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terça-feira, 24 de maio de 2022

Mas que raio se passou nestes ultimos 2 anos?

 

E o meu ultimo post foi, nada mais nada menos que... no inicio de 2020. Esse inicio de 2020 no qual nada, mas nada mesmo nada, nos faria pensar, o que iriamos passar nos proximos anos. Aliás, se por acaso tivesse ido à bruxa e a bruxa dissesse que a partir deste ano tudo iria ser diferente, que iamos passar uma valente pandemia como aquela que estudámos nos livros de histórias, que o teletrabalho ia ser obrigatório, depois recomendado até passar a ser uma realidade. Eu ria-me... Dizia... IMPOSSIVEL!

Mas foi... foi mesmo assim. Em Março de 2020 a vida do MUNDO INTEIRO mudou.

Apareceu um Virus chamado COVID 19 e esse virus alastrou-se ao mundo inteiro. Familias que perderam mães, pais, avós, irmãos, amigos de coração, paises que chegaram ao ponto de ter de escolher no hospital quem podia viver e quem ia morrer. Um Virus que tanto podia dar sintoma ZERO como podia levar-nos a uma cama de hospital, ligados a uma máquina durante meses. Um virus que não escolhia idades, religião, credos. Que podia afectar com mais força as pessoas de mais idade mas que trazia a surpresa de poder afectar fortemente adultos saudáveis.

Este virus colocou o MUNDO inteiro em quarentena. Nessa altura a poluição diminuiu pois não havia carros na rua, não havia aviões.

As ruas outrora cheias de gente na lufa lufa diária, cheia de turistas de máquina fotográfica ao pescoço, viam-se vazias todo o dia.

Ir à rua e encontrar alguém era quase como se estivessemos num filme zombie em que se fugia das pessoas e se atravessava a rua para o outro lado para não nos cruzarmos.

Cumprimentar passou a ser feito à distancia e depois mais tarde com o cotovelo ou pé. O beijo passou a ser algo proibido ou proibitivo. Mesmo entre familia... principalmente com os mais velhos.

A máscara cirurgica passou a fazer parte da fotografia durante muito tempo. 

E isto durou.... e dura há mais de 2 anos já.

Hoje, depois de criada uma vacina à pressão em que vacinaram idosos, adultos, adolescentes e até crianças... depois do virus ter tido variadas mutações... ainda existe... ainda morrem pessoas com o mesmo...

Verdade que depois de 2 anos, as pessoas já não estão em casa, algumas pessoas já se arriscam a andar sem máscara e a dar beijos na cara. Mas o virus ainda anda aí. Continua a ser uma realidade que sabemos que de um momento para o outro pode levar o mundo inteiro novamente a ficar em casa. 

Tantos negócios sofreram com a pandemia. Tantos outros que se fortaleceram. Nada, mas NADA ficou igual.

Foram anos estranhos com convívios adiados, festas de aniversário à distancia, Natais passados apenas com a família da própria casa. 

No Verão a coisa aliviava mas o distanciamento obrigava a planeamento. Havia aplicações para ver se a praia estava lotada ou se tinha sinal verde. Ir a um hotel de ferias obrigava a testes e corriamos o risco de perder as férias caso um de nós estivesse infectado.

Foram mesmo anos estranhos.

Por cá, eu que nunca nos meus mais fantásticos sonhos tinha sonhado ser possivel, passei a trabalhar remotamente. Primeiro por obrigação e agora por opção. São 2 dias e meio por semana livres do transito da ponte, em que giro o meu horário, em que trabalho imenso mas no conforto do meu lar. Passei a ter mais tempo para mim, para a minha familia, passei a ter uma qualidade de vida que só julguei ser possivel se mudasse de emprego, como tantas vezes pensei.

Os miudos depois de 2 anos atipicos com aulas à distancia, voltaram este ano ao presencial... depois de varios meses no presencial com máscara, retiraram o mês passado as mascaras. Alguns foi a primeira vez que viram a cara dos colegas ou dos professores ao vivo.

O COVID também nos bateu à porta. Em Janeiro deste ano tivemos os 4. Felizmente sem grandes sintomas além de tosse, dores no corpo, garganta para alguns, enxaqueca para outros. O mês passado outra variante bateu à porta de um dos meus filhos, felizmente novamente sem grandes preocupações.

Tivemos também quem nos tivesse deixado. O meu marido perdeu o pai no final de 2020 e agora no incio de 2022 perdeu a mãe.

Tempos duros estes, de perder pessoas queridas, ainda por cima em plena pandemia.

Lendo o que escrevi no inicio de 2020, sorrio. Que ilusão. 

Viajar foi mesmo isso... uma Ilusão. Por todas as razões e mais algumas.

Este ano não fiz planos. O ano passado também não. Para quê?

Este ano além da pandemia, vivemos uma GUERRA. Sim, verdade GUERRA! Na EUROPA!!!

A Russia resolveu invadir a Ucrania e a Europa toda uniu-se contra a Russia. Milhões de pessoas fugiram da Ucrania e refugiaram-se noutros paises da Europa. A gasolina e o gasóleo atingiram niveis máximos históricos e os preços de bens essenciais como pão e cereais triplicou.

Cada vez há mais gente a passar dificuldades sem ter emprego, sem ter o que comer. Passamos uma crise sem precedentes com a diferença que a crise agora é MUNDIAL.

Estou a escrever este resumo de 2 anos e nem quero acreditar. Parece história tirada de um livro de ficção.

Mas que raio se passou nestes ultimos 2 anos? Que foi isto que aconteceu ao Mundo?

Que sentimento é este que me atinge? Que se por um lado a pandemia para mim, foi a melhor coisa que aconteceu pois transformou a minha vida para melhor, por outro até parece errado pensar assim por tanta gente ter sofrido e continuar a sofrer com isso.

Custa a acreditar. Mas é assim que estamos agora. Com paises da Europa em Guerra, rezando para que esta Guerra não se torne uma Guerra Mundial. Sim, pode acontecer. Alguma vez imaginámos que iamos passar por esta pandemia? Não. Por isso tudo pode acontecer. E rezando para que este COVID 19 se vá tornando cada vez mais fraco e que não resolva de repente virar o boneco e ficar mais resistente.

A ver vamos as cenas dos proximos capitulos. 

Sem planos. Vivendo o dia o melhor que conseguirmos pois não sabemos como vai ser o dia de amanhã. LITERALMENTE.



























quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Bem vindo 2020

Como já faz parte deste blog, não posso deixar de escrever a mensagem de ano novo habitual. Porque sim, porque me faz bem. Porque gosto de lembrar os meus pensamentos. Porque fazem parte de mim.

Hoje não foi excepção e antes de escrever, quis ler o que tinha escrito exactamente há 1 ano atrás. 

Estes últimos dias tenho andado com uma sensação agridoce de quem não sabe muito bem o que esperar, o que sentir, o que desejar. É estranho efectivamente para mim andar nesta nova fase. Não é propriamente mau porque não pode ser má uma coisa que nos dá uma certa tranquilidade. Ao reler as minhas palavras do ano passado, sinto exactamente o mesmo este ano. Talvez uma pequena diferença. Aquela vontade, aquela coisa que sinto às vezes que me faz falta... que é novos objetivos. Porque o sonho comanda a vida e porque a vida também é feita de objetivos. O não ter grandes objetivos definidos, além daquele que continua a ser o mesmo desde sempre que é o clássico emagrecer, faz-me sentir estranha.

Verdade que não me posso queixar neste momento da minha vida profissional pois continuo motivada mas talvez o facto de sentir que preciso de mais dinheiro, me faça sentir que preciso de fazer mais além disto. Preciso de mais dinheiro porquê? Porque quero viajar este ano. Gostava muito deste ano poder fazer uma ou duas viagens. Uma a 4 e uma a 2. Tenho uma absoluta necessidade de viajar já que foi algo que não aconteceu o ano passado. Mas depois, quando começamos a avaliar os preços de uma viagem a 4 por exemplo, só me apetece dizer asneiras. É tudo uma questão de prioridades diria alguém e digo eu... Mas a verdade é que não teria que ser assim. Se tivesse mais dinheiro. Portanto é isto.

Este ano, além do clássico emagrecer, do óbvio que é termos todos saudinha, gostava de ter mais dinheiro para poder fazer as viagens que quero sem ter que abdicar de coisas que também, gosto de fazer. 

O problema é que não sei como fazer para ter mais dinheiro já que a minha vida é isto.  Raios. Hoje se calhar não foi bom dia para escrever. Às vezes quando escrevo, entusiasmo-me e vou à luta. Mas acho que me conformei com esta minha vida agora, com esta tranquilidade e paz. Não consigo ver neste momento mais além. 

Vamos lá então ver o que é que esta nova década, os anos 20 do século XXI me reservam. Vou estar atenta na minha paz e acreditar que a oportunidade se tiver de vir, eu vou agarrá-la. Venha lá então 2020. 


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Vida a contra relógio

O despertador toca implacável. O corpo ainda dormente pede mais descanso. Fecha-se os olhos só mais um bocadinho....
.... Quando se abrem novamente começa a corrida a contra relógio. Mais um dia. Acordar miúdos aos beijos e abraços (para violência matinal já basta o nosso despertador). Pequeno almoço que se leva para o caminho. Pára-arranca numa fila interminável. E as horas a passarem a correr. No trabalho o telefone toca, o email urgente que tem de se responder, o chefe que insiste no prazo daquele trabalho que estamos a terminar. Ao almoço corre-se para o ginásio mas nem aí o tempo pára. Corre-se, pula-se, respira-se, sua-se. Alma renovada mas cansada. Banho revigorante, compras de ultima hora e corre-se para a sessão da tarde no trabalho. Almoça-se lá rapidamente a marmita que se trouxe de casa. Mais um telefonema, um email, contas de fornecedores e estado para pagar. Reunião e já é hora de voltar. Mais pára-arranca numa outra fila que parece não ter fim. Levar miúdos ao futsal ou ficar a fazer o jantar. A segunda opção normalmente. A primeira fica por conta do pai. Chegam miúdos, tomam banho e mesa para jantar. Berra-se desnecessariamente nesta altura por conta do cansaço e da pressa do dia. Berra-se com todos indiscriminadamente e todos berram. Arruma-se a cozinha e já é hora de colocar miúdos na cama. São 23h quando finalmente respiramos. Temos sorte ainda assim. E assim começa outro dia. #pressadeviver #otempovoa


quarta-feira, 16 de março de 2016

Gritar, gritar, desesperar

Em todo o lado se vêm textos com verdades absolutas e incontornáveis sobre aquele tema tão sensível para nós mães que é gritar ou não gritar com os nossos filhos. Textos que lemos e relemos, concordamos, partilhamos com outras mães e pais e tentamos lembrar-nos dos mesmos de cada vez que o(s) nosso(s) filhos resolvem chagar-nos a cabeça. A culpa é nossa e não deles. Nós é que somos os culpados e não eles. Nós é que temos de nos controlar e não eles. Há milhares de outras formas de os chamar a atenção sem ser a gritar e a bater. E o sentimento de culpa que fica depois de nos termos passado da marmita? Tudo porque lemos e relemos aqueles textos de como não devemos nem podemos gritar e porque concordamos com eles e porque na verdade nós não queremos ter de gritar!

Eu não gosto de gritar, aliás eu detesto gritar. Mas grito, ou melhor BERRO, BEM ALTO.... Começo devagarinho calmamente. Ninguém me pode acusar de começar imediatamente aos gritos. Começo sempre calmamente a avisar que estão a passar da linha. Não ouvem. Melhor (ou pior), ignoram e continuam a fazer o disparate como se eu nem existisse. Aviso uma vez, duas vezes, três vezes. Á medida que vou avisando o meu tom de voz começa a subir, o coração a acelerar. Eu não quero gritar mas o coração está a rebentar e as veias começam a dilatar. Sei que não vou aguentar e à décima vez GRITO! Não resulta. A festa continua... para eles tudo é uma festa. Sou eu que estou errada? Não deviam rir-se até lhes doer a barriga mesmo estando eles cheios de comida na boca? Se calhar estou errada. Devia deixar... viro costas... engasgam-se, cospem... Não aguento. BERRO!!! Nervosa, agarro nele(s) e a minha vontade é pregar-lhes um valente estalo. Mas não faço isso. Eu não sou dessas mães. Sou uma mãe que ladra mas não morde, grita mas não bate... respiro fundo e o desafio continua. Não aguento e contra tudo o que penso, desejo e sou, dou um puxão de orelhas a ele(s). Dói-me mais a mim do que a eles. O meu coração aperta-se de dor. Mas eles param. E o silêncio ouve-se finalmente. Não sem antes terem passado da gargalhada ao choro. E o meu coração de mãe chora com eles e pergunta porquê? Será que sou eu que descarrego mesmo as frustrações do dia, da vida, na felicidade deles? Mas eles iam vomitar penso eu para mim, como se a justificar o meu deplorável ato. Sinto-me uma louca. Ajo que nem uma louca. Não devia ser preciso. O meu coração acalma e volta ao ritmo normal. Aprecio o silêncio embora haja uma nuvem negra no ar. Eles sabem que são as pessoas mais importantes para mim. Sabem que os adoro mais que tudo na vida. Mas até eles devem achar-me uma louca. Tenho uma ou duas horas até ao próximo desafio. A hora de dormir. Tudo para eles é uma brincadeira. Tudo para mim é um desafio. Sou só eu que acho mal jogarem à bola antes de irem dormir? Ou darem pulos na cama? Ou fazerem lutas de wrestling? E o palavreado? Devo fechar os ouvidos ao ouvir a palavra pila 10 vezes em 2 frases? E volto a respirar fundo e a pedir devagarinho para se acalmarem pois é hora de dormir. Não ouvem. E eu levanto a voz um bocadinho, e mais um bocadinho pois continuam sem ouvir. E viro costas e vou-me embora numa tentativa que eles percebam que está na hora. Mas se não volto, as lutas de wrestling continuam. Afinal dormir é uma seca e quanto mais tarde melhor. Depois de mais uns berros (com sorte desta vez fico-me "só" pelos berros), finalmente estão deitados. Respiro fundo e olho para eles. São tão inocentes. Lindos. Felizes. E eu desmancho-me toda. Abraço-os e beijo-os com toda a minha alma. É a minha alma a pedir desculpa por ser louca. Mas não consigo ser de outra forma. O problema não é deles, é meu. Foi o que li num desses últimos textos que circulam na net. Se calhar é. Ou talvez não. Se calhar eles também podiam ajudar um bocadinho e perceber que há limites e horas para tudo não? A vida não é sempre um carrossel. A vida tem momentos de brincadeira e momentos mais sérios. Eles já não são bebés. São os meus bebés, mas com 8 anos, a caminho de 9 já não são bebés. Há o certo e o errado. Há a brincadeira e o exagero. E eles sabem que para brincar estou sempre pronta. Rio das piadas parvas deles, danço e pulo e faço caretas com eles. Até jogo à bola com eles quando menos esperam fazendo as delicias deles. Há horas para tudo. Não! Desculpem mas a culpa não é só minha! Os meus berros são a minha tentativa desesperada de lhes educar. Não devia berrar? Então devo fazer o quê quando a conversa não resolve e quando me ignoram? Deixá-los está fora de questão. Isso também não é educar. Castigar? Sim... até quando? E pior... quando estou sozinha neste desafio. Porque com o pai a vida também é uma brincadeira (quase sempre).

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Balanço 2015

2015 foi um ano....

Tenho lido imensos blogs com um balanço de 2015 cheio de superações, cheio de feitos, cheio de novidades e concretizações de objectivos.

Tenho tentado arranjar uma palavra que descrevesse este nosso ano, mas por mais que tente não consigo. Foi um ano morno. Em que não se passou nada que valesse a pena registar. Foi um ano que passou por nós (mim) e olhando para trás, não aconteceu nada de novo. Nem velho. Simplesmente não aconteceu nada além dos ossos partidos.

E sinceramente não sei se fico feliz com isso. Não acontecer nada também é mau. É frustrante. Ainda para mais para uma pessoa como eu, que vivo com objectivos, vivo cheia de afazeres, vivo cheia de vida. Não acontecer nada significa que não me superei, que não tentei (ou tentei pouco) ou pior. Não sonhei... será que não sonhei?

Ou não sonhei com a devida força. Foi de tal modo forte esta minha sensação que na minha passagem de ano não consegui sequer desejar nada para 2016 além do básico, saúde, amor, paz e dinheiro.

Isto não sou eu. Iniciar o ano sem objectivos não sou eu. 

A verdade é que existe uma razão muito forte para esta minha falta de objectivos, falta de sonhos. Uma razão que tento não pensar muito no assunto, até porque não me adianta de nada andar a chorar pelos cantos. Uma razão que comparada com os problemas da humanidade ou de milhares de pessoas não é nada. Mas... cada um sabe de si, e cada um sabe de que forma lhe doem os calos.

2015 foi um ano em banho maria.

2016 pode continuar a ser um ano em banho maria, ou pode ser um ano de uma grande viragem da nossa vida (para o bem ou para o mal, não sei).

E esta indefinição, este banho de maria que me destrói, este aperto sempre presente. Esta coisa que me está a impedir de sonhar. Não me impede de sorrir, não me impede ser feliz, porque há um tempo que decidi que não me iria tirar o sono. Mas corrói cá dentro. Cada dia mais um bocadinho, devagarinho. E eu só quero tirar este peso de cá de dentro. Para poder voltar a sonhar e a ser livre.

PS: Não se apoquentem porque mais uma vez não é nada que não se resolva a seu tempo. Leva é tempo.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Orgulho de ser filha de quem sou

O meu pai era / é um homem austero, exigente com ele próprio mas principalmente com os outros, comigo. Lembro-me que quando era miuda e tinha o azar de trazer um satisfaz para casa, levava logo com um "hás-de levar um lindo enterro" porque para ele, satisfaz ou suficiente não era nota que se apresentasse. Eu detestava que ele me dissesse isso mas isso fazia com que eu estudasse ainda mais e quisesse ser ainda melhor do que era. Nunca fui uma aluna brilhante, tinha sempre de estudar que nem uma louca para conseguir uma nota melhor que um satisfaz. E tinha os meus azares por isso de vez em quando nem o satisfaz atingia. Nessa altura até tinha medo de chegar a casa pois apesar de nunca me bater, a pressão e a desilusão dele era tanta que o meu coração apertava de tal maneira que logo que chegava à porta não conseguia evitar derramar rios de lágrimas, mesmo sem ele abrir a boca.

Na altura eu não gostava. Na altura eu reclamava. Na altura eu chorava, gritava, reclamava que não podia ser assim. Virava-me para a minha mãe pois só ela me compreendia. As mães são diferentes, pensava eu. Mas não era diferente. Era igual. Apenas a maneira de reagir e de me fazer ver as coisas era diferente. Os objetivos esses, eram de ambos. Que eu fosse a melhor que conseguisse ser.

Esta atitude de ambos que repito, eu não gostava, fez-me crescer. Fez de mim a pessoa que sou hoje. Lutadora e vencedora. Sim, sim... sou uma vencedora. Posso não estar a fazer exatamente o que gostaria de fazer em termos profissionais neste momento mas estou no melhor cargo para o qual me fartei de estudar e batalhar. Sim, sou uma lutadora e uma vencedora que não teve uma vida fácil e que nunca teve nada de mão beijada. Uma lutadora e uma vencedora que trabalha desde os 19 anos porque nunca quis depender de ninguém para nada. Uma lutadora e uma vencedora que mesmo em termos pessoais já passou por muita coisa, algumas coisas que me podiam ter dado para uma depressão valente, mas não. Levantei a cabeça e o meu nariz, respirei fundo e segui em frente sem olhar para trás. 

Uma lutadora e uma vencedora que sabe respeitar as outras pessoas, que gosta de honrar os seus compromissos, que detesta falsidades e mediocridades, que detesta falta de educação e faltas de respeito. E também tenho muitos defeitos. Toda a gente tem. São os mesmos defeitos provavelmente que eu apontava ao meu pai também. Defeitos com os quais nós aprendemos e que quem nos rodeia aprende a viver com eles. Porque eles existem e sempre vão existir. Muitas vezes, os defeitos de uns, são virtudes para outros. E eu aprendi assim. Aprendi que tudo na vida tem dois lados. A minha própria vida profissional gira à volta de balanços com proveitos e custos, prós e contras. Porque foi assim que me ensinaram a ser. Foi assim que os meus pais me ensinaram a ser. E é assim que eu também pretendo ensinar os meus filhos. Com esses valores, com essa perspectiva de vida. Porque a vida não são rosas e porque é preciso batalhar mas também é preciso ponderar e avaliar cada atitude que tomamos para termos a certeza que estamos a tomar a atitude certa. E porque assim, avaliando, ponderando... estamos mais preparados para as adversidades da vida.

Foi assim que os meus pais me ensinaram. Foi assim que eu aprendi. Foi assim que eu, com a minha personalidade lixada também, decidi que construiria a minha vida. 

Posso levar mais tempo a concretizar as coisas, a arriscar, mas quando o fizer, faço-o de plena consciência. E assumo os meus erros se tiver de errar. Porque foi assim que os meus pais me ensinaram. E ainda bem que o fizeram!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A beleza do pós gravidez...

Ontem fui fazer os exames anuais aqui para a empresa. Os exames incluem sempre a consulta da praxe. Costuma ser uma chamada consulta da treta onde querem saber se estamos felizes e contentes no trabalho. No entanto, como se não bastasse essa famosa pergunta, ao qual acredito que 99,9% das pessoas mente à descarada, o senhor doutor vira-se para mim e pergunta:

Dr: Está grávida?
Eu: Não... ???!!!!
(silêncio)
Dr: Tem a barriga um pouco saliente...
(uma forma engraçada de me dizer... estás um bocado gorda não?) e continua:
É genético ou é por algum motivo?
Eu: ?????????
(continua a aguardar a minha resposta)
Bem... fui mãe de gémeos há 3 anos
Dr: Ahhh... se calhar ainda ficou algum aí dentro não?????


SENHOR!!!!!!! SERÁ QUE O DOUTOR ACHOU QUE EU PODIA COMEÇAR A RIR À GARGALHADA???? ACHA MESMO QUE ISSO É UMA PIADA BONITA PARA SE DIZER A UMA MULHER? QUE TAL SE FOSSE ALI VER SE EU ESTAVA NA ESQUINA????

Não... Não disse nada... Fiquei tão chocada que nem consegui abrir a boca. Passei o resto da consulta a esfumaçar de raiva e desejosa que chegasse ao fim para me ir embora... tonta, estupida... devia ter respondido... fiquei a remoer-me o tempo todo.

Diz a senhora da empresa de medicina do trabalho após a minha reclamação... ahhhh e tal, deixe lá, ele não fez por mal... é mesmo assim brincalhão...

Eu continuo a dizer:

SENHOR DOUTOR... NÃO ACHA QUE HÁ COISAS QUE NÃO SE DIZEM A UMA SENHORA?????

Estupor do homem... barriga eu... havia de me ver há uns meses atrás, antes da dieta... estava eu tão contentinha porque achava que a minha barriguinha estava menos visivel, e de repente, levo com uma balde de frieza em cima de mim...

Podem dizer que assim não ando enganada mas caramba... Não havia nexexidade... :(

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Gerir uma relação não é facil. Dá trabalho. Não devia dar? Mas quem disse isso? É mentira... completamente FALSO. Dá trabalho sim e muito. Mas é um trabalho que desejamos ter, fazer. Porque conseguimos tirar frutos, porque no final de contas aprendemos imenso com esta batalha. Estamos sempre a aprender. Quando nos chateamos, dizemos asneiras, atiramos à cara cenas impensáveis que estão orgulhosamente escondidas na nossa mente e que irracionalmente saltam cá para fora quando abrimos a boca emotivamente. Depois, vem o orgulho, a sensação de impotencia porque já está, já desabafamos, agora o mal ou não, já está feito. Desdizer o que dissemos, até o podemos fazer mas que impacto tem na vida do casal? As coisas jamais voltam ao que eram... mas será que queremos que voltem ao que eram? Não. Não queremos, ou não tivessemos discutido. Queremos melhorar, queremos consensualizar-nos, queremos ser melhores pessoas, mesmo que para isso esbarremos de frente contra o muro. Há feridas que marcam e que nos doem e palavras que ficarão para sempre na nossa memória. Aguardamos por outras palavras que substituam essas doridas, essas maldosas. Dizem que uma relação em que não há discussões, não há amor. Mas será que o amor sobrevive a discussões sem fim? Quando a discussão resvala para o desrespeito pelo proximo, torna-se mais dificil essa sobrevivência. Porque essas feridas são as de cicatrização mais dificil. São aquelas que deixam mesmo cicatriz. E doem... muito. Mesmo assim, continuamos na luta, até não podermos mais... até as cicatrizes serem tantas que não conseguimos encontrar pele sã. Porque só assim, sabemos que fizemos tudo mas tudo para que o amor ganhasse. Ás vezes, depois de erros cometidos e palavras menos bonitas, aprendemos os limites daquele que magoamos e esperamos ardentemente que nunca mais ultrapassemos esses limites. Não é facil gerir uma relação. Sobretudo quando se gosta. Quando não queremos deitar tudo a perder. Tudo seria mais simples se não gostassemos. Mas nesse caso... discutir para quê?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Amizade feminina Vs amizade masculina

Eis algo que tem muito que se lhe diga. É dificil explicar as diferenças, mas não há mulher no mundo,  que não saiba o quão dificil é manter uma amizade com outra mulher.  Temos muito mais facilidade em relacionarmo-nos umas com as outras do que os homens entre eles. Às vezes, mal conhecemos a pessoa e vai de considerarmos imediatamente a melhor amiga, muitas vezes, mesmo sem o sentirmos, porque nos interessa aquela amizade naquele momento. Começamos a partilhar a nossa intimidade com a melhor amiga, contamos coisas a elas que não interessam nem ao menino jesus, confessamos-lhes coisas que deviam ficar connosco, andamos aos abracinhos e beijos na boca... para quê? Para depois, um dia mais tarde, sem que nada o fizesse prever, levarmos uma machadada nas costas. Mentalizamo-nos... é assim, paciência. Choramos um bocadinho sobre o leite derramado, arrependemo-nos 1000 vezes de ter contado a ela, aquele segredo muito nosso e depois... partimos para outra. E se for preciso, faremos exactamente o mesmo a uma outra suposta amiga. Somos más umas para as outras. Não somos de confiar. Aquela que consideramos a nossa melhor amiga hoje, não o vai ser necessáriamente para o resto da nossa vida. É óbvio que há excepções. Mal seria do mundo se fosse assim com TODAS as mulheres... Não. Não é. Mas uma coisa garanto. Quem tiver uma melhor amiga com a qual nunca, mas mesmo nunca se tenha chateado à grande, que se acuse. Uma amizade depois de uma guerra, torna-se diferente mas, na maioria das vezes, muito melhor. Mais segura e mais verdadeira. Porque naquela altura da discussão, desvendámos a capa que nos cobre. Disseram-se as verdades. Depois de uma discussão, se a amizade volta, acredito que seja uma amizade verdadeira, para valer. E nós vamos crescendo, vamos ficando mais adultas. A caminho dos 40 anos, já não nos fazemos amigas de qualquer uma. Já não nos confessamos à primeira que nos aparece à frente. Nem à nossa melhor amiga, nós dizemos tudo, mesmo tudo. Uma amizade recente é agora muito mais trabalhada. Podemos ter 500 amigos no facebook mas falarmos apenas com meia duzia deles. O resto não passam de conhecidos com os quais mantémos algo em comum. E não quer dizer com isto que não nos possamos tornar amigas de uma nova amizade. Pelo contrário. Acredito mesmo que as amizades feitas nesta altura da nossa vida são muito mais verdadeiras do que as amizades feitas com 20 anos. Para nós mulheres, claro. Porque já levámos muita machadada nas costas, porque agora para confiarmos em alguém já não basta 2 dedos de testa. Continua a ser mais facil para nós fazermos amizades, mas porque para nós o conceito de amizade não é igual para toda a gente. Nós temos vários tipos de amizades. As amigas, mesmo amigas, as amigas do facebook, foruns e afins, as amigas do trabalho, as amigas do ginásio, as amigas do bairro. Todas em patamares diferentes. A caminho dos 40, uma dessas amigas pode subir ao patamar da amiga mesmo amiga, mas tendo em conta o historial, cuidado e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Mesmo assim, por vezes continuamos a errar, continuamos a confiar demais.

Agora os homens. Não há homem que não tenha amigos de infancia, daqueles que se conhecem há mais de 30 anos, que foram colegas de jardim infantil ou vizinhos da praceta onde moravam. Podem ser poucos ou muitos mas todos têm, nem que seja 1 melhor amigo de infancia. Mas este melhor amigo é mesmo sério. Daqueles que se podem contar. Aquele amigo que o homem não vai a correr contar segredinhos, não dá uma palmadinha nas costas. Mas no entanto, aquele amigo corre na direccão dele, se sabe que o amigo está com algum problema. Não questiona, aconselha. Não discute, fala. Com aquele amigo as unicas discussões possiveis são se foi penalti contra o Benfica ou não. Mesmo quando têm opiniões diferentes, respeitam-se. Tentam fazer prevalecer o seu lado, tal qual "macho man" mas em boa verdade, a troca de ideias acaba e cada um fica na sua. E eu aposto que ambos acharam que ganharam a posição. No que diz respeito a novas amizades, os homens são muito terra a terra. Num jogo de futebol até podem falar, gritar e abraçar o fulano que está ao lado na bancada que não conhecem de lado nenhum, mas daí a trocar um número de telefone para combinarem um cafézinho vai uma grande distância. Para considerarem um novo amigo, o novo amigo tem de passar uma série de requisitos. Começam à defesa. Não se exploram muito. Ganham confiança.

As mulheres não deviam aprender com os homens? Digo eu. Afinal é por isso que as mulheres dizem que preferem ter amigos homens do que amigas mulheres. Porque as mulheres não ficam amigas de qualquer homem. São desconfiadas. As mulheres com os homens agem como os homens entre eles. Não é qualquer um que consegue ganhar o estatuto de amigo. E é preciso certeza de não haver segundas intenções.

Porque é que as mulheres complicam tanto neste campo, se noutros normalmente são tão terra a terra.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Aiiiiii


Dou alvissaras a quem quiser trocar de bronquios comigo... condições essenciais para a troca: serem uns bronquios saudáveis, livres de quaisquer problemas asmáticos.

Quem inventou a cena dos globulos brancos precisarem de ser incentivados a lutar pela vida, devia ser castigado... querem-me explicar novamente porque raio temos que sofrer uns dias até sermos medicados?

Obrigadinho.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Será que,,,

alguém lê as baboseiras que para aqui escrevo?

Bem sei que a minha vida neste momento é muito pouco interessante e digna de notas de um blog como este, ainda para mais quando já existe um baby blog, esse sim recheado de coisas interessantissimas para o comum mortal como a forma que os meus filhos dizem batata. O que não quer dizer que apesar de pouco interessante a minha vida seja má. Bem pelo contrário, apenas sem registo de coisas ou cenas importantes que valham a pena escrevinhar e que tenham algum interesse para o dito comum mortal.

E como a imaginação com o cansaço é algo que não se coaduna minimamente, o blog vai ficando assim, com o minimo interesse possivel.

Ás vezes penso em abrir a gaveta dos tesourinhos deprimentes e desatar a contar uma espécie de autobiografia, mas depois começo a pensar melhor, a reflectir e a mulher / mãe que há em mim neste momento diz: "Não, muito obrigado! Era capaz de chocar algumas mentes mais sensiveis" Não que alguma vez tenha cometido algum crime ou feito algo tão horrivel ou nojento... nada disso... apenas porque há coisas que devem continuar fechadas a sete chaves nas gavetas desses tesourinhos deprimentes. Quem sabe um dia quando for avó me apeteça por piada abrir alguma dessas gavetas. Nessa altura já devo estar tão xéxé que pouco ou nada me devo importar.

Para já fica a pergunta no ar? Será que alguém me lê? Ou... isto é apenas um blog de desabafos, um pseudo diário fraco, fraquinho de uma pseudo escritora - amadora.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Quase de Férias!


Falta apenas 1 dia para as tão esperadas férias. Há uma determinada altura do ano em que só nos apetece dizer: "CHEGA!" Estamos cansadas... tão cansadas... sinto a cabeça completamente cheia, a precisar urgentemente desanuviar seja para onde for. Não ter de vir trabalhar. Já não digo não ter de me levantar cedo pois tenho em casa duas criaturinhas pequeninas que insistem em madrugar vá se lá saber porquê. Mas ao menos podemos acordar sem pressas de termos de ir tomar banho e vestir... podemos acordar, ficar na cama (com as ditas pestes a saltarem em cima de nós), nas calmas vestimos o fato de banho, pegamos na toalha, tomamos o pequeno almoço na esplanada ou no terraço sem estar a olhar para as horas. Vamos para a piscina ou praia, levamos um bom livro ou revista para lermos nos poucos momentos que as nossas criaturas pequeninas lindas nos deixam... ahhhhh... tão bommmmm.
Vai ser 1 mês nesta vidinha... uns dias no Algarve só os 4, uns dias com os meus pais, outros dias com os sogros, para que possam ficar a tomar conta das criaturinhas enquanto o papa e a mama namoram um bocaditito. E talvez uns dias com uns amigos. O tempo acho que vai ser pouco para fazermos tudo o que nos apetece. E vai passar num instante... oh se vai.
Mas vai saber..... ai vai saber... tãaaaooo bemmmmmmmmm!
Vivam as férias!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Raio dos bancos... e não só...

Agora fiquei irritada... juro que fiquei MESMO irritada...
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Uma das minhas funções no sitio onde estou é gerir as aplicações financeiras que aqui temos. Não são muitas, mas as que são, são de um valor bastante apetecivel para os bancos, de modo que todos querem ter a aplicação com eles. Uma vez que hoje se vencia o prazo da aplicação, decidi contactar para além do banco onde tinhamos o depósito, um outro banco que também trabalhamos. Recebi a resposta do Banco A, o banco onde já temos o deposito há muito tempo e dava-nos uma taxa de 5% a 3 meses. Falei com o Banco B, pedi a melhor cotização e dava-nos 5,75% a 6 meses. Pedi para ver se podiam ir até aos 6%, valor que achei estar longe dos 5% iniciais que o banco A tinha dado e garanti que se chegassem aos 6% mudariamos o deposito para este banco. Aceitaram. Fiquei toda contente claro. Achei que tinha feito um bom trabalho... e achei que deviamos mudar o deposito do banco, independentemente de depois o banco se vir aflito e conseguir chegar à taxa do Banco B. Falo com o banco A e aviso a minha decisão. Claro que treparam as paredes e imploraram a todos os santinhos para não mudar o deposito de banco. A gerente chega mesmo a dizer-me que se mudarmos de banco perde o bonus que tem. E acaba por me fazer uma taxa de 6,1%, mais 0.1% que o Banco B.
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No Banco B também me disseram que se desistisse entretanto estava a pôr em causa o emprego do gerente, uma vez que ele para chegar à taxa de 6% teve de implorar à admnistração.
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Enfim... Em resumo... fiquei com o emprego de um e o bonus de outra na minha mão. E esta einh?
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Claro que exageraram quando me "ameaçaram" com o despedimento deles e o retirar do bonus... acho eu... também eu exagerei quando negociei as taxas pois disse que outros bancos me estavam a dar aquilo que ainda ninguém me tinha dado. As coisas são mesmo assim. De qualquer modo, queria mesmo transferir a aplicação independentemente de terem dado mais 0,1%. Acho que é mau ter a aplicação tanto tempo num banco, além de que eles fizeram mal em de inicio não terem puxado a taxa logo um pouco para cima, tendo em conta quem nós somos. Acharam que andavamos a dormir na forma. Era um castigo bem feito. Da proxima já tinham cuidado antes de dizer a taxa.
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Agora o que deixou mesmo piursa... quando falo com a minha direcção e digo que afinal o banco A dá a taxa de 6,1%, a minha direcção diz-me... ah e tal... então é melhor não mudar... fica onde está... Porquê, pergunto eu? Ah e tal... dá mto trabalho transferir o deposito de um lado para o outro... Olha a porra (desculpem-me a expressão) e o banco A não devia logo ter feito a melhor taxa? Não se devia ter esforçado? Foi preciso sentirem-se ameaçados para aumentar a taxa??? Olha que esta!!!
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Resumindo que a historia já vai longa. Lá vai a boa da "je" falar com o banco B e dizer... ah e tal... a direcção não quer mudar a aplicação... etc etc... lá vai o gerente do banco B ser "despedido" por minha causa e lá vai a outra receber o bonus por ter conseguido menter lá o deposito...
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E eu como fico? Com cara de parva com isto tudo... o gerente do banco B deve estar a rogar-me 1500 pragas... bem que estou a sentir as orelhas quentes... Porca miséria.... como se costuma dizer.... bahhhhhh

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Onde é que isto vai parar????

Este post é em tom de desabafo onde quero exprimir a minha revolta para com quem não deixa o nosso querido país ir para a frente. De quem é a culpa? Não sei... Que se pode fazer? Analisar o que está mal e tentar aprender com outros paises europeus. Ora vejamos:

- As taxas de juro não param de subir. É verdade que sobem em toda a europa mas é cá em Portugal que mais se sente essa subida. Porquê? Somos um dos paises da Europa que mais compra casa em vez de alugar. O aluguer cá não compensa. Paga-se tanto como se formos pedir um empréstimo. Então assim vale mais comprarmos porque estamos a pagar uma coisa que é nossa. Com alguma sorte se um dia quisermos vender até podemos ganhar uns dinheiritos com isso. Não devia o estado ajudar quem quer alugar casa? Pomos os olhos na nossa vizinha Espanha por exemplo. Muito poucas pessoas compram casa lá. Os alugueres valem bem mais a pena. Comparando os preços de lá com cá, deviamos ter vergonha.

- Ordenados baixos. Há pouco tempo saiu um relatório em que colocava Portugal como um dos paises da Europa com ordenado médio mais baixo. Até mesmo paises Malta e Eslovénia desde que aderiram à U.E. ficaram imediatamente colocados acima de Portugal na tabela. É triste não é? Temos um dos poderes de compra mais baixos da Europa.

- Combustiveis sempre a subir. E não fica por aqui. Preve-se que o barril de petroleo venha a custar 500 dolares. Como é que o tuga com os ordenados de miséria que tem consegue suportar uma situação destas? Deixando o carro em casa? Os transportes publicos também estão a aumentar. E quem não tem possibilidades de ir para o emprego sem ser de carro? Sim... porque algumas zonas habitacionais ainda deixam muito a desejar a nivel de transportes.

- Alimentação sempre a subir. Desde que adoptámos o euro que temos verificado uma subida constante dos preços da alimentação. Mas ultimamente tem sido de meter as mãos à cabeça. Bens essenciais como o pão e o leite têm vindo a aumentar disparatadamente. Pergunto-me como sobrevivem as pessoas com o salário minimo.

- O endividamento das familias aumenta. Claro que o tuga para fazer face aos constantes aumentos acaba por recorrer à banca. Ou então vende a casa que tem para comprar uma mais pequena ou mais longe. Perdemos qualidade de vida.

- Deixamos de ir almoçar ou jantar fora como gostariamos... o jantar fora é um luxo. Quando vamos, mesmo que não se queira acabamos por olhar a ementa de fio e pavio e até escolher um prato ou vinho que se gosta menos apenas porque é mais barato.

- Passar fins de semana fora em hoteis é um luxo e quando vamos aproveitamos todas as promoções disponiveis. A mesma coisa para as ferias as quais ansiamos pelos subsidios e pelo famoso IRS que pode ser pouco mas ajuda alguma coisita.

- E filhos? Portugal é um pais envelhecido. Mas onde estão os incentivos para termos filhos? Fui recentemente mãe de gemeos e pertenço à classe média. Não ganhamos mal mas estamos longe de nadar em dinheiro. Termos tido os gemeos foi um arrombo imenso na nossa carteira. Temos a sorte dos nossos pais nos ajudarem bastante e confesso que não sei que seria se assim não fosse. Acham que tivemos algum incentivo ou alguma ajuda por parte do estado? NÃO! Nem abono, nem nada. Para o estado pelos vistos devemos ser ricos. O que é que é preciso para recebermos abono? O abono é calculado segundo 5 critérios o qual o critério máximo (ou minimo conforme a perspectiva) é de 5x407,41x 14 meses isto para o agregado familiar. Parece muito mas não é pois se considerarmos o agregado familiar constituido por 2 pessoas, basta ganharem mais de 1018,52 brutos cada um, para ultrapassar o limite e não receber nada. Ou seja, o nosso estado considera que quem ganha mais de 1100 euros por mês, brutos, não precisa de ajuda para nada. Incrivel não é?