quinta-feira, 14 de outubro de 2010

No tribunal

Vou contar uma história. Há pouco mais de 1 ano atrás, fui colocar gasóleo nas bombas da Avia ao pé de minha casa, bombas essas que estão sempre com desconto de 6 ct por litro quando me aconteceu um episódio de que vou guardar memória para sempre e não pelas melhores razões.

Nestas bombas, durante muito tempo, faziam-se filas enormes para se pôr gasóleo, filas essas que chegavam a dar a volta a rotunda, até quando, os donos da bomba, resolveram colocar uma placa a dizer "Não fazer fila única! por favor, dirija-se à 1ª bomba disponivel". Isto acabou com as ditas filas intermináveis pois cada bomba tinha a sua propria fila. No entanto, havia e ainda há pessoas que parece não saberem ler e volta não volta resolvem fazer uma fila unica. Numa dessas vezes, estava eu atrás de um desses analfabetos. Buzinei e chamei a atenção para a placa. O dito cujo ignorou-me e deixou-se estar à espera na dita fila, fazendo logo uma fila enorme atrás de mim. A je, teve a brilhante ideia de lhe passar à frente e dirigi-me para uma das bombas colocando-me atrás de um outro carro, tal como devia ser. O analfabeto não gostou que "lhe tivesse passado a frente". Sai do carro disparado, proferindo insultos em relação à minha pessoa, pedindo para eu sair imediatamente do carro. oi??? Ainda apontei novamente para a placa mas de facto ele não devia saber ler pois continuava a dirigir-se a mim com ameaças. Deixei-me ficar sossegada ignorando-o. Eis se não quando, o analfabeto inegrume dá um pontapé na porta enorme do meu lado, vira costas e vai-se embora. Sai do carro nessa altura para avaliar a intensidade do pontapé e deparo-me com a chapa para dentro tal não foi a força. Saquei da matricula e chamei a policia. Entretanto todos os clientes da bomba olhavam incrédulos para todo aquele espectaculo. O fulano pôs o gasóleo, pagou e foi-se embora. Claro que a policia já não chegou a tempo. Acabei por fazer uma queixa crime. O carro não era meu, era da empresa e por isso também não podia deixar as coisas por ali.

Entretanto chamaram-me para identificar o criminoso, tipo filme e aguardei o desenrolar da cena. Uns tempos depois recebo uma carta para ir depor a tribunal, praticamente 1 ano e 1 mês depois.

Fui ontem a tribunal, de pernas trémulas pensando que podia encarar o criminoso coisa que não me apetecia nada. Cheguei às 9:05. Não apareceu mais ninguém para além de mim. Ainda pensei que iria ser adiado mas não, quiseram ouvir-me. 4 horas depois, lá fui chamada. Nos entretantos, lembrei-me que não tinha posto dinheiro suficiente no parquimetro para as horas a que já lá estava. Sai da sala das testemunhos a correr mas... já não fui a tempo. Tinha o meu carrinho bloqueado. 60 euros depois dei por finalizado este triste episodio. E espero sinceramente não ter de lá voltar.

1 comentário:

Crente disse...

Nada justo. Nada mesmo. Irritante como há "$#$%!# que saem sempre incólumes...
Força :)