quarta-feira, 5 de novembro de 2014

40 anos... 40 musicas #1

À semelhança do que vi no blog da Maria João, também eu a caminho dos 40 quis fazer uma seleção de musicas que me fizeram  dançar ao longo desta minha tenra idade.

Há muitas mais do que aquelas que vou colocar aqui e que me fizeram chorar baba e ranho nos desgostos amorosos ou simplesmente ouvir pacificamente enquanto estudava. São do mais variado gosto musical. Algumas confesso que tenho uma certa vergonha de gostar mas a verdade é que ainda hoje me divirto imenso a ouvi-las.

Aqui vou colocar apenas as musicas que eu dançava e ainda gosto de dançar. Desde que me lembro até aos dias de hoje. Lembram-se de algumas com certeza.

Vou colocar até ao dia da festa, estas 40 musicas, deixando para o fim as mais atuais ou que de certo modo estão mais atuais.

A primeira que se devem lembrar é esta... e eu lembro-me tão bem de ver o videoclip desta musica e tentar imitar em casa a coreografia da musica. :)

FLASHDANCE - WHAT A FEELING. 


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Fins de semana cheios

Como eu gosto...

Adoro fins de semana preenchidos, passados entre amigos, com sorrisos, brincadeiras dos miúdos, conversas que nunca mais acabam, boa comida, bom vinho. Adoro. Faz o fim de semana parecer ter mais do que 2 dias. É certo que a roupa por vezes fica por lavar, a casa fica desarrumada e fisicamente não descansamos nada, mas por vezes, mais importante que o cansaço físico é o cansaço psicológico e estes fins de semana são de uma enorme descontração.

E praticamente todos os fins de semana temos tido disto. Muito boa disposição. Está a ser maravilhosa esta nova fase e encontrar todas estas novas amizades, criadas incrivelmente pelos nossos filhos e que se alastraram aos pais. É uma felicidade que não tem explicação. Se por um lado, olhamos para os nossos filhos e vemo-los com uma alegria brutal a brincar com os amigos, por outro, nós pais, também estamos felicíssimos  porque estamos com os nossos (agora) amigos com os quais criámos grandes afinidades. E o tempo passa sem darmos por isso.

Os últimos fins de semana têm sido quase todos assim. Ando de coração cheio. Tão bom!



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A pensar na Festa dos 40 anos

Gosto muito de festas mas confesso que há muito tempo deixei de ter paciência para as organizar. Sou mais pessoa de ir a festas do que de organizá-las. Principalmente quando são festas para mim. Tipo, festas de aniversário. Daí que nos últimos 20 anos sou capaz de ter feito umas 2 festas de aniversário apenas. Tenho preferido juntar a família, ou até ir para fora do país nesta data.

Houve aniversários que, definitivamente, me marcaram. Um deles passado no Brasil, em Porto Seguro com a minha amiga Claudia numa fase muito difícil da minha vida e onde apanhei a maior bebedeira dos últimos tempos. Outro passado em casa com a minha família e 2 grandes amigas na altura, a Claudia mais uma vez e a Beta, numa outra fase de calma e tranquilidade da minha vida. E ainda outro aniversário passado em Amsterdão com o JP no nosso primeiro ano de namoro, depois de ter sido operada à cabeça devido ao hematoma do acidente. Mais recentemente, há 2 anos como fiz anos num sábado, decidi juntar toda a família e alguns amigos próximos num almoço que ficou marcado com o reencontro entre os meus padrinhos e os meus pais que não se falavam há mais de 20 anos.

Nos últimos anos, foram decididamente estes os melhores aniversários que passei e todos eles representaram algo especial, único e inesquecível.

Este ano, faço 40 anos e considero que 40 anos também é uma altura especial e que deve ser comemorada com rigor. Vou a Paris no fim de semana anterior aos meus anos, vou fazer anos a uma terça feira (uma porcaria de dia), o que quer dizer que no dia de anos vou juntar a família normalmente mas a festa em sim, a verdadeira festa dos 40 anos terá de ser no sábado a seguir.

E o que fazer na minha festa de anos quando se trata de um dia de inverno rigoroso? O que eu gostaria de fazer era uma festa na praia. Eu sou uma pessoa de praia, de calor, de Verão... nem consigo perceber como fui nascer em pleno inverno. A minha amiga Cláudia diz que sim, é possível fazer a festa na praia. O JP chama-me maluca porque pode estar um daqueles dias horrorosos e cinzentos. O que eu acho, é que da maneira como anda o tempo, até pode estar um dia de Verão no dia da festa.

De maneira que ando a ver... a pesquisar... a pedir orçamentos... Já recebi orçamentos em que me pedem o orçamento de estado da Lituânia para fazer umas coisas engraçadas. Já mudei de ideias umas 500 vezes e a pouco mais de 1 mês do grande dia estou completamente em branco.

Não sei mesmo o que fazer na minha festa. Tanta ideia gira que tenho e na volta não vou conseguir concretizar nada... É por causa destas coisas que detesto organizar as minhas festas!



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Um mantra...





Sabermos quando chegou o fim de alguma coisa pode ser duro. Consciencializarmo-nos que não há volta a dar. Percebermos que, para nos levantarmos teremos de nos reinventar. A mudança por vezes é necessária. Dolorosa mas necessária. A nossa vida é feita de altos e baixos, alguns baixos quase que nos levam à loucura e ao desespero. Mas a vida é mesmo assim. E há que enfrentá-la sem medos. E com esperança que as coisas mudem para melhor. Esperança sempre. Se a esperança morre, nós morremos também. Porque a felicidade está à nossa espreita algures e por vezes só precisamos de abrir os olhos e seguir em frente. Ás vezes a realidade atual mata-nos, mói-nos, corroí-nos por dentro mas temos de ter forças para continuar o caminho. 

"Pedras no caminho? Guardo Todas, um dia vou construir um castelo."
Fernando Pessoa

Força R. Tu consegues...


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Viver a vida a caminho dos 40 anos




A caminho dos 40 anos sinto-me cada vez mais realizada. Como pessoa, como mãe, como mulher. Sinto que aos poucos a minha vida vai voltando a sair do casulo em que se encontrava em banho maria desde que fui mãe. 

É natural. Ter filhos é uma missão que embora seja tremendamente compensador, é também extremamente absorvente e absorve-nos de tal modo que durante uns anos andamos meio abananados sem saber muito bem qual o nosso objectivo neste mundo além de criar os nossos filhos. No nosso caso esse sentimento foi ainda maior pois toda a nossa energia foi canalizada para 2 bebés que de repente vieram ao nosso mundo e que passaram a depender completamente de nós. E 9 meses não nos preparam para esta reviravolta das nossas vidas. Nem com o bebé mais doce e calmo do mundo, estamos livres da nossa vida parar durante um ou mais anos para vivermos para eles, mesmo que o façamos inconscientemente.

Mas estar no casulo também não é mau, por isso não falo nisto no sentido depreciativo da coisa. É muito estimulante vivermos cada dia, cada aprendizagem daquele ser tão pequeno e indefeso. A nossa vida não morre enquanto estamos no casulo. Estamos em constante aprendizagem também e a realizarmo-nos enquanto mães. É por isso que nunca ninguém se arrepende de nada nesta fase. Faria tudo igualzinho. É também por isso que as famílias continuam a ter mais filhos, o segundo, o terceiro e por aí fora. Porque o tempo de casulo nunca é tempo perdido.

Depois os filhos vão crescendo e nós vamos crescendo com eles... enquanto pais, enquanto marido e mulher, enquanto pessoas. Vamos tornando-nos pessoas cada vez mais ricas e cheias. E vamos conseguindo respirar um bocadinho mais fora do casulo, até porque os nossos filhos também vão eles próprios ganhando asas para sair do casulo. E o mundo cá fora continua igual, as pessoas mais velhas mas mais experientes, mais sábias, tal como nós. E aos poucos vamos nos reencontrando com tantos outros casais que ao mesmo tempo ou em tempos diferentes, também sairam do casulo. Outros amigos que continuam com as suas vidas boémias e outros que estão a experienciar neste momento a fase casulo.

Não me assustam os 40 anos, bem pelo contrário. Aguardo com expectativa por eles. Foram 40 anos muita bem vividos e com muito boas (e más mas produtivas) experiências.

Sinto-me feliz com a vida que escolhi. Com a pessoa que escolhi para partilhar a minha vida, com os amigos que me rodeiam, com os filhos que gerei.

Hoje, sou uma melhor pessoa do que era há 10 anos atrás e até do que era o ano passado. A isto se chama crescer... e não se pense que o crescimento acaba aqui.

A vida é uma constante aprendizagem que nos enriquece e nos faz crescer todos os dias.

E cada vez adoro mais viver!




segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Já espreitaram o Barrigas Zero?

Já conhecem este cantinho?

http://barrigaszero.blogspot.pt/2014/09/a-caminho-do-objectivo.html

Aqui eu partilho a minha luta pelo objectivo de emagrecer até fazer 40 anos. Quero chegar aos 40, com 58 Kgs e menos alguns centimentros de barriga e pernas. Para isso estou no Vivafit que, depois de uns contratempos, estou a adorar e estou ainda a fazer tratamentos de LPG.

Espreitem lá e ajudem-me a chegar lá, apoiando-me e também participando. Porque em grupo é tudo muito mais fácil, acreditem.

Neste blog, num dos separadores principais no topo, têm também o link direto para o Barrigas Zero.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Literatura de férias



Quando era miuda devorava livros. Devorava no sentido da palavra mesmo pois era capaz de ler um livro num dia, só parava para comer e mais nada. Envolvia-me na historia de tal maneira que me imaginava dentro da historia e quando o livro acabava, não conseguia deixar de evitar uma ponta de tristeza como se aquelas pessoas da historia me deixassem e fossem para uma terra distante. Não havia nada que me desse mais prazer do que me esquecer horas a fio num bom livro. Quando os miúdos nasceram o meu tempo de ler ficou limitadíssimo pois todo o tempo que tinha disponível era para fazer outras coisas que não ler. E sentia cada vez mais a falta dessa entrega. Este ano, pela primeira vez em 7 anos, consegui ler 2 livros inteiros nas férias (a caminho do terceiro). Uma vitória portanto.

O tipo de literatura que gosto é do mais variado, desde livros mais clássicos e contemporâneos a livros mais rascas. Gosto particularmente de dramas e mistérios embora policiais não seja exatamente a minha onda. Livros românticos também gosto sendo um dos meus autores favoritos o Nicholas Sparks. No entanto, também gosto de me aventurar por autores desconhecidos e por vezes acabo por ter belas surpresas.

O primeiro livro foi assim mesmo. O meu marido (que não lê) andava de volta dos livros para ver se lhe vinha a inspiração para ler (que nunca vem) e pegou num livro cujo titulo nos chamou a atenção por ser as gémeas e nós termos gémeos.

Data de publicação: 6 Junho 2014

               Título Original: The Twins
               Chancela: Chá das Cinco
               Preço com IVA: 16,96€
               Páginas: 288
               ISBN: 9789897101038

Sinopse: Elas eram idênticas em tudo… até o impensável as ter separado. 
Isolte e Viola são gémeas. Inseparáveis durante a infância, tornaram-se adultas muito distintas: Isolte é uma redatora de sucesso numa revista de moda, tem um namorado fotógrafo e um apartamento em Londres; Viola é uma pessoa desesperadamente infeliz e luta há muitos anos contra um distúrbio alimentar. 
O que terá acontecido no passado para que as gémeas seguissem caminhos tão diferentes nas suas vidas? À medida que as duas irmãs começam a esclarecer as tragédias de um verão meio esquecido, segredos terríveis do passado vêm à tona, ameaçando apoderar-se das suas vidas…

Sobre o autor: Saskia Sarginson cresceu em Suffolk, no meio de uma floresta. Tem quatro filhos e vive em Londres. Este é o seu primeiro romance.

Imprensa
«Uma obra extraordinária. Em parte thriller, em parte uma história de amor, garanto que o leitor não irá conseguir largar o livro.»
SUN

O que achei?

A sinopse agradou-me e fiquei absolutamente rendida nas primeiras páginas do livro quando a autora logo na primeira página diz: 

"A história de nossa concepção foi do tipo comum, como ensinam nas aulas de Biologia. Você sabe como é: um espermatozoide atlético chega ao objetivo, que é o ovo, e uma nova vida começa.Assim, aqui estamos nós, um único bebezinho sendo construído. Daí vem a parte extraordinária, porque esse ovo único se parte, dividindo-se no meio, e nós nos tornamos dois bebês. Duas metades de um todo. É por isso que é estranho mas verdadeiro: fomos uma só pessoa antes, mesmo que tenha sido só por um milissegundo."



Só quem tem gémeos idênticos como eu tenho consegue perceber exatamente o valor de uma frase destas. Na altura não conhecia nem tinha investigado nada sobre a Saskia mas nessa altura percebi que uma pessoa que escreve isto, só podia ela própria ser mãe de gémeos, facto que vim a confirmar mais tarde, Ao longo do livro foram várias as atitudes e expressões entre as gémeas descritas pela autora que se via nitidamente que eram feitas com conhecimento de causa e isso agradou-me particularmente. A história em si é pesada. Uma das gémeas sofre de anorexia e o leitor consegue perceber o sofrimento dela através da escrita da autora. No entanto, o motivo que levou ao afastamento das gémeas que é falado na sinopse não considerei que fosse o suficiente. Compreendo que foi a diferença de personalidades entre ambas que fez com que a historia se desenrolasse da maneira como se desenrolou mas a meio, o leitor perde-se um bocado e ficamos como que desejosos de saber mais. A leitura também chega a ser por vezes confusa mas ai a autora não tem culpa pois julgo ter a ver com a tradução que foi feita. De qualquer modo gostei de ler e recomendo. 



 
Título: Perdoa-me
Autor: Lesley Pearse
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 488
Editor: Edições Asa
PVP: 17,50€

Sinopse:
O instante em que encontrou a mãe sem vida nunca se extinguirá da memória de Eva Patterson. Num bilhete, as suas últimas e enigmáticas palavras: Perdoa-me.
O mundo seguro de Eva ruiu naquele momento devastador. Mas o inesperado suicídio de Flora vai marcar apenas o início de uma sucessão de acontecimentos surpreendentes. No seu testamento, Flora deixa a Eva um estúdio em Londres. Este sítio é a primeira pista para o passado secreto de uma mulher que, Eva percebe agora, lhe é totalmente desconhecida.
No sótão do estúdio, a jovem encontra os diários e os quadros da mãe, provas de uma fulgurante carreira artística mantida em segredo. O que levou Flora a esconder tão fundo o seu passado? Ao aproximar-se da verdade, Eva descobre um crime tão chocante que a leva a questionar-se se alguma vez conseguirá, de facto, perdoar.

O que achei?

ADOREI! Não tenho palavras para descrever o quanto gostei deste livro. Adorei cada bocadinho, cada página. Emocionei-me, zanguei-me, chorei e ri  de felicidade. Consegui imaginar cada bocadinho da história e cada lugar descrito como se já lá tivesse estado. Consegui ter empatia com vários personagens e antipatia por outros. Adorei todo o mistério envolvido na história e mesmo depois de ter descoberto o grande mistério, a autora ainda nos conseguiu envolver mais para sabermos como a história iria terminar. Foi a sensação de pensar que a história já não evoluiria muito mais e de repente acontecer uma reviravolta imensa. Percebo quando dizem que a Lesley Pearce é uma das autoras favoritas do publico português. Passou a ser uma das minhas autoras favoritas também, de tal modo que não resisti em ler outro livro dela: "Nunca me Esqueças".


Este livro é diferente de todos os outros pois trata-se da historia veridica de Mary Bryant que até então desconhecia mas que vim a descobrir a meio da leitura que já teve um filme inspirado nela e uma mini série. Estou a pouco mais de meio do livro e é sem duvida nenhuma uma historia fantástica com pormenores que nos deixam arrepiados principalmente por sabermos que não foram invenção. Estou a adorar a historia. Sei que não vou gostar do fim pois fiquei cheia de curiosidade para saber o que tinha acontecido a ela na realidade e sei que o livro não vai florear a questão. Mas vale a pena ler até ao fim e estou desejosa de continuar a ler, agora com o tempo mais limitado pois já voltei ao trabalho.

A sinopse deixa muito a desejar e não faz juz ao livro. Foi um choque tremendo quando comecei a ler o livro e percebi então de que se tratava a história, mas aqui vai:

"Num dia...Com um gesto apenas...A vida de Mary mudou para sempre.Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu.O seu castigo: a forca.A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História. Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis."