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terça-feira, 24 de maio de 2022

Mas que raio se passou nestes ultimos 2 anos?

 

E o meu ultimo post foi, nada mais nada menos que... no inicio de 2020. Esse inicio de 2020 no qual nada, mas nada mesmo nada, nos faria pensar, o que iriamos passar nos proximos anos. Aliás, se por acaso tivesse ido à bruxa e a bruxa dissesse que a partir deste ano tudo iria ser diferente, que iamos passar uma valente pandemia como aquela que estudámos nos livros de histórias, que o teletrabalho ia ser obrigatório, depois recomendado até passar a ser uma realidade. Eu ria-me... Dizia... IMPOSSIVEL!

Mas foi... foi mesmo assim. Em Março de 2020 a vida do MUNDO INTEIRO mudou.

Apareceu um Virus chamado COVID 19 e esse virus alastrou-se ao mundo inteiro. Familias que perderam mães, pais, avós, irmãos, amigos de coração, paises que chegaram ao ponto de ter de escolher no hospital quem podia viver e quem ia morrer. Um Virus que tanto podia dar sintoma ZERO como podia levar-nos a uma cama de hospital, ligados a uma máquina durante meses. Um virus que não escolhia idades, religião, credos. Que podia afectar com mais força as pessoas de mais idade mas que trazia a surpresa de poder afectar fortemente adultos saudáveis.

Este virus colocou o MUNDO inteiro em quarentena. Nessa altura a poluição diminuiu pois não havia carros na rua, não havia aviões.

As ruas outrora cheias de gente na lufa lufa diária, cheia de turistas de máquina fotográfica ao pescoço, viam-se vazias todo o dia.

Ir à rua e encontrar alguém era quase como se estivessemos num filme zombie em que se fugia das pessoas e se atravessava a rua para o outro lado para não nos cruzarmos.

Cumprimentar passou a ser feito à distancia e depois mais tarde com o cotovelo ou pé. O beijo passou a ser algo proibido ou proibitivo. Mesmo entre familia... principalmente com os mais velhos.

A máscara cirurgica passou a fazer parte da fotografia durante muito tempo. 

E isto durou.... e dura há mais de 2 anos já.

Hoje, depois de criada uma vacina à pressão em que vacinaram idosos, adultos, adolescentes e até crianças... depois do virus ter tido variadas mutações... ainda existe... ainda morrem pessoas com o mesmo...

Verdade que depois de 2 anos, as pessoas já não estão em casa, algumas pessoas já se arriscam a andar sem máscara e a dar beijos na cara. Mas o virus ainda anda aí. Continua a ser uma realidade que sabemos que de um momento para o outro pode levar o mundo inteiro novamente a ficar em casa. 

Tantos negócios sofreram com a pandemia. Tantos outros que se fortaleceram. Nada, mas NADA ficou igual.

Foram anos estranhos com convívios adiados, festas de aniversário à distancia, Natais passados apenas com a família da própria casa. 

No Verão a coisa aliviava mas o distanciamento obrigava a planeamento. Havia aplicações para ver se a praia estava lotada ou se tinha sinal verde. Ir a um hotel de ferias obrigava a testes e corriamos o risco de perder as férias caso um de nós estivesse infectado.

Foram mesmo anos estranhos.

Por cá, eu que nunca nos meus mais fantásticos sonhos tinha sonhado ser possivel, passei a trabalhar remotamente. Primeiro por obrigação e agora por opção. São 2 dias e meio por semana livres do transito da ponte, em que giro o meu horário, em que trabalho imenso mas no conforto do meu lar. Passei a ter mais tempo para mim, para a minha familia, passei a ter uma qualidade de vida que só julguei ser possivel se mudasse de emprego, como tantas vezes pensei.

Os miudos depois de 2 anos atipicos com aulas à distancia, voltaram este ano ao presencial... depois de varios meses no presencial com máscara, retiraram o mês passado as mascaras. Alguns foi a primeira vez que viram a cara dos colegas ou dos professores ao vivo.

O COVID também nos bateu à porta. Em Janeiro deste ano tivemos os 4. Felizmente sem grandes sintomas além de tosse, dores no corpo, garganta para alguns, enxaqueca para outros. O mês passado outra variante bateu à porta de um dos meus filhos, felizmente novamente sem grandes preocupações.

Tivemos também quem nos tivesse deixado. O meu marido perdeu o pai no final de 2020 e agora no incio de 2022 perdeu a mãe.

Tempos duros estes, de perder pessoas queridas, ainda por cima em plena pandemia.

Lendo o que escrevi no inicio de 2020, sorrio. Que ilusão. 

Viajar foi mesmo isso... uma Ilusão. Por todas as razões e mais algumas.

Este ano não fiz planos. O ano passado também não. Para quê?

Este ano além da pandemia, vivemos uma GUERRA. Sim, verdade GUERRA! Na EUROPA!!!

A Russia resolveu invadir a Ucrania e a Europa toda uniu-se contra a Russia. Milhões de pessoas fugiram da Ucrania e refugiaram-se noutros paises da Europa. A gasolina e o gasóleo atingiram niveis máximos históricos e os preços de bens essenciais como pão e cereais triplicou.

Cada vez há mais gente a passar dificuldades sem ter emprego, sem ter o que comer. Passamos uma crise sem precedentes com a diferença que a crise agora é MUNDIAL.

Estou a escrever este resumo de 2 anos e nem quero acreditar. Parece história tirada de um livro de ficção.

Mas que raio se passou nestes ultimos 2 anos? Que foi isto que aconteceu ao Mundo?

Que sentimento é este que me atinge? Que se por um lado a pandemia para mim, foi a melhor coisa que aconteceu pois transformou a minha vida para melhor, por outro até parece errado pensar assim por tanta gente ter sofrido e continuar a sofrer com isso.

Custa a acreditar. Mas é assim que estamos agora. Com paises da Europa em Guerra, rezando para que esta Guerra não se torne uma Guerra Mundial. Sim, pode acontecer. Alguma vez imaginámos que iamos passar por esta pandemia? Não. Por isso tudo pode acontecer. E rezando para que este COVID 19 se vá tornando cada vez mais fraco e que não resolva de repente virar o boneco e ficar mais resistente.

A ver vamos as cenas dos proximos capitulos. 

Sem planos. Vivendo o dia o melhor que conseguirmos pois não sabemos como vai ser o dia de amanhã. LITERALMENTE.



























terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Balanço 2015

2015 foi um ano....

Tenho lido imensos blogs com um balanço de 2015 cheio de superações, cheio de feitos, cheio de novidades e concretizações de objectivos.

Tenho tentado arranjar uma palavra que descrevesse este nosso ano, mas por mais que tente não consigo. Foi um ano morno. Em que não se passou nada que valesse a pena registar. Foi um ano que passou por nós (mim) e olhando para trás, não aconteceu nada de novo. Nem velho. Simplesmente não aconteceu nada além dos ossos partidos.

E sinceramente não sei se fico feliz com isso. Não acontecer nada também é mau. É frustrante. Ainda para mais para uma pessoa como eu, que vivo com objectivos, vivo cheia de afazeres, vivo cheia de vida. Não acontecer nada significa que não me superei, que não tentei (ou tentei pouco) ou pior. Não sonhei... será que não sonhei?

Ou não sonhei com a devida força. Foi de tal modo forte esta minha sensação que na minha passagem de ano não consegui sequer desejar nada para 2016 além do básico, saúde, amor, paz e dinheiro.

Isto não sou eu. Iniciar o ano sem objectivos não sou eu. 

A verdade é que existe uma razão muito forte para esta minha falta de objectivos, falta de sonhos. Uma razão que tento não pensar muito no assunto, até porque não me adianta de nada andar a chorar pelos cantos. Uma razão que comparada com os problemas da humanidade ou de milhares de pessoas não é nada. Mas... cada um sabe de si, e cada um sabe de que forma lhe doem os calos.

2015 foi um ano em banho maria.

2016 pode continuar a ser um ano em banho maria, ou pode ser um ano de uma grande viragem da nossa vida (para o bem ou para o mal, não sei).

E esta indefinição, este banho de maria que me destrói, este aperto sempre presente. Esta coisa que me está a impedir de sonhar. Não me impede de sorrir, não me impede ser feliz, porque há um tempo que decidi que não me iria tirar o sono. Mas corrói cá dentro. Cada dia mais um bocadinho, devagarinho. E eu só quero tirar este peso de cá de dentro. Para poder voltar a sonhar e a ser livre.

PS: Não se apoquentem porque mais uma vez não é nada que não se resolva a seu tempo. Leva é tempo.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Olhem sempre para o lado positivo da vida

Por vezes, sem eu dar por isso acabo por fazer de psicóloga das minhas amigas e amigos. Quem sabe ser psicóloga não é a minha verdadeira vocação? Sem desprimor por aqueles que estudaram psicologia e são verdadeiros psicólogos, acho realmente que tenho algum jeito para isto, quanto mais não seja porque me considero uma boa ouvinte. Ajuda o facto de ter alguma experiência de vida e ser completamente open minded. Eu própria não tenho vergonha nenhuma de dizer que já recorri a verdadeiros psicólogos em determinadas alturas da minha vida e francamente ajudaram-me imenso. E sempre que acho que os meus amigos precisam de recorrer a um verdadeiro psicólogo não tenho problema nenhum em recomendar.

Há uns dias uma amiga minha que está a ultrapassar uma depressão pós parto ligou-me tristíssima pois achava que a vida dela não era como desejava e estava triste por isso. Esperava muito mais da vida agora que era mãe. Não ajudava o facto de estar desempregada e morar num sitio um pouco isolado. Eu ouvi-a com atenção e carinho. Alguma tristeza também porque a conheço há bastante tempo e sei que se ela diz que se sente assim, é porque se sente mesmo, mesmo mal. Mas, como amiga que sou dela, o meu papel nisto é não só ouvi-la mas acima de tudo levantar-lhe a cabeça. Mostrar-lhe de todas as formas que consigo que a vida é bela e que só depende de nós sermos felizes.

E eu acredito mesmo nisto? Cada vez mais... Todos nós temos os nossos altos e baixos, dias melhores e dias piores. Numa relação amorosa ninguém é perfeito, o homem tem o seu feitio e nós temos o nosso e por mais que as duas personalidades se conjuguem, levante a mão quem NUNCA, mas NUNCA achou que a relação podia ser melhor. Porque há sempre, sempre... qualquer coisa que podia ser melhor. Nós somos uns seres por natureza insatisfeitos e perfeccionistas. Minimizarmos os defeitos e as insatisfações é um trabalho que tem de ser feito por nós todos os dias! Cada vez mais, pois a vida não é fácil e está realmente cada vez mais complicada. Todos os dias temos de pesar na balança as coisas positivas que temos e as coisas negativas que aconteceram. E temos de dar ponderações a tudo. Não é porque nos parece que tudo na vida nos corre mal que temos de ser infelizes ou estar insatisfeitos. Temos de olhar sempre para o lado bom da vida e encontrar aquilo que nos faz felizes e dar uma ponderação de 200% a esse pormenor que nos faz felizes.

"O meu marido está sempre a viajar e raramente consegue estar comigo?" É chato mas eu gosto dele. Ele gosta de mim e os momentos em que está verdadeiramente comigo valem ouro. Agarrem-se a isso.

"O pai dos meus filhos está ausente, não participa nas tarefas de casa, não brinca, não passeia comigo?" Mas gosta dos filhos certamente. Aproveitem vocês para brincar, rir, passear com os vossos filhos. Arranjem amigas, passeiem no jardim e aproveitem cada sorriso que o(s) vosso(s) filho(s) vos dão por estarem lado a lado com eles. Divirtam-se com os vossos filhos e ignorem o resto. É dificil? Não. Não é... aquele sorriso vale tudo, acreditem.

"Não consigo arranjar emprego, não tenho dinheiro para nada. " Isto é dificil é verdade. Mas... pensem no que gostariam de fazer e reinventem-se. Vão à luta e acima de tudo nunca percam a esperança de que amanhã, o dia pode ser melhor.

"Não gosto do que faço. Estou farta de aturar gente parva." Mas têm emprego! Que nos dias que correm é um luxo. Agarrem-se ao que está fora de portas, aguardem pelas 18 horas, apreciem o sol (quando há) da hora de almoço para respirarem ar puro (quando não há sol não faz mal... respirem fundo). Abracem os vossos companheiros e os vossos filhos quando chegarem a casa, apreciem os fins de semana, os vossos verdadeiros amigos. E olhem para a vossa conta bancária. Ok. Aqui podem se enervar novamente. Mas pensem que podia ser pior... bem pior... 

A única coisa que não tem concerto, é a morte. Mesmo na saúde que é das coisas mais complicadas de ser resolverem, nunca podemos matar a esperança de um dia melhor. Nem que seja porque neste preciso momento, estamos vivos!

Always look on the bright side of life.




Some things in life are bad
They can really make you sad
Other things just make you swear and curse
When you're chewing on life's gristle
Don't grumble, give a whistle
And this'll help things turn out for the best...
And...
...always look on the bright side
of life...
(Whistle)
Always look on the light side
of life...
(Whistle)
If life seems jolly rotten
There's something you've forgotten
And that's to laugh and smile and dance and sing
When you're feeling in the dumps
Don't be silly chumps
Just purse your lips and whistle
- that's the thing.
And...always look on the bright
side of life...
(Whistle)
Come on.
Always look on the right side
of life...
(Whistle)
For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain
with a bow
Forget about your sin - give the
audience a grin
Enjoy it - it's your last chance
anyhow.
So always look on the bright side
of death...
(Whistle)
a-Just before you draw your terminal breath...
(Whistle)
Life's a piece of shit, when you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true
You'll see its all a show, keep 'em laughin as you go
Just remember that the last laugh is on you
And...
Always look on the bright side
of life...
(Whistle)
Always look on the right side
of life...
C'mon Brian, cheer up
Always look on the bright side
of life...
Always look on the bright side
of life...
Worse things happen at sea you know.
I mean - what have you got to lose?
You know, you come from nothing
- you're going back to nothing.
What have you lost? Nothing.
Always look on the right side
(I mean) of life...
what have you got to lose?
You know, you come from nothing
- you're going back to nothing.
What have you lost?
Always (Nothing.) look on the right side of life...
Nothing will come from nothing ya know what they say?
Cheer up ya old bugga c'mon give us a grin!
There ya go, see!
Always look on the right side of life...
(Cheer up ya old bugga c'mon give us a grin! At same time)
There ya go, see!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Saudades...

Quando era mais nova fartava-me de viajar. Fartar não é bem a palavra pois uma pessoa nunca se farta de viajar, de conhecer novos países, novas culturas, novas pessoas. É tão bom alargar mais o nosso conhecimento sobre o mundo que nos rodeia. Eu adoro, confesso. É uma das coisas que eu faria com certeza se me saísse o euro milhões... a volta ao mundo tranquilamente, conhecendo cada recanto. Antigamente, no tempo AF (antes dos filhos), todos os anos eu fazia pelo menos uma viagem longa. Na loucura fazia 2 ou 3. Não conheci muita coisa ainda assim. Estive em Inglaterra (Londres), Espanha (Madrid, Barcelona, Sul de Espanha e Ibiza), Cuba, Republica Dominicana, Brasil (Porto Seguro, Salvador da Bahia, Tibau do Sul e Pipa), Marrocos, Egipto, Holanda (Amesterdão), Cabo Verde (Ilha do Sal). Algumas viagens foram autenticas viagens de sonho. Aliás, todas elas eu diria que foram viagens de uma vida porque todas sem excepção tiveram um significado muito grande para mim. DF (Depois dos filhos) destas viagens todas só uma foi dessa altura - Barcelona. Portanto eu diria que estes últimos 6 anos, apesar de terem sido anos riquíssimos em termos pessoais pois o crescimento dos nossos filhos ocupa-nos por inteiro a cabeça e a alma, foram miseráveis em termos de conhecimento mundano. 

E eu tenho muitas saudades de voltar a conhecer mundo. E tenho uma secreta esperança que não faltará muito para voltar a faze-lo. Neste momento, o nosso maior impedimento são os €€€ que não abundam e que nos faz prioritizar as nossas necessidades. Mas sou uma pessoa positiva e de fé, por isso tenho a certeza que um dia não muito longinquo voltaremos a ter na nossa lista de afazeres uma ou outra viagem. Há tanto sitio que adoraria conhecer... tantos sitios... outros até onde gostaria de voltar. Com filhos também porque não e outras simplesmente para namorar. Há espaço para tudo na nossa vida. Viagens em familia, a 2, com amigos e amigas. 

Felizmente, nestas viagens que fiz posso dizer que foram viagens que me preencheram imenso. Onde tive amizade, alegria, divertimento, amor, descanso. Todas elas valeram bem a pena e voltaria a faze-las exatamente da mesma maneira.

Ainda sou nova. Há quem diga que é aos 40 que a vida começa. :) Eu não diria começa mas sim... recomeça. Uma vida bem preenchida e muito feliz.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Que tal de vida no campo...

Mini férias passadas, ficou aquele saborzinho a pouco ou nada. Queriamos mais... muito mais... Ora pois que as férias correram muito bem, os miudos portaram-se lindamente e divertimo-nos como se não houvesse amanhã. Cansativas, muito cansativas. Realmente nós pais de gémeos não descansamos nas férias, descansamos é a trabalhar, mas valeu imensamente a pena.

Os dias na Barragem da Aguieira foram passados mais ou menos pois o tempo não foi nosso amigo e a chuva acompanhou-nos durante os 2 dias que permanecemos lá. Deu para ir à serra da Estrela e até deu para apanharmos um nevão no caminho. Os miudos detestaram mas eu, a louca da familia delirei pois tinha sido a 2ª vez que via cair neve (a 1ª vez foi quando nevou em Carnaxide). A minha vontade era sair do carro e libertar a criança que há em mim fazendo bolas de neve e escorregando pela neve. Infelizmente a loucura foi contida pois com o frio que se fazia sentir a criançada nem conseguia pôr o nariz fora do carro.

Depois desses dias na Barragem fizemos uma escala na Figueira da Foz e aproveitámos para ir ao Portugal dos Pequeninos. Já não ia lá faz tempo. E gosto tanto daquilo. Realmente acho que parte de mim ainda não cresceu pois continuo a achar imensa piada aquelas casinhas todas. Diverti-me com o divertimento dos meus filhos que também andavam delirantes a entrar e sair das casinhas miniaturas.

Descendo para Lisboa, visitámos outro dia, o Jardim Zoológico. Desta vez os meus pipocas já adoraram tudo aquilo. Apontavam para os macacos, riam-se com as palhaçadas, surpreendiam-se com a dimensão das girafas e dos elefantes e com a imponencia dos tigres. Batiam palmas ao som da musica e davam gritinhos de alegria com os pulos dos golfinhos e dos acrobatas treinadores. A criança que há em mim também adorou os golfinhos. Aqueles bichinhos tão simpáticos. O que eu gostava de um dia ainda poder vir a nadar ao lado dos golfinhos. Não com aquelas excursões em que apenas se mergulha faz-se uma festinha e pronto... gostava mesmo de nadar com um golfinho, à vontade. Acho o bicho tão simpático.

Depois... bem, depois resolvemos continuar as nossas férias. A minha cunhada aliciou-nos para um programa diferente. Ela estava alojada num turismo rural, aqui. Que coisa espectacular! Os donos da herdade, uma simpatia de pessoas, levaram-nos a um passeio de jipe pela herdade. Vimos as cabras, as vacas, os porcos pretos. Foi supreendente a forma como a herdade estava organizada. O dono era nada mais nada menos que um ex administrador da PT que um dia resolveu largar tudo e dedicar-se à vida no campo. O stress de outrora foi substituido pela ordenha das cabras. O meu JP só olhava para mim com aqueles olhos abertos que diziam... bebé, eu quero isto para mim! E eu pensava... eu também! A vontade de largar tudo foi tanta que a primeira coisa que ele fez quando chegou foi pesquisar a legislação existente e apoios para procurar a viabilidade de um projecto semelhante. Ok, eu sei, se calhar estamos a ser muito sonhadores mas... qual o mal de sonhar? Há sonhos menos possiveis de concretizar do que estes! Se eu podia continuar a viver em Lisboa e continuar a trabalhar que nem uma louca para outras pessoas? Podia... mas não era a mesma coisa! E pensando nos nossos filhotes... quem disse que no interior não podiam ter uma boa educação? Ai! Que vontadinha de mudar de vida...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Esperança!!!! Muita Esperança para 2009!

Mais um ano que passou. Foi um ano muito atribulado este, principalmente financeiramente. A prestação da casa aumentou 50%, a gasolina andou pela hora da morte. Houve tempos de um sufoco enorme. Dizem que as perspectivas para 2009 não são as melhores. Dizem que vai ser um ano dificil. Mais dificil que este? O ano 2008 foi na minha opinião o mais dificil de sempre, principalmente porque não estavamos à espera que fosse tão complicado. Os aumentos apanharam-nos desprevenidos e muita gente não teve capacidade para os acompanhar, endividando-se desmesuradamente. Aqui por casa, ultrapassámos... com dificuldade é certo. Muita coisa acabou por ser adiada. Mas conseguimos... este ano já estamos todos à espera das dificuldades... já estamos preparados. Já sabemos que não vamos conseguir ir de férias aquele lugar de sonho, já sabemos que não podemos renovar o guarda roupa como desejavamos, já sabemos que não podemos comprar determinadas coisas. Estamos com esperança de conseguir concretizar alguns pequenos objectivos. Estamos com esperança que a prestação da casa baixe novamente e volte a niveis mais seguros.

Esperamos também que este ano tenhamos todos muita saude. O ano 2008 foi muito dificil para mim a este nivel. O ultimo semestre foi terrivel para mim em termos de saude. O cansaço não me deixou reabilitar-me devidamente e apanhei todo e qualquer tipo de virus que andaram no ar.


Este ano resolvi cuidar de mim novamente. Ter filhos é optimo, mas não nos podemos esquecer que também existimos. Não nos podemos desleixar. Não podemos deixar que o cansaço nos vença. Temos de lutar contra o cansaço, sermos mais fortes ainda... é possivel? Tem de ser possivel. Se deixarmos de gostar de nós, ninguém gostará. Ficamos tristes e amarguradas, sem paciência sem alegria no rosto. Como transmitir felicidade se não estamos felizes?



Este é o meu objectivo primário. Voltar a ser feliz comigo mesma... afinal de contas... neste momento tenho um companheiro excelente, uma familia optima, dois filhos lindos e maravilhosos. Só falto eu... voltar a ser linda e maravilhosa, ou pelo menos... sentir-me linda e maravilhosa... SER FELIZ!!!!!


Como é tradição, no decorrer das 12 badaladas, enquanto se enfiam as passas na boca, devemos pedir 12 desejos. Os meus foram:

- Muita saude para toda a familia;
- Amor;
- Dinheiro;
- Paciência;
- Paz;
- Emprego melhor;
- Ser feliz;

Não foram 12 desejos, foram 7, mas foram desejados com a força de muitos mais... por isso, pode ser que se concretizem...

FELIZ 2009 para todos!!!!! Que seja um ano em grande para todos os que me são queridos!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Uma grande "familia"...

Acabei de ter um almoço, que me encheu de alegria. Almocei com as minhas antigas colegas da empresa de consultoria onde trabalhei. Já aqui tinha falado disso... o que eu adorei trabalhar lá. Era, o que se pode chamar de uma autêntica grande familia. E o mais engraçado, é que 8 anos depois, continuamos a sentir que fazemos parte de uma grande familia. A empresa onde trabalhavamos foi uma autêntica escola. Crescemos muito, aprendemos muito e fez de nós as profissionais que somos hoje em dia. Já pouca gente resta que ainda trabalha nessa empresa e segundo essas pessoas... há 8 anos que deixou de ser aquilo que era. A crise instalou-se e fez com que todos nós dispersássemos, uns mais tarde, outros mais cedo. Fomos mantendo o contacto via novas tecnologias e de vez em quando lá vamos marcando um almoço ou outro. Hoje foi mais um, como já não faziamos há muito, muito tempo. Não conseguimos juntar toda a gente, era dificil, mas conseguimos reunir algum do mulherio, eramos 6, mas somos muitas mais. Mas foi óptimo. Adorei rever a Carlinha, minha amigona de sempre e grande companheira, a Barbara que está lindissima e irradeia felicidade. Revi ainda duas outras colegas minhas, essas que já não via mesmo há 8 anos, a Elmana e a Carla. Ficaram a faltar a Sofia, que estava desejosa de a ver e a Cristina, querida amiga que também já não vejo há bastante tempo, a Helena, a Isabel e a Elsa as duas controllers tal como eu era. Um almoço a repetir com toda a certeza e quem sabe um dia nos consigamos reunir todinhas. Acabei o almoço, mais uma vez, com uma grande nostalgia pelo tempo em que trabalhávamos juntas. Falámos de tanta coisa, antigos chefes, antigos colegas, tantas novidades. 1 hora e meia foi pouco tempo para pormos a escrita em dia. Adoro-vos a todas...

No passado fim de semana tivemos mais um almoço da antiga familia. Desta vez foi almoço com os antigos controllers dessa empresa, Ricardo, Elsa, Pedro, José, Nuno e Isabel, com respectivos companheiro(as) e filharada. Eramos 11 e 8 crianças, contando com os meus. Todos os anos temos tentado reunirmo-nos e é sempre uma grande emoção quando chega o dia do convivio. O ano passado não houve oportunidade para fazermos o almoço, então este ano esmeramo-nos e fomos almoçar ao restaurante azenhas do mar . Foi pena o tempo não ter ajudado pois estava um temporal imenso, mas mesmo assim foi muito bom revermo-nos. A criançada não nos deixou conversar como gostariamos mas, faz parte. Já foi bom conseguirmos juntar-nos.

Ai, ai... será que algum dia vou voltar a trabalhar num sitio assim? Será que algum dia vou voltar a sentir a mesma sensação de familia que senti e ainda sinto por eles? Quem sabe...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Lembranças

Hoje almocei com 2 ex colegas meus da faculdade, a S e o R. Faziam parte do meu grupinho de estudo no ultimo ano da universidade à noite. Foi girissimo revê-los. Já passaram 13 anos desde o fim do curso, no entanto para nós não pareceu assim tanto tempo. Aquelas pessoas fizeram parte de um pedaço tão importante da minha vida. A ultima vez que nos tinhamos visto, tinha sido há mais de 3 anos e por circunstâncias da vida perdemos o contacto uns com os outros de repente. Por outras circunstâncias da vida, voltámos a reencontrar-nos 3 anos depois. A vida é mesmo assim. Passámos de adolescentes cheios de esperança, a adultos responsáveis, pais de filhos, com um bom emprego (dentro dos possiveis) e continuamos cheios de esperança de dias melhores. Foi bom ver que todas as pessoas que faziam parte daquele nosso grupinho se encontravam bem a todos os niveis. O R foi quem conseguiu nunca perder o contacto com ninguém e falou-nos de todos, um por um. O nosso grupo era formado por 7 pessoas e tinhamos por habito reunirmo-nos em minha casa ou no café da auto-estrada que carinhosamente apelidavamos de IBIS pois o Hotel Ibis ficava mesmo ao lado. Foram longas as noites que passámos a estudar Estatistica II, uma cadeira que todos tinhamos em atraso e todos conseguimos passar com distinção (Eu tive 14 valores). Estudavamos Investigação Operacional, outra das atrasadas, Gestão Financeira Internacional, entre outras. Tinhamos um optimo relacionamento de estudo. Davamo-nos lindamente e puxávamos imenso uns pelos outros. Foi um companheirismo que eu nunca tinha sentido nos primeiros 3 anos da universidade e só o senti quando passei para aquela turma da noite. Todos nós eramos trabalhadores estudantes. Por vezes tinhamos de faltar às aulas. Nem era preciso dizer nada pois havia sempre alguém que tinha tirado cópia dos apontamentos da aula do dia anterior que tinhamos faltado. Riamos imenso nos intervalos, falávamos imenso, coisas sérias, coisas a brincar. A média de idades do nosso grupo ia dos 21 anos aos 50. Eu era a mais nova. Ambicionava na altura ter uma empresa propria. Ainda a cheguei a criar, mas a ambição falou mais alto e não deu certo. Passados 13 anos cá estamos nós. Diferentes e no fundo iguais a nós proprios e aquilo que eramos. Mais crescidos, mais maduros, mais experientes. Dou graças a Deus ter ido parar aquela turma no ultimo ano. Foi graças a eles que consegui fazer 14 cadeiras num ano e ter a média mais alta dos 4 anos de faculdade. Nunca me vou esquecer disso. As pessoas importantes não se esquecem nem que passe 100 anos. Ainda bem que nos voltámos a ver. E espero que brevemente consigamos marcar o "tal" jantar com o resto do grupo e acompanhantes. Ficou a promessa. Espero que não passem mais 3 anos sem nos vermos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Barack Obama! Mudança Será?

Hoje às 4 da manhã em Portugal foram conhecidos os resultados das eleições americanas para a presidência. A disputa era entre McCain, o candidato republicano e Barack Obama o candidato democrata e quiça o primeiro presidente negro da historia dos USA.

Pela 1ª vez nos EUA é eleito um candidato afro-americano como Presidente! 145 anos após o final da escravatura, 40 anos depois do célebre discurso do Martin Luther King ("I have a dream")... Onde quer que estejas Luther, estarás feliz certamente!

"Barack Obama venceu em todas as frentes. Ultrapassou os 270 votos no colégio eleitoral, venceu mais estados e teve mais votos no total nacional.

De acordo com a CNN, o senador democrata bateu o senador republicano e obteve 338 grandes eleitores contra 163 de John McCain.

Barack Obama torna-se aos 47 anos o primeiro afro-americano a ser eleito Presidente dos Estados Unidos da América. "

In sapo

"A afluência às urnas nas eleições de ontem nos Estados Unidos foi de cerca de 66 por cento, o que constitui um recorde que nunca tinha sido ultrapassado desde há cem anos, nas eleições de 1908, de acordo como o “site” especializado RealClearPolitics.

O democrata Barack Obama arrebatou ontem uma vitória clara, com 52 por cento dos votos contra 47 por cento do seu adversário republicano John McCain, de acordo com resultados ainda não definitivos.

Em 1960, a taxa de participação, na eleição que deu a vitória a John Fitzgerald Kennedy, tinha sido de 63,1 por cento.´

Em 2004, quando George W. Bush foi reeleito, a participação tinha sido de 55,3 por cento."


In Publico



"Se alguém ainda duvida, que a América é o local onde todas as coisas são possiveis,que ainda pergunta se o sonho dos nossos fundadores continua vivo, que ainda questiona o poder da nossa democracia, esta noite é a vossa resposta. Este é o nosso momento, esta é a altura de regressarmos ao trabalho, de abrir portas de oportunidades para os nossos filhos, de restaurar a prosperidade e promover a paz, de exigir o sonho americano, de reafirmar a verdade fundamental de que mais do que muitos somos um, de que enquanto respirarmos temos esperança, de que ao cepticismo e à esperança e àqueles que nos dizem que não podemos, damos a resposta que sintetiza o espirito de um povo: sim nós conseguimos. "Yes we can!

Discurso de Vitória de Barack Obama

Não sou muito de política mas confesso que estava em pulgas com estas eleições. Não só porque não gostava do outro candidato, o McCain, não ia à bola com a cara dele mas principalmente porque os discursos do Obama restituiam em mim a esperança de que se havia alguém que tinha poderes para mudar o mundo, esse alguém seria ele. Afinal de contas estavamos a falar das eleições presidenciais da maior potência mundial. Espero que ele não nos desiluda pois acho que nunca um candidato teve tantos apoiantes e simpatizantes pelo mundo fora como teve o Obama. Espero que ele consiga concretizar todos os objectivos a que se propôs e que o deixem liderar o país. Espero que pelo facto de ser o primeiro presidente negro não haja atentados à sua vida e tentativas de porem um ponto final na vida dele. Deixem-no trabalhar. Haja esperança que a mudança dos USA seja para melhor e que esta mudança se reflicta em todo o mundo! Tenho consciencia que não será do dia para a noite.
Como Obama diz no seu discurso também: " O caminho será longo e íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou sequer num mandato, mas nunca tive tanto a certeza, como tenho hoje, de que lá chegaremos".
Eu tenho esperança... Eu fiquei com esperança! Parabéns Barack Obama e bom trabalho.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Mudar de Vida!

Há muito tempo que ando com alguma vontade de mudar de vida. Já trabalho na área financeira vai fazer 12 anos. É muito, muito tempo. Fui sempre subindo de carreira e posso dizer que praticamente cheguei ao topo. Acontece que a área financeira depois de muito tempo, satura, a não ser que se adore aquilo que se faz. Eu entrei na área financeira por acaso. Queria trabalhar, ainda na universidade e surgiu uma oportunidade de fazer contabilidade na empresa onde o meu pai trabalhava. Aproveitei. Quando me licenciei, contou a experiência que tinha adquirido antes e sai da empresa onde estava a trabalhar, para entrar na banca, também na área financeira. Passados 3 anos, fartei-me de andar ao sabor das fusões dos bancos e sai por iniciativa propria precisamente quando fiquei efectiva no banco. Entrei para uma empresa de consultoria para ser controller. Adorei este emprego. Adorei a equipa com que trabalhava. Tudo. Mas as coisas não correram bem e a crise instalou-se na empresa de consultoria que acabou por abrir falência 6 meses depois de eu resolver ir embora também por iniciativa própria. Entrei então onde estou, para um lugar excelente, com umas condições muito boas. Nem tudo são rosas., claro. Mas estagnei. Sinto que ainda sou nova e posso fazer muito mais. Tenho muito mais para dar. Tenho-me envolvido em diversos projectos aqui para colmatar a monotonia do trabalho financeiro. Alguns dos projectos são informáticos. Tenho vindo com uma colega, a implementar vários sistemas de controlo de gestão e... surpresa das surpresas... acabo de verificar que a area informática, a área dos softwares de gestão é uma área que me fascina imenso... e... parece que até tenho bastante jeito. Adoro pesquisar os softwares, encontrar soluções para problemas existentes através da informática. Pena que este projecto onde estou vá acabar e aí voltará a rotina do dia a dia.


Outro sonho que tenho, mas esse bem mais dificil de concretizar é o de escrever um livro. Já disse aqui que adoro escrever. Não sei se tenho jeito ou não mas é um dos meus maiores prazeres. Por tantas vezes começo a escrever o "tal" livro mas desisto porque penso que é inutil. Há tanta gente como eu que gostava de escrever um livro e provavelmente tem muito mais jeito que eu. Ainda se eu fosse VIP, bastava querer, nem era preciso jeito. Mas sou uma miuda perfeitamente normal e perfeitamente desconhecida.

Quero trabalhar! Quero levantar-me da cama com um sorriso por ir fazer algo que gosto! Sou boa no que faço... isso eu sei, ou não tinha chegado onde cheguei. Também não quero ir de cavalo para burro obviamente. Mas estou disposta a fazer alguns sacrificios para me sentir bem no local de trabalho. Afinal é onde passamos praticamente mais de metade da nossa vida.

E que tal um franchising pergunta-me sempre o meu querido maridinho... ah pois é... e onde é que está o dinheiro para investirmos no negócio?

Enfim... como já diria alguém... "porca miséria!"