos na universidade iam gozar comigo. De repente, passou-me pela cabeça ser a mulher mais infeliz do mundo.. infeliz e FEIA!

O que os 18 anos fazem à cabeça de uma pessoa!

O médico dermatologista não foi nada meigo. Pintou mesmo o pior cenário possivel. Proibiu-me de apanhar sol. Sol só com protector de ecran total dizia ele. E nesse dia, acabou o Verão para mim. Pelo menos naquele ano. Foi dos Verões mais infelizes que eu já tive. HORRIVEL.

O tempo passou e como no inverno a mancha branca passava meio despercebida esqueci o problema. Ou melhor, não esqueci mas... adormeci o problema. No ano seguinte, consultei outro dermatologista. Esse dermatologista não pintou o cenário tão negro como o primeiro. Referiu que sim, tinha de ter cuidado, sim tinha mesmo vitiligo, sim o vitiligo podia alastrar... MAS... também podia não avançar mais. Tudo dependia da minha forma de estar e do stress envolvente da minha vida. Segundo esta dermatologista, o vitiligo era uma doença inimiga do stresse, ou seja... um episódio mais stressante ou traumatizante, podia fazer avançar a doença. Sol? Claro que sim. Continue a apanhar sol mas com as devidas precauções pois a pele como está branca tem tendência a queimar com mais facilidade e pode apanhar escaldões naquela parte da pele mais facilmente. - Dizia ela.

Ufa. Menos mal, pensei eu. Vamos lá então habituar-me à ideia de andar malhadinha. De vez em quando notava que me iam aparecendo mais manchinhas, nomeadamente nas virilhas, nas axilas, no peito e nos dedos das mãos... umas mais pequeninas... outras maiorzinhas. Tentei não ligar ao assunto e continuei a fazer a minha vida.

Quando acabei a faculdade, 4 anos depois de me terem aparecido as primeiras manchas, a evolução do vitiligo estabilizou, mas... começaram os problemas. Na faculdade nunca me tinham olhado de maneira diferente, nunca me gozaram e sempre me trataram como se nem vissem o Vitiligo. E nunca, mas nunca usava maquilhagem. 

Ao começar a trabalhar, comecei a sentir que as pessoas mais velhas olhavam para mim com ar de coitadinha, e não raras vezes me vinham perguntar o que eu tinha. Se tinha apanhado algum escaldão. Havia pessoas que sem nunca ter reparado que eu tinha manchinhas, de repente, olhavam para mim como se eu tivesse uma doença contagiosa e perguntavam que raio tinha na cara. Outras, querendo ser muito amigas (mentira) mostravam-se muito preocupadas, dizendo que eu tinha era de ir ao médico ver isso... por mais que lhes explicasse que ao médico já eu tinha ido, não valia a pena. Para estas pessoas eu devia ter qualquer coisa grave e era melhor ir ao médico imediatamente. Enfim... Foi de tal maneira chato que resolvi começar a maquilhar-me. Um dia, farta dos olhares descriminadores, entrei numa loja de maquilhagens e pedi ajuda para me disfarçarem o vitiligo. As bases e cremes eram carissimos e o meu jeito para maquilhagem nulo. Ainda assim, levei os produtos na esperança de conseguir embonecar-me como na loja de maquilhagem. E foi um sucesso. Deixou de haver descriminação e passei a ser uma miuda completamente normal... já o era, mas as pessoas achavam que não. A partir daí, a maquilhagem faz parte de mim. Não consigo estar sem estar maquilhada. Apesar de nunca me ter preocupado muito com o aspecto ( a não ser naquele ano fatidico do choque ), não há duvida que me sinto muito melhor comigo mesma se me maquilhar. Porque se não gostarmos de nós, quem gostará? 

O Vitiligo nunca me impediu de fazer nada, nem de ter namorado, nem de casar, nem de ter filhos, nem de trabalhar! O vitiligo não nos impede de sermos felizes. O vitiligo é apenas e só um tipo de pele diferente. Há os negros, há os brancos, há os morenos e há... os malhadinhos... uns mais que outros. A descriminação está no olhar dos ignorantes. Se as pessoas olham para mim e para as minhas manchas? Sim. Ás vezes noto que sim... outras se calhar também mas eu nem noto. Eu também olho para outras pessoas que, como eu são malhadinhas... sem qualquer olhar discriminativo. Por curiosidade? E por outra razão que vos vou falar mais tarde mas deixo já uma dica. Cura? Não, não há... Mas há, felizmente tratamentos que melhoram substancialmente o vitiligo. Falo deles mais tarde.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

O meu cabelo

A M estava curiosa para saber o tamanho do meu cabelo pois já não me vê há algum tempo. Pois eis o dito. Como disse está mesmo a precisar de um cortezinho mais bonitinho (mantendo o comprimento)pois está muito atabalhoado atrás. Quando o for arranjar coloco a foto do depois. :)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Dicas de Beleza #1 ou "o que eu gosto"

Tenho o meu cabelo enorme. Acho que nunca tive o cabelo tão comprido. Comecei a deixá-lo crescer um pouco a pedido do JP. Eu nem sou de ceder a pedidos destes pois quem me conhece sabe que gosto imenso de variar penteados, cores, cortes, etc e não me importo nada inclusivamente de cortar o cabelo bem curtinho. Mas desta vez cedi porque tinha uma certa curiosidade em me ver de cabelo maior e estava com um corte muito interessante.

Neste momento vou querer cortá-lo um pouco MAS sem retirar o comprimento porque desta vez sou eu que faço questão de continuar com ele bem comprido. Ando a ver cortes e a tentar olhar para mim ao espelho e imaginar-me ora com um corte mais escadeado, ora com uma ondulação natural... Acho que vou deixar nas mãos da minha cabeleireira que já conhece muito bem o meu cabelo.

De qualquer modo, isto para dizer que um cabelo comprido requer alguma manutenção e... já agora enfeites.

Eu tenho um cabelo muito fraco e se antigamente era oleoso, depois de ter sido mãe tornou-se seco e sem vida. Com ele comprido habituei-me a cuidar dele e nunca tive o cabelo tão bonito. O que eu uso? Bom.... no Outono não dispenso um champô anti queda da FURTERER, o FORTICEA. É de longe o melhor champô que já usei e noto uma diferença brutal quando o uso.  De seguida uso o de manutenção da mesma marca. Quando começa o bom tempo e porque lavo a cabeça com muito mais frequencia, inclusivamente no ginásio e estes champôs não são propriamente baratos, optei por o FRUCTIS adeus danos. Tem um cheirinho super agradável e noto realmente o meu cabelo bem tratado e sem pontas espigadas. uso o champô, o condicionador e a máscara uma vez por semana ou 2 se tiver tempo. Vale a pena.




O meu cabelo tem umas ondas meio estranhas. São umas ondas que não são as famosas Beach waves, são... ondas estranhas. Bem gostava de ter uma ondulação mais engraçada mas não posso/devo fazer ondulações forçadas pois como disse, o meu cabelo é fino e fraco. Então opto muitas vezes por esticá-lo e gosto muito de o ver esticado. Este Verão são moda os acessórios de cabelo, como ganchos das mais variadas formas, coroas e tiaras cheias de flores e cores e eu confesso que adoro esta moda. Por vezes acho que já não tenho idade para isto mas será que há uma idade para isto? Claro que no meu trabalho não posso andar como se fosse hippie embora adore o conceito e por isso não ando assim. Opto por acessórios mais discretos, tiaras com flores mais pequenas, ganchos com penas que fiquem misturadas com o cabelo. Love it.

Se eu tivesse um emprego mais liberal, acreditem que me viam ainda mais exuberante.

Assim, não me livro obviamente de alguns piropos, alguns comentários meio cinicos de quem deve achar com certeza uma pirozisse e outros comentários genuinos de como estou gira. Há de tudo. No fundo, o que interessa é que eu me ache bonita. E acho. Agora só falta dar um jeitinho mais engraçado ao cabelo e, claro está emagrecer os tais 2 Kgs lixados que me faltam.



segunda-feira, 19 de maio de 2014

A homeopatia e eu - O inicio #1

Há algum tempo que andava para escrever aqui sobre este assunto. Já tinha falado dele lá naquele blog experimental do "Era uma vez..." mas aqui ainda não tinha tido oportunidade de falar dele e acho que chegou a altura de o fazer. Porquê? Porque acho uma mais valia... porque acho importante conhecerem e saberem que existe este tipo de medicina, este tipo de alternativa.

O ano de 2012 foi um ano lixado em termos de saúde para mim. Um ano como há muito tempo não tinha. Para quem não sabe, sou asmática desde os 4 anos além de ser alérgica a 200% a ácaros. Todo o ano eu andava de lencinho no nariz, com o nariz sempre a pingar. Todas as noites tinha de tomar anti alérgico e colocar carradas de neo sinefrina contra todas as recomendações médicas. Era isso, ou andar entupida o tempo todo. Tenho uma amiga que brincava comigo e dizia que eu devia era emigrar para o Brasil pois no Brasil nunca tinha nada. E era verdade... era o que me apetecia... Isso ou um nariz novo como eu contrapunha. O ano de 2012 culminou em Dezembro numa crise de sinusite com infecção respiratória que me levou a tomar antibiótico durante 3 semanas inteiras. Estava fartinha... fartinha.

Em meados de Janeiro 2013, quando tive novamente uma crise, teriam passado uns 15 dias desde a ultima toma de antibiótico, desesperei. Foi quando deu uma reportagem na televisão sobre homeopatia e seus benefícios e entrevistaram um colega meu, pai de duas meninas, uma delas que durante anos teve problemas respiratórios e que desde que era tratada através da homeopatia, tinha melhorado substancialmente. Eu nunca tinha ouvido falar deste tipo de medicina, confesso, mas como conhecia bem este meu colega, acabei por me meter com ele e perguntar-lhe que raio era isto de homeopatia. 

Ele explicou-me mais ou menos o que era e como funcionava e vi que os olhos brilhavam de felicidade ao reconhecer os benefícios da homeopatia nas suas filhas. Deu-me o contacto do homeopata que as tratava, que apesar de ser especialista em crianças, também tratava adultos e praticamente insistiu para que o contactasse.

Estava tão farta de medicamentos que o fiz imediatamente. Sem grande esperança que desse resultado em mim, pois durante 38 anos nunca nenhuma mezinha dava resultado, e mesmo os medicamentos tradicionais, por vezes eram lixados e demoravam o dobro do tempo a fazer efeito, quando davam. Mas eu já estava por tudo. Queria mesmo deixar de tomar merdas de químicos que sentia que me faziam cada vez pior. Andava triste, cansada, com as minhas defesas completamente em baixo. Já era eu que apanhava os vírus na rua e trazia para casa e consequentemente os meus filhos adoeciam. Costuma ser o contrário, mas não. Lá em casa era eu que os apanhava e transmitia aos miúdos. Tinha de colocar um travão.

E lá fui eu ao Dr. Nuno Oliveira . Demorei a ter consulta e cheguei lá em plena crise respiratória com uma tosse cavernosa há mais de 1 mês.

Contei toda a minha história desde criança até à fase adulta ao Dr. Nuno que ouvia pacientemente e anotava tudo no seu computador. Quis saber tudo sobre mim. Tudo mesmo. Não só doenças mas também como andava a minha vida, profissional e pessoal. Tudo era importante segundo ele, para fazer o quadro homeopático.

Foi estranho falar com uma pessoa que não conhecia de lado nenhum sobre assuntos que eu achava que não tinham nada a ver com a minha saúde, mas ele dizia que era importante saber. Foi como se falasse com um psicologo no fundo também. O que ele me disse, também eu já sabia. Claro que a vida que levava e todo o stress envolvente tinha influencia na minha imunidade. Eu sabia isso. Toda a gente no fundo sabe isso, mas é diferente quando outra pessoa nos diz a mesma coisa.

Ficou deveras impressionado com o meu quadro de saude e disse que o que eu tinha normalmente era o que as crianças tinham. Como se o meu corpo não tivesse conseguido criar as defesas necessárias quando era criança. E que tudo obviamente tinha sido agravado pelo excesso de medicamentos que tomava, muitas vezes provavelmente sem ser tão necessário.

E disse que me ia tratar. E eu quis acreditar que sim. Afinal, que tinha eu a perder? Arrisquei. Será que se pode dizer que foi um risco o que fiz? Hoje tenho a certeza que não. O que fiz, foi o que devia ter feito há mais tempo se conhecesse este tipo de medicina ou se tivesse tido a oportunidade de conhecer um homeopata como o Dr. Nuno há mais tempo.

Cumpri à risca o que o Dr. Nuno me receitou, as famosas bolinhas (que os incrédulos desta medicina dizem ser feitas de água com açucar).  Ele disse-me para o ir informando da evolução sempre e assim fiz. E, consoante os resultados que ia tendo, ele ia adaptando o tratamento. E eu sentia qualquer coisa diferente. Não era psicológico. Não pensem que isto é tipo magia. Mas sentia mudanças naquilo que ia sentindo. Não foi algo que tomei e que imediatamente me senti melhor ou me curei tipo milagre. Ia sentindo a tosse diferente, ia tendo sintomas diferentes. Escrevi-lhe uma vez num email que o que sentia era qualquer coisa como:

Imaginamos o meu corpo numa batalha em que existem globulos brancos (os bons) e os virus ou bacterias. Os meus globulos brancos andavam adormecidos, habituados que estavam a, cada vez que o meu corpo tinha um problema, de imediato levava com um antibiótico ou outro medicamento que substituia o trabalho que devia ser deles. Se havia os quimicos, não precisamos de trabalhar, pensariam os glóbulos brancos. Quando comecei com a homeopatia, a homeopatia deu como que uma injeção aos glóbulos brancos, obrigando-as a trabalhar e a fazer aquilo que deviam fazer no meu corpo que era combater a doença. No fundo a homeopatia dotou os meus globulos brancos da capacidade de combater o mal que estava no meu corpo. Se o meu corpo fosse um desenho animado seria isto assim. Era isso que eu sentia que estava a acontecer no meu corpo. Estranho não é?

Estranho ou não, umas 2 semanas após ter começado o tratamento homeopático, senti-me a reagir e a melhorar de dia para dia. Até que fiquei bem... mesmo bem. 

Foi o tempo diriam uns... Será? Foi mesmo? Eu não era pessoa de ir ao médico aos primeiros sintomas de uma doença qualquer, pelo contrário. Era pessoa de deixar arrastar até chegar a uma fase que já nem me aguentava em pé. Nessa altura ia ao médico e lá está, segundo eles, tinha deixado avançar de tal maneira que já não me livrava do antibiótico. Por isso o tempo, para mim... não era o motivo, porque o tempo antigamente só me fazia deixar avançar cada vez mais a doença.

Foi a primeira experiência que tive com a homeopatia e que me deixou cheia de esperança que talvez (só talvez) tivesse encontrado algo que me fizesse ter uma vida melhor.

E esta einh?

Tive mais experiências e vou conta-las todas aqui. Mas não pode ser tudo no mesmo post se não os meus leitores chateiam-se. Eu conto... a seu tempo.


Não é facil...

A vida não é fácil. Nem sempre as coisas nos correm de feição e por vezes temos de tomar algumas atitudes que não são as que consideramos as ideais para nós, para que num futuro mais próximo as coisas comecem a melhorar. 

A semana passada fizemos contrato de aluguer da nossa querida casinha. Não era o que eu queria, não nos satisfaz completamente, mas é o possível. O necessário. O que tem de ser feito, pois não podemos aguentar mais com o encargo de 2 casas e a venda não se conseguiu concretizar.

Parecem-me ser boas pessoas, apesar do parecer às vezes não querer dizer nada. As pessoas que nos tinham "comprado" a casa há 2 anos também pareciam ser boas pessoas e depois... deu no que deu. Por isso, não consigo (ainda) estar radiante de felicidade. 

Espero que corra tudo bem com estes agora. Vai ser a primeira vez que nos vamos meter num aluguer. Espero mesmo que corra tudo bem e que nós proprietários e inquilinos possamos viver na paz do Senhor por muito tempo.

Daqui a uns meses vamos voltar às negociações com a banca para ver se ficamos com uma prestação mais leve e que nos permita levar os anos de aluguer com alguma tranquilidade. 

E espero que aos poucos, a nossa vida volte a ter um pouco de normalidade a nível financeiro.