segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Já espreitaram o Barrigas Zero?

Já conhecem este cantinho?

http://barrigaszero.blogspot.pt/2014/09/a-caminho-do-objectivo.html

Aqui eu partilho a minha luta pelo objectivo de emagrecer até fazer 40 anos. Quero chegar aos 40, com 58 Kgs e menos alguns centimentros de barriga e pernas. Para isso estou no Vivafit que, depois de uns contratempos, estou a adorar e estou ainda a fazer tratamentos de LPG.

Espreitem lá e ajudem-me a chegar lá, apoiando-me e também participando. Porque em grupo é tudo muito mais fácil, acreditem.

Neste blog, num dos separadores principais no topo, têm também o link direto para o Barrigas Zero.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Literatura de férias



Quando era miuda devorava livros. Devorava no sentido da palavra mesmo pois era capaz de ler um livro num dia, só parava para comer e mais nada. Envolvia-me na historia de tal maneira que me imaginava dentro da historia e quando o livro acabava, não conseguia deixar de evitar uma ponta de tristeza como se aquelas pessoas da historia me deixassem e fossem para uma terra distante. Não havia nada que me desse mais prazer do que me esquecer horas a fio num bom livro. Quando os miúdos nasceram o meu tempo de ler ficou limitadíssimo pois todo o tempo que tinha disponível era para fazer outras coisas que não ler. E sentia cada vez mais a falta dessa entrega. Este ano, pela primeira vez em 7 anos, consegui ler 2 livros inteiros nas férias (a caminho do terceiro). Uma vitória portanto.

O tipo de literatura que gosto é do mais variado, desde livros mais clássicos e contemporâneos a livros mais rascas. Gosto particularmente de dramas e mistérios embora policiais não seja exatamente a minha onda. Livros românticos também gosto sendo um dos meus autores favoritos o Nicholas Sparks. No entanto, também gosto de me aventurar por autores desconhecidos e por vezes acabo por ter belas surpresas.

O primeiro livro foi assim mesmo. O meu marido (que não lê) andava de volta dos livros para ver se lhe vinha a inspiração para ler (que nunca vem) e pegou num livro cujo titulo nos chamou a atenção por ser as gémeas e nós termos gémeos.

Data de publicação: 6 Junho 2014

               Título Original: The Twins
               Chancela: Chá das Cinco
               Preço com IVA: 16,96€
               Páginas: 288
               ISBN: 9789897101038

Sinopse: Elas eram idênticas em tudo… até o impensável as ter separado. 
Isolte e Viola são gémeas. Inseparáveis durante a infância, tornaram-se adultas muito distintas: Isolte é uma redatora de sucesso numa revista de moda, tem um namorado fotógrafo e um apartamento em Londres; Viola é uma pessoa desesperadamente infeliz e luta há muitos anos contra um distúrbio alimentar. 
O que terá acontecido no passado para que as gémeas seguissem caminhos tão diferentes nas suas vidas? À medida que as duas irmãs começam a esclarecer as tragédias de um verão meio esquecido, segredos terríveis do passado vêm à tona, ameaçando apoderar-se das suas vidas…

Sobre o autor: Saskia Sarginson cresceu em Suffolk, no meio de uma floresta. Tem quatro filhos e vive em Londres. Este é o seu primeiro romance.

Imprensa
«Uma obra extraordinária. Em parte thriller, em parte uma história de amor, garanto que o leitor não irá conseguir largar o livro.»
SUN

O que achei?

A sinopse agradou-me e fiquei absolutamente rendida nas primeiras páginas do livro quando a autora logo na primeira página diz: 

"A história de nossa concepção foi do tipo comum, como ensinam nas aulas de Biologia. Você sabe como é: um espermatozoide atlético chega ao objetivo, que é o ovo, e uma nova vida começa.Assim, aqui estamos nós, um único bebezinho sendo construído. Daí vem a parte extraordinária, porque esse ovo único se parte, dividindo-se no meio, e nós nos tornamos dois bebês. Duas metades de um todo. É por isso que é estranho mas verdadeiro: fomos uma só pessoa antes, mesmo que tenha sido só por um milissegundo."



Só quem tem gémeos idênticos como eu tenho consegue perceber exatamente o valor de uma frase destas. Na altura não conhecia nem tinha investigado nada sobre a Saskia mas nessa altura percebi que uma pessoa que escreve isto, só podia ela própria ser mãe de gémeos, facto que vim a confirmar mais tarde, Ao longo do livro foram várias as atitudes e expressões entre as gémeas descritas pela autora que se via nitidamente que eram feitas com conhecimento de causa e isso agradou-me particularmente. A história em si é pesada. Uma das gémeas sofre de anorexia e o leitor consegue perceber o sofrimento dela através da escrita da autora. No entanto, o motivo que levou ao afastamento das gémeas que é falado na sinopse não considerei que fosse o suficiente. Compreendo que foi a diferença de personalidades entre ambas que fez com que a historia se desenrolasse da maneira como se desenrolou mas a meio, o leitor perde-se um bocado e ficamos como que desejosos de saber mais. A leitura também chega a ser por vezes confusa mas ai a autora não tem culpa pois julgo ter a ver com a tradução que foi feita. De qualquer modo gostei de ler e recomendo. 



 
Título: Perdoa-me
Autor: Lesley Pearse
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 488
Editor: Edições Asa
PVP: 17,50€

Sinopse:
O instante em que encontrou a mãe sem vida nunca se extinguirá da memória de Eva Patterson. Num bilhete, as suas últimas e enigmáticas palavras: Perdoa-me.
O mundo seguro de Eva ruiu naquele momento devastador. Mas o inesperado suicídio de Flora vai marcar apenas o início de uma sucessão de acontecimentos surpreendentes. No seu testamento, Flora deixa a Eva um estúdio em Londres. Este sítio é a primeira pista para o passado secreto de uma mulher que, Eva percebe agora, lhe é totalmente desconhecida.
No sótão do estúdio, a jovem encontra os diários e os quadros da mãe, provas de uma fulgurante carreira artística mantida em segredo. O que levou Flora a esconder tão fundo o seu passado? Ao aproximar-se da verdade, Eva descobre um crime tão chocante que a leva a questionar-se se alguma vez conseguirá, de facto, perdoar.

O que achei?

ADOREI! Não tenho palavras para descrever o quanto gostei deste livro. Adorei cada bocadinho, cada página. Emocionei-me, zanguei-me, chorei e ri  de felicidade. Consegui imaginar cada bocadinho da história e cada lugar descrito como se já lá tivesse estado. Consegui ter empatia com vários personagens e antipatia por outros. Adorei todo o mistério envolvido na história e mesmo depois de ter descoberto o grande mistério, a autora ainda nos conseguiu envolver mais para sabermos como a história iria terminar. Foi a sensação de pensar que a história já não evoluiria muito mais e de repente acontecer uma reviravolta imensa. Percebo quando dizem que a Lesley Pearce é uma das autoras favoritas do publico português. Passou a ser uma das minhas autoras favoritas também, de tal modo que não resisti em ler outro livro dela: "Nunca me Esqueças".


Este livro é diferente de todos os outros pois trata-se da historia veridica de Mary Bryant que até então desconhecia mas que vim a descobrir a meio da leitura que já teve um filme inspirado nela e uma mini série. Estou a pouco mais de meio do livro e é sem duvida nenhuma uma historia fantástica com pormenores que nos deixam arrepiados principalmente por sabermos que não foram invenção. Estou a adorar a historia. Sei que não vou gostar do fim pois fiquei cheia de curiosidade para saber o que tinha acontecido a ela na realidade e sei que o livro não vai florear a questão. Mas vale a pena ler até ao fim e estou desejosa de continuar a ler, agora com o tempo mais limitado pois já voltei ao trabalho.

A sinopse deixa muito a desejar e não faz juz ao livro. Foi um choque tremendo quando comecei a ler o livro e percebi então de que se tratava a história, mas aqui vai:

"Num dia...Com um gesto apenas...A vida de Mary mudou para sempre.Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu.O seu castigo: a forca.A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História. Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis."

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O virar de uma página

A vida é feita de mudanças e de vez em quando, quando menos esperamos levamos um imenso balde de água fria por cima da cabeça. Foi assim esta semana. Costuma-se dizer que há males que vêm por bem e eu quero acreditar que sim. Se calhar estava mesmo na altura de encerrar este capitulo... pois... se calhar.

Passo a explicar. Quando os meus filhos nasceram, fiquei tão entusiasmada com o facto de vir a ser mãe de gémeos que me meti em tudo e mais alguma coisa que dissesse respeito a gémeos. Escrevi o livro (a melhor coisa que tirei desta trapalhada toda). Criei um site, na altura com o objectivo de divulgar o meu livro mas que, depressa percebi que não serviria apenas para a sua divulgação. Era também um espaço em que tentava dar algumas indicações às novas famílias de gémeos, algo que eu senti imensa falta quando descobri que ia ser mãe de dois ao mesmo tempo. Mas, na verdade o meu tempo disponivel era pouco para gerir o site da maneira como eu gostava e associei-me a outra mãe de gémeos com a qual parecia ter criado algumas afinidades. Refizemos o site e cheias de expectativas ela chegou mesmo a registar uma marca. Gémeos e Mais. O site passou a portal e passou a ser uma referencia no nosso país como o unico Portal em português que falava exclusivamente de gémeos. Eu tratava da parte dos conteudos, já que adoro escrever e ela com o imenso jeito que tinha para o design, tratava da estrutura. E a coisa estava a correr bem até. Tão bem que não contentes com o portal, resolvemos criar uma associação, a Associação Gémeos e Mais. Estávamos entusiasmadissimas com isso pois a verdade é que sentíamos mesmo a falta de uma associação do género. Mas as coisas nem sempre correm como queremos e para as coisas correrem bem é necessário estarmos rodeadas das pessoas certas que partilhem o mesmo entusiasmo que nós, coisa que não aconteceu. Todas nós tinhamos / temos os nossos trabalhos que não queriamos descurar e o facto foi que, era preciso mais do que aquilo que podiamos dar. E as coisas foram-se deteriorando... começou o jogo do empurra, começou a desilusão, até que a Associação teve os dias contados e foi o primeiro projecto a dar para o torto. Fica o portal pensei eu... Afinal, toda a nossa historia começou por aqui. E seria assim, até que... mais uma vez a desilusão bateu-me à porta. E eu vi-me encostada entre a espada e a parede. Se por um lado, considerava o portal como meu pois o primeiro portal era meu, por outro a marca registada não era minha e cada vez me identificava menos com o rumo que o portal estava a tomar. Não vou explicar aqui o que aconteceu pois é do foro privado mas vou dizer que me afectou diretamente, de tal forma que não conseguia viver em consciência se não largasse a administração do portal gémeos e mais e tudo o que ele envolvia. 

Foi uma enorme tristeza para mim ter de abandonar este projeto que tanto trabalho e tanto entusiasmo me deu. Continuo a achar que o portal foi uma das melhores ideias que tive pois faz imensa falta. Não faço ideia qual vai ser o futuro dele. Apensas sei que não estou incluída nesse futuro. E assim encerrei uma grande pagina na minha vida que foi o projeto Gémeos. Fiz o melhor que sabia e podia. Consegui no meio da caminhada, ajudar muitas mães e tenho a certeza que o livro ainda vai ajudar muitas mais. Não considero que tenha sido um falhanço da minha parte. Acho que, como muitas coisas na nossa vida, existe um principio, um meio e um fim. E da minha parte, tenho consciência tranquila e sinto que cumpri o meu dever. Resta-me desejar boa sorte a quem ficar com o Portal. Quem sabe o futuro me leva novamente de volta a esse caminho.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A minha maquilhagem... a minha pele

Um dia, no ginásio que costumava frequentar, uma amiga com a qual eu costumava beber café antes da aula reparou que eu tinha vitiligo. Muito simpaticamente perguntou-me se aquilo que eu tinha era mesmo vitiligo. Disse-lhe que sim. Perguntou-me se já tinha feito tratamentos para o vitiligo. Disse-lhe que não. Que não havia. Que os unicos tratamentos que havia para o vitiligo eram feitos em Cuba, com placenta humana, os unicos tratamentos que davam resultados reais. Ela diz-me que não. Que em Portugal ela tinha conhecimento de uma clinica que fazia tratamentos ao Vitiligo. Por sinal a mesma clinica de dermatologia que lhe estava a tratar de um problema de acne. Estranhei... mas ela deu-me o contacto para eu ligar para a clinica e experimentar. Nunca tinha ouvido falar de tratamentos. Verdade seja dita que nunca mais sequer tinha pensado no assunto. Além de me ter falado na clinica, trouxe-me umas amostras de uma maquilhagem que ela usava na zona do peito para disfarçar o acne. Era uma maquilhagem da dermablend que estava a ser lançada naquele ano. Uma super maquilhagem especialmente concebida para disfarçar problemas de pele como Vitiligo, rosácea, queimaduras, etc. Havia vários tons e ela andava com varias amostras. Deu-me uma palete inteira para eu experimentar em mim. Meu Deus... que diferença! Eu, que andava com maquilhagens carissimas e que para fazerem o efeito pretendido me davam uma trabalheira imensa, fiquei completamente rendida à Dermablend da Vichy.

Esta era a antiga. A MINHA BASE!


Era uma maquilhagem compacta, que se aplicava com uma pequena espátula primeiro na mão e que depois com o dedo, espalhavamos pela cara. Rematávamos com um pó fixador de maquilhagem e pincel. A maquilhagem tinha SPF20 e era à prova de água. Numa palavra. FANTASTICA. Eu diria que esta maquilhagem era a descoberta da pólvora para as pessoas com Vitiligo e apetecia-me gritar aos 4 ventos que ela existia. Nunca me vou esquecer desta amiga, apesar de há muitos anos não a ver.

Depois de conhecer a Dermablend abriu-se um novo mundo para mim. Um mundo em que me dava realmente prazer em me maquilhar. E isso, para quem se maquilhava por obrigação era inexplicável.

Infelizmente, a Vichy deve ter achado que o mercado não era tão grande assim que lhe permitisse manter a maquilhagem compacta e um dia, alguns anos depois do lançamento, descontinuou a linha. Voltou com uma base fluida, também bastante boa mas quem conheceu a compacta percebe que não tem nada a ver. Com esta maquilhagem, a dermablend conseguiu talvez abranger um maior numero de clientes, pois como é mais fluida, adapta-se melhor a todo o tipo de pele e para todo o tipo de maquilhagem. Para pessoas como eu, com Vitiligo... não havia melhor que a outra. Continuo a ser fã da Dermablend, pela facilidade de cobrir as manchas e pela cor mas se de repente, resolvessem relançar a base compacta, eu era das primeiras da fila.

Esta é a actual. Cor - 35 SAND

Que tal a Vichy retomar as bases compactas da Dermablend? Tenho a certeza que ia fazer felizes muitas pessoas. A mim ia fazer de certeza!

E agora em pesquisas descobri que as minhas preces ao longo destes anos sem a minha dermablend compacta foram ouvidas... e parece... parece... que ELA VAI VOLTAR!!!

Eu já tinha visto este video mas pensei que era antigo. Afinal não... é mesmo recente! VIVA!!! Esperar para ver e continuar a rezar. :)

Vejam aqui!  https://www.youtube.com/user/DermablendPro/CamoConfessions


Vitiligo???

Um dia, tinha eu 18 aninhos, acabada de sair da praia, entro no carro, quando o meu namorado de então olha para mim com ar de espanto e diz-me... RITA, tens a cara toda manchada! Virei o espelho do carro para mim e vejo então uma enorme mancha branca e redonda no queixo. Não fazia ideia o que podia ser nem me lembro o que pensei na altura. Acho que esperei que passasse e que fosse apenas uma reação do sol. O dia passou, tomei banho, coloquei os cremes e a mancha continuava grande e assanhada no meu queixo. A minha mãe assustou-se. Naquela altura, disse-me ela depois, achava que eu podia ter uma doença tipo lupus. Olhava para as minhas faces pois do que ela tinha lido, o lupus dava também uma rosetas tipo borboletas na cara. Mas não. Não devia ser lupus. Que raio era aquela enorme mancha então? Era Verão, pleno Agosto e foi uma dificuldade para arranjar um dermatologista que desse consultas de urgência. Com bastante dificuldade, arranjámos um. Eu ia descontraida pois achava que aquilo não devia passar de um virus qualquer da praia, pois naquela altura até havia muita gente com uma coisa parecida com aquela que costumava afectar as costas. 

Foi com uma enorme surpresa, que o dermatologista logo que me observou, me dá o diagnóstico. VITILIGO. O que é isso? Perguntei eu. O Vitiligo é uma doença de despigmentação da pele. E eu: Mas vai ficar assim para sempre? E ele: "Isso se não aumentar. A tendência é para a despigmentação ir alastrando pelo corpo todo. Há pessoas que têm mais de metade do corpo despigmentado. E não há cura!" Naquela altura caiu-me tudo ao chão. Lembrei-me de imediato de uma miuda girissima que tinha sido colega de escola da preparatória mas de outra turma e que tinha precisamente mais de metade do corpo despigmentado, e que por isso era alvo de alguma chacota por parte de colegas desagradáveis. E a miúda que era gira, gira... Eu não era assim tão gira. Toda manchada... como é que ia ser? O que é que ia ser de mim? O meu namorado ia deixar de gostar de mim e todos na universidade iam gozar comigo. De repente, passou-me pela cabeça ser a mulher mais infeliz do mundo.. infeliz e FEIA!

O que os 18 anos fazem à cabeça de uma pessoa!

O médico dermatologista não foi nada meigo. Pintou mesmo o pior cenário possivel. Proibiu-me de apanhar sol. Sol só com protector de ecran total dizia ele. E nesse dia, acabou o Verão para mim. Pelo menos naquele ano. Foi dos Verões mais infelizes que eu já tive. HORRIVEL.

O tempo passou e como no inverno a mancha branca passava meio despercebida esqueci o problema. Ou melhor, não esqueci mas... adormeci o problema. No ano seguinte, consultei outro dermatologista. Esse dermatologista não pintou o cenário tão negro como o primeiro. Referiu que sim, tinha de ter cuidado, sim tinha mesmo vitiligo, sim o vitiligo podia alastrar... MAS... também podia não avançar mais. Tudo dependia da minha forma de estar e do stress envolvente da minha vida. Segundo esta dermatologista, o vitiligo era uma doença inimiga do stresse, ou seja... um episódio mais stressante ou traumatizante, podia fazer avançar a doença. Sol? Claro que sim. Continue a apanhar sol mas com as devidas precauções pois a pele como está branca tem tendência a queimar com mais facilidade e pode apanhar escaldões naquela parte da pele mais facilmente. - Dizia ela.

Ufa. Menos mal, pensei eu. Vamos lá então habituar-me à ideia de andar malhadinha. De vez em quando notava que me iam aparecendo mais manchinhas, nomeadamente nas virilhas, nas axilas, no peito e nos dedos das mãos... umas mais pequeninas... outras maiorzinhas. Tentei não ligar ao assunto e continuei a fazer a minha vida.

Quando acabei a faculdade, 4 anos depois de me terem aparecido as primeiras manchas, a evolução do vitiligo estabilizou, mas... começaram os problemas. Na faculdade nunca me tinham olhado de maneira diferente, nunca me gozaram e sempre me trataram como se nem vissem o Vitiligo. E nunca, mas nunca usava maquilhagem. 

Ao começar a trabalhar, comecei a sentir que as pessoas mais velhas olhavam para mim com ar de coitadinha, e não raras vezes me vinham perguntar o que eu tinha. Se tinha apanhado algum escaldão. Havia pessoas que sem nunca ter reparado que eu tinha manchinhas, de repente, olhavam para mim como se eu tivesse uma doença contagiosa e perguntavam que raio tinha na cara. Outras, querendo ser muito amigas (mentira) mostravam-se muito preocupadas, dizendo que eu tinha era de ir ao médico ver isso... por mais que lhes explicasse que ao médico já eu tinha ido, não valia a pena. Para estas pessoas eu devia ter qualquer coisa grave e era melhor ir ao médico imediatamente. Enfim... Foi de tal maneira chato que resolvi começar a maquilhar-me. Um dia, farta dos olhares descriminadores, entrei numa loja de maquilhagens e pedi ajuda para me disfarçarem o vitiligo. As bases e cremes eram carissimos e o meu jeito para maquilhagem nulo. Ainda assim, levei os produtos na esperança de conseguir embonecar-me como na loja de maquilhagem. E foi um sucesso. Deixou de haver descriminação e passei a ser uma miuda completamente normal... já o era, mas as pessoas achavam que não. A partir daí, a maquilhagem faz parte de mim. Não consigo estar sem estar maquilhada. Apesar de nunca me ter preocupado muito com o aspecto ( a não ser naquele ano fatidico do choque ), não há duvida que me sinto muito melhor comigo mesma se me maquilhar. Porque se não gostarmos de nós, quem gostará? 

O Vitiligo nunca me impediu de fazer nada, nem de ter namorado, nem de casar, nem de ter filhos, nem de trabalhar! O vitiligo não nos impede de sermos felizes. O vitiligo é apenas e só um tipo de pele diferente. Há os negros, há os brancos, há os morenos e há... os malhadinhos... uns mais que outros. A descriminação está no olhar dos ignorantes. Se as pessoas olham para mim e para as minhas manchas? Sim. Ás vezes noto que sim... outras se calhar também mas eu nem noto. Eu também olho para outras pessoas que, como eu são malhadinhas... sem qualquer olhar discriminativo. Por curiosidade? E por outra razão que vos vou falar mais tarde mas deixo já uma dica. Cura? Não, não há... Mas há, felizmente tratamentos que melhoram substancialmente o vitiligo. Falo deles mais tarde.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

O meu cabelo

A M estava curiosa para saber o tamanho do meu cabelo pois já não me vê há algum tempo. Pois eis o dito. Como disse está mesmo a precisar de um cortezinho mais bonitinho (mantendo o comprimento)pois está muito atabalhoado atrás. Quando o for arranjar coloco a foto do depois. :)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Dicas de Beleza #1 ou "o que eu gosto"

Tenho o meu cabelo enorme. Acho que nunca tive o cabelo tão comprido. Comecei a deixá-lo crescer um pouco a pedido do JP. Eu nem sou de ceder a pedidos destes pois quem me conhece sabe que gosto imenso de variar penteados, cores, cortes, etc e não me importo nada inclusivamente de cortar o cabelo bem curtinho. Mas desta vez cedi porque tinha uma certa curiosidade em me ver de cabelo maior e estava com um corte muito interessante.

Neste momento vou querer cortá-lo um pouco MAS sem retirar o comprimento porque desta vez sou eu que faço questão de continuar com ele bem comprido. Ando a ver cortes e a tentar olhar para mim ao espelho e imaginar-me ora com um corte mais escadeado, ora com uma ondulação natural... Acho que vou deixar nas mãos da minha cabeleireira que já conhece muito bem o meu cabelo.

De qualquer modo, isto para dizer que um cabelo comprido requer alguma manutenção e... já agora enfeites.

Eu tenho um cabelo muito fraco e se antigamente era oleoso, depois de ter sido mãe tornou-se seco e sem vida. Com ele comprido habituei-me a cuidar dele e nunca tive o cabelo tão bonito. O que eu uso? Bom.... no Outono não dispenso um champô anti queda da FURTERER, o FORTICEA. É de longe o melhor champô que já usei e noto uma diferença brutal quando o uso.  De seguida uso o de manutenção da mesma marca. Quando começa o bom tempo e porque lavo a cabeça com muito mais frequencia, inclusivamente no ginásio e estes champôs não são propriamente baratos, optei por o FRUCTIS adeus danos. Tem um cheirinho super agradável e noto realmente o meu cabelo bem tratado e sem pontas espigadas. uso o champô, o condicionador e a máscara uma vez por semana ou 2 se tiver tempo. Vale a pena.




O meu cabelo tem umas ondas meio estranhas. São umas ondas que não são as famosas Beach waves, são... ondas estranhas. Bem gostava de ter uma ondulação mais engraçada mas não posso/devo fazer ondulações forçadas pois como disse, o meu cabelo é fino e fraco. Então opto muitas vezes por esticá-lo e gosto muito de o ver esticado. Este Verão são moda os acessórios de cabelo, como ganchos das mais variadas formas, coroas e tiaras cheias de flores e cores e eu confesso que adoro esta moda. Por vezes acho que já não tenho idade para isto mas será que há uma idade para isto? Claro que no meu trabalho não posso andar como se fosse hippie embora adore o conceito e por isso não ando assim. Opto por acessórios mais discretos, tiaras com flores mais pequenas, ganchos com penas que fiquem misturadas com o cabelo. Love it.

Se eu tivesse um emprego mais liberal, acreditem que me viam ainda mais exuberante.

Assim, não me livro obviamente de alguns piropos, alguns comentários meio cinicos de quem deve achar com certeza uma pirozisse e outros comentários genuinos de como estou gira. Há de tudo. No fundo, o que interessa é que eu me ache bonita. E acho. Agora só falta dar um jeitinho mais engraçado ao cabelo e, claro está emagrecer os tais 2 Kgs lixados que me faltam.