segunda-feira, 19 de maio de 2014

A homeopatia e eu - O inicio #1

Há algum tempo que andava para escrever aqui sobre este assunto. Já tinha falado dele lá naquele blog experimental do "Era uma vez..." mas aqui ainda não tinha tido oportunidade de falar dele e acho que chegou a altura de o fazer. Porquê? Porque acho uma mais valia... porque acho importante conhecerem e saberem que existe este tipo de medicina, este tipo de alternativa.

O ano de 2012 foi um ano lixado em termos de saúde para mim. Um ano como há muito tempo não tinha. Para quem não sabe, sou asmática desde os 4 anos além de ser alérgica a 200% a ácaros. Todo o ano eu andava de lencinho no nariz, com o nariz sempre a pingar. Todas as noites tinha de tomar anti alérgico e colocar carradas de neo sinefrina contra todas as recomendações médicas. Era isso, ou andar entupida o tempo todo. Tenho uma amiga que brincava comigo e dizia que eu devia era emigrar para o Brasil pois no Brasil nunca tinha nada. E era verdade... era o que me apetecia... Isso ou um nariz novo como eu contrapunha. O ano de 2012 culminou em Dezembro numa crise de sinusite com infecção respiratória que me levou a tomar antibiótico durante 3 semanas inteiras. Estava fartinha... fartinha.

Em meados de Janeiro 2013, quando tive novamente uma crise, teriam passado uns 15 dias desde a ultima toma de antibiótico, desesperei. Foi quando deu uma reportagem na televisão sobre homeopatia e seus benefícios e entrevistaram um colega meu, pai de duas meninas, uma delas que durante anos teve problemas respiratórios e que desde que era tratada através da homeopatia, tinha melhorado substancialmente. Eu nunca tinha ouvido falar deste tipo de medicina, confesso, mas como conhecia bem este meu colega, acabei por me meter com ele e perguntar-lhe que raio era isto de homeopatia. 

Ele explicou-me mais ou menos o que era e como funcionava e vi que os olhos brilhavam de felicidade ao reconhecer os benefícios da homeopatia nas suas filhas. Deu-me o contacto do homeopata que as tratava, que apesar de ser especialista em crianças, também tratava adultos e praticamente insistiu para que o contactasse.

Estava tão farta de medicamentos que o fiz imediatamente. Sem grande esperança que desse resultado em mim, pois durante 38 anos nunca nenhuma mezinha dava resultado, e mesmo os medicamentos tradicionais, por vezes eram lixados e demoravam o dobro do tempo a fazer efeito, quando davam. Mas eu já estava por tudo. Queria mesmo deixar de tomar merdas de químicos que sentia que me faziam cada vez pior. Andava triste, cansada, com as minhas defesas completamente em baixo. Já era eu que apanhava os vírus na rua e trazia para casa e consequentemente os meus filhos adoeciam. Costuma ser o contrário, mas não. Lá em casa era eu que os apanhava e transmitia aos miúdos. Tinha de colocar um travão.

E lá fui eu ao Dr. Nuno Oliveira . Demorei a ter consulta e cheguei lá em plena crise respiratória com uma tosse cavernosa há mais de 1 mês.

Contei toda a minha história desde criança até à fase adulta ao Dr. Nuno que ouvia pacientemente e anotava tudo no seu computador. Quis saber tudo sobre mim. Tudo mesmo. Não só doenças mas também como andava a minha vida, profissional e pessoal. Tudo era importante segundo ele, para fazer o quadro homeopático.

Foi estranho falar com uma pessoa que não conhecia de lado nenhum sobre assuntos que eu achava que não tinham nada a ver com a minha saúde, mas ele dizia que era importante saber. Foi como se falasse com um psicologo no fundo também. O que ele me disse, também eu já sabia. Claro que a vida que levava e todo o stress envolvente tinha influencia na minha imunidade. Eu sabia isso. Toda a gente no fundo sabe isso, mas é diferente quando outra pessoa nos diz a mesma coisa.

Ficou deveras impressionado com o meu quadro de saude e disse que o que eu tinha normalmente era o que as crianças tinham. Como se o meu corpo não tivesse conseguido criar as defesas necessárias quando era criança. E que tudo obviamente tinha sido agravado pelo excesso de medicamentos que tomava, muitas vezes provavelmente sem ser tão necessário.

E disse que me ia tratar. E eu quis acreditar que sim. Afinal, que tinha eu a perder? Arrisquei. Será que se pode dizer que foi um risco o que fiz? Hoje tenho a certeza que não. O que fiz, foi o que devia ter feito há mais tempo se conhecesse este tipo de medicina ou se tivesse tido a oportunidade de conhecer um homeopata como o Dr. Nuno há mais tempo.

Cumpri à risca o que o Dr. Nuno me receitou, as famosas bolinhas (que os incrédulos desta medicina dizem ser feitas de água com açucar).  Ele disse-me para o ir informando da evolução sempre e assim fiz. E, consoante os resultados que ia tendo, ele ia adaptando o tratamento. E eu sentia qualquer coisa diferente. Não era psicológico. Não pensem que isto é tipo magia. Mas sentia mudanças naquilo que ia sentindo. Não foi algo que tomei e que imediatamente me senti melhor ou me curei tipo milagre. Ia sentindo a tosse diferente, ia tendo sintomas diferentes. Escrevi-lhe uma vez num email que o que sentia era qualquer coisa como:

Imaginamos o meu corpo numa batalha em que existem globulos brancos (os bons) e os virus ou bacterias. Os meus globulos brancos andavam adormecidos, habituados que estavam a, cada vez que o meu corpo tinha um problema, de imediato levava com um antibiótico ou outro medicamento que substituia o trabalho que devia ser deles. Se havia os quimicos, não precisamos de trabalhar, pensariam os glóbulos brancos. Quando comecei com a homeopatia, a homeopatia deu como que uma injeção aos glóbulos brancos, obrigando-as a trabalhar e a fazer aquilo que deviam fazer no meu corpo que era combater a doença. No fundo a homeopatia dotou os meus globulos brancos da capacidade de combater o mal que estava no meu corpo. Se o meu corpo fosse um desenho animado seria isto assim. Era isso que eu sentia que estava a acontecer no meu corpo. Estranho não é?

Estranho ou não, umas 2 semanas após ter começado o tratamento homeopático, senti-me a reagir e a melhorar de dia para dia. Até que fiquei bem... mesmo bem. 

Foi o tempo diriam uns... Será? Foi mesmo? Eu não era pessoa de ir ao médico aos primeiros sintomas de uma doença qualquer, pelo contrário. Era pessoa de deixar arrastar até chegar a uma fase que já nem me aguentava em pé. Nessa altura ia ao médico e lá está, segundo eles, tinha deixado avançar de tal maneira que já não me livrava do antibiótico. Por isso o tempo, para mim... não era o motivo, porque o tempo antigamente só me fazia deixar avançar cada vez mais a doença.

Foi a primeira experiência que tive com a homeopatia e que me deixou cheia de esperança que talvez (só talvez) tivesse encontrado algo que me fizesse ter uma vida melhor.

E esta einh?

Tive mais experiências e vou conta-las todas aqui. Mas não pode ser tudo no mesmo post se não os meus leitores chateiam-se. Eu conto... a seu tempo.


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